Rayan admite conhecer pouco do Japão e destaca treinadores da carreira
Atacante agradece Diniz e Iraola e vive sonho de disputar a Copa

MORRISTOWN, NJ (EUA) — Aos 19 anos, Rayan vive um dos momentos mais marcantes da carreira. O atacante conversou com a imprensa nesta sexta-feira (26), no hotel da Seleção Brasileira, e falou sobre a rápida ascensão até se tornar titular do Brasil na Copa do Mundo. O jovem também comentou a influência de Fernando Diniz e Andoni Iraola em sua evolução, destacou a confiança recebida de Carlo Ancelotti e projetou o confronto diante do Japão pela segunda fase do Mundial.
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Durante a entrevista, Rayan arrancou risadas dos jornalistas ao ser questionado sobre algum jogador japonês que conhecia. Bem-humorado, admitiu que ainda não estudou individualmente o adversário.
— Você me pegou. É um time forte, bem rápido. Ancelotti vai passar os vídeos e nos mostrar um pouco do Japão durante a semana.
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O atacante do Bournemouth, da Inglaterra, chega ao mata-mata embalado pela boa atuação na fase de grupos. Contra a Escócia, Ryan fez a sua estreia como titular em uma Copa do Mundo e mostrou personalidade, confirmando a confiança depositada por Ancelotti, já de olho no duelo com o Japão.
Rayan é dos jogadores mais jovens a ser titular da Seleção em uma Copa do Mundo. Ele é o sexto atleta mais jovem a disputar uma partida de Mundial com a Amarelinha. Apenas Pelé (17 anos), Edu (16), Julinho (18), Coutinho (18) e Ronaldo (17) estrearam mais jovens do que o atacante formado nas categorias de base do Vasco.
O atacante revelou que ainda tenta assimilar a dimensão do momento.
— Estou vivendo um sonho de estar na Copa, com 19 anos de idade. Você chega ali… entrei no aquecimento olhando para o estádio, relembrei momentos que eu já passei. Primeira vez numa Copa como titular. Sabemos o que passamos para estar aqui. É um sentimento de orgulho. Entrar em campo e ser o mais natural possível. As coisas vão fluir naturalmente.
Na sequência, reforçou que a oportunidade foi construída diariamente nos treinamentos.
— Acho que é o dia a dia. O trabalho que a gente faz aqui dentro nos treinos. A gente sabe que o Ancelotti olha muito para isso. Nessas convocações eu dei o meu máximo, o meu melhor. Ele deu essa oportunidade e eu agarrei bem.
O atacante também lembrou a trajetória até vestir a camisa da Seleção principal.
— São dois sonhos que você não sabe se vai viver de verdade. Quando criança você trabalha para viver esse momento. No Vasco tem um sentimento de orgulho. A gente sabe o que passou quando criança. Trabalhar muito. A gente sabe de onde veio. Estrear pela Seleção é um sentimento de orgulho. Muitos jogadores passaram por aqui e renderam muito bem. Quero trabalhar o máximo possível para trazer essa conquista.
Além de destacar Ancelotti, Rayan fez questão de agradecer aos treinadores que considera fundamentais para sua evolução recente. O primeiro deles foi Fernando Diniz, responsável por promovê-lo no Vasco.
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— Diniz vai ser sempre um pai, um cara que me ajudou muito. Ele me ajudou muito na parte defensiva. Se deixar, ele me liga quase todo dia. Me ajudou bastante. Um cara que sempre me ajudou bastante.
O jovem também elogiou Andoni Iraola, treinador do Bournemouth, clube pelo qual atuou na última temporada antes da Copa.
— Me ajudou muito o Iraola. Desde que cheguei lá conversou comigo toda semana. Me falou que ia me ajudar a chegar na Seleção e deu certo. Foi um momento muito feliz, me ajudou muito. Vai ser muito feliz no Liverpool também.

Outros trechos da coletiva de Rayan na Seleção
Conversas com Ancelotti
— Ancelotti conversa muito com a gente. Ele diz que a marcação começa com os homens da frente. Faz parte do cansaço, da responsabilidade. Mas ele conversa muito sobre a parte defensiva, que vem primeiro, e depois sobre a parte ofensiva para fazermos os gols.
Evolução tática
— Acho que como todo mundo viu no jogo, a parte defensiva evoluiu bastante. Venho trabalhando isso desde o ano passado. Essa parte é importante. Consegui dar o bote no primeiro gol e ele saiu. Agora é continuar trabalhando durante a semana para dar certo também contra o Japão.
Mata-mata sem margem para erros
— Sabemos que na fase de grupos qualquer erro a gente pode consertar. Agora é matar ou morrer. O Japão é muito qualificado. Sabemos que vai ser um jogo difícil e vamos trabalhar para dar o nosso melhor.
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Mudanças na vida
— Vi muitas fotos, muitas montagens que fizeram. Muitos torcedores enviam. Tudo aconteceu muito rápido na minha vida. Jogar uma Copa com 19 anos é um orgulho para mim, para a minha família. De onde eu vim, da comunidade, é um orgulho danado para todos.
Entrosamento ofensivo
— Sabemos o que o Vini pode fazer pelo nosso time. Quando a bola está com ele, a gente chega mais perto da área. É a mesma coisa quando ela está do meu lado. Meu um contra um é muito forte também. Fazer a mesma coisa ao lado dele é o que o Ancelotti pede.

Disputa por posição
— Se eu sair, vai entrar o Endrick, vai entrar o Neymar. No dia a dia ele escolhe os melhores que vão estar representando o país.
Apoio do Bournemouth
— O clube foi importante para mim. Não só dentro como fora. A assessora do clube estava no jogo só para me ver (Zoe assistiu ao jogo diante da Escócia, em Miami). O carinho que eles estão tendo por mim está me ajudando muito. A Premier League me ajudou bastante. Ajudei o meu clube a participar pela primeira vez de uma competição importante na Europa.
Sonhos e Igor Thiago
— Não sabemos onde podemos chegar. Isso é trabalhar duro aqui na Seleção e no clube. Um dia Deus realiza o nosso sonho. O Igor Thiago disse que vinha aqui, mas o homem pegou no sono. Eu e o Endrick estamos juntos com ele o tempo todo. Ele tem nos ajudado muito.
Estudo dos adversários
— O mister passa muitos vídeos do time adversário que vamos enfrentar. A gente treina muito isso, a pressão. Estamos muito conectados no jogo e acaba dando certo. É mérito do mister e da comissão. Agora é trabalhar duro.
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