Eliminação do Brasil completa ciclo conturbado para a Copa do Mundo

Seleção conviveu com trocas constantes de técnicos e ebulição política na CBF

Rio de Janeiro (RJ)
06/07/2026 06:55
Carlo Ancelotti dá entrevista antes de Brasil x Escócia pela Copa do Mundo
Carlo Ancelotti agora terá quatro anos para montar a Seleção (Foto: Leonardo Fernandez/Getty Images via AFP)

MORRISTOWN, NJ (EUA) - A derrota do Brasil para a Noruega nesse domingo (5) pôs fim à participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo e encerrou um dos ciclos mais conturbados que a equipe já teve para um Mundial. Lamentada por torcida, jogadores e comissão técnica, a queda precoce refletiu uma Seleção que só foi ter a preparação que deveria no último ano.

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Da derrota para a Croácia nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022 até o início do Mundial deste ano, a Seleção Brasileira teve quatro treinadores, enquanto o comando da CBF ficou a cargo de dois presidentes e um interventor. Não houve um único ano nesse ciclo que a Seleção tenha passado sem que a política da entidade tivesse atrapalhado.

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E as mudanças frequentes de treinadores cobraram um preço. Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior ofereceram a Carlo Ancelotti a base que vinha desde 2022, sem no entanto deixarem um padrão de jogo. Isso precisou ser estabelecido pelo técnico italiano com quatro jogos de Eliminatórias e oito amistosos.

O técnico, que nunca havia trabalhado no Brasil, teve menos de um ano para conhecer o futebol praticado no País e garimpar jogadores para além daqueles que ele via nas grandes ligas europeias. Como se não bastasse, Ancelotti perdeu dois jogadores que conhecia desde os tempos de Real Madrid, Rodrygo e Éder Militão, e outro que vinha sendo seu artilheiro na Seleção, Estêvão.

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As lesões foram mesmo um problema para Ancelotti, que só conseguiu repetir o Brasil uma vez. Foram as contusões que tiraram do técnico o lateral-direito que lhe era preferido, Vanderson, e a primeira opção para a função, Wesley.

A lesão do ex-jogador do Flamengo, porém, mostrou que o treinador ainda buscava definir o melhor elenco, uma vez que Ancelotti decidiu chamar um volante, Éderson, em vez de um lateral de ofício. Acabou ficando sem nenhum, a ponto de precisar improvisar Ibañez e, de depois, devolver Danilo à função.

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E houve ainda o caso de Neymar, que passou o período todo enfrentando lesões e foi convocado mesmo que estivesse com uma lesão de panturrilha. 

Eliminada da Copa do Mundo, a delegação da Seleção Brasileira retorna para o Brasil nesta terça-feira para começar a planejar o Mundial de 2030. De contrato renovado, Ancelotti terá quatro anos e um ciclo inteiro para montar um novo time — por ora, sob aparente normalidade na CBF.

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Neymar chora com a eliminação do Brasil na Copa do Mundo
Neymar chora com a eliminação do Brasil na Copa do Mundo (Foto: Odd Andersen/AFP)

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