De Alemanha a Noruega: ranking da Fifa mostra queda livre do Brasil em Copas

Seleção perder sempre para adversários piores a cada ciclo desde 2014

PorPedro BrandãoRio de Janeiro (RJ)
05/07/2026 21:21
Haaland deixa Gabriel Magalhães no chão durante Brasil x Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026
Haaland deixa Gabriel Magalhães no chão durante Brasil x Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026 (Foto: Odd ANDERSEN/AFP)

A eliminação do Brasil para a Noruega, neste domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, ampliou uma tendência incômoda para a Seleção Brasileira. Desde 2014, o país cai diante de seleções europeias em mata-mata e vê o ranking dos seus algozes ficar cada vez mais distante do topo da Fifa.

➡️Brasil erra demais, se curva a Haaland e dá adeus à Copa do Mundo

A sequência começou com a Alemanha, segunda colocada no ranking da Fifa na época da Copa de 2014. Quatro anos depois, o Brasil parou na Bélgica, então terceira colocada. Em 2022, a queda veio contra a Croácia, que ocupava a 12ª posição. Agora, em 2026, a eliminação foi para a Noruega, apenas a 31ª seleção do mundo antes do Mundial.

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Queda no peso dos algozes

O recorte mostra como o Brasil deixou de ser eliminado apenas por potências consolidadas no topo do ranking. A Alemanha de 2014 era uma das seleções mais fortes do mundo e terminou campeã. A Bélgica de 2018 vivia sua geração mais talentosa, com nomes como De Bruyne, Hazard, Courtois e Lukaku.

A partir de 2022, o cenário ficou ainda mais doloroso. A Croácia, embora vice-campeã em 2018 e com Modric como referência, era a 12ª colocada no ranking. A Noruega, em 2026, aparece como o ponto mais baixo dessa sequência: 31ª colocada, mas com Haaland como grande estrela e protagonista da eliminação brasileira.

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Algozes do Brasil desde 2014

Alemanha – 2014
Ranking da Fifa na época: 2º lugar

Bélgica – 2018
Ranking da Fifa na época: 3º lugar

Croácia – 2022
Ranking da Fifa na época: 12º lugar

Noruega – 2026
Ranking da Fifa na época: 31º lugar

Haaland aprofunda trauma brasileiro

Contra a Noruega, o Brasil teve chances para mudar a história. Bruno Guimarães desperdiçou um pênalti no primeiro tempo, defendido por Nyland, e Endrick perdeu oportunidade clara na etapa final, quando o jogo ainda estava empatado.

A Seleção foi punida. Haaland, apagado durante boa parte da partida, apareceu no momento decisivo. Primeiro, antecipou-se a Gabriel Magalhães e abriu o placar aos 34 minutos do segundo tempo. Depois, aos 45, recebeu na entrada da área e bateu cruzado para fazer 2 a 0. Neymar, em sua despedida da Seleção, diminuiu de pênalti nos acréscimos.

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O resultado eliminou o Brasil nas oitavas e confirmou mais uma queda diante de um europeu. A Seleção segue sem vencer uma equipe do continente em mata-mata de Copa desde a final de 2002, quando derrotou a Alemanha por 2 a 0.

Ciclo aumenta cobrança

A derrota para a Noruega muda o peso da discussão. Não se trata apenas de cair para uma seleção europeia. O Brasil foi eliminado por uma equipe que, no ranking, aparecia muito abaixo das outras algozes recentes. O número não explica tudo. A Noruega tinha um dos maiores atacantes do mundo, uma equipe física e uma proposta clara de jogo.

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Haaland e os jogadores da Noruega remam com a torcida após classificação sobre o Brasil na Copa do Mundo
Haaland e os jogadores da Noruega remam com a torcida após classificação sobre o Brasil na Copa do Mundo (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP)

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