Lúcio de Castro: para quem sonha com o hexa, a estreia foi um sinal de alerta
Com dificuldades para criar, vulnerável sem a bola e dependente de um lance individual de Vini Jr, o Brasil deixou uma impressão pouco animadora na estreia contra o Marrocos

Parece samba de uma nota só. "Lá vem aquele cara falar da CBF, do ciclo acidentado da seleção, dos cartolas…" Quem vê o Brasil entrar em campo quase acuado diante do Marrocos e pensa diferente, vive um mundo cor-de-rosa e prefere não ver o quanto se paga caro pelos desmandos fora de campo e quanto pesa no campo e bola.
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Foi assim a estreia do Brasil na Copa.
No momento em que o Marrocos arrefeceu a pressão e o Brasil passou a ter mais posse, veio um constrangimento na cabeça.
É como se, do outro lado, o pugilista rival abaixasse a guarda e falasse: "Agora quero ver o que você sabe fazer".
E não acontece muita coisa.
É uma absoluta limitação para a chamada "construção".
Ironia do destino, ou dos chamados "Deuses do Futebol", veio de Vini Jr, em absoluto brilho individual, o momento de luz.
Logo ele, repetidamente etiquetado como jogador de clube.
Como se na seleção tivesse o mesmo contexto que no clube.
Para piorar, mesmo jogando longe de suas tradições, o Brasil não consegue mostrar força nem mesmo quando liga o "modo reativo".
As transições marroquinas sempre levando perigo.
O resumo da ópera: em termos de classificação, ótimo para o Brasil.
Mas para quem sonha com título…
Muito pouco animador.
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