Com Copa em andamento, Brasil volta a sofrer com problema que afetou o ciclo
Diante do Marrocos, Seleção chegou ao sexto jogo seguido sofrendo gol

MORRISTOWN, NJ (EUA) - Ponto forte durante toda a Era Tite e início da Era Ancelotti, a defesa da Seleção Brasileira volta a ser motivo de preocupação neste início de Copa do Mundo. Já são seis jogos consecutivos que o Brasil deixa o campo tendo sofrido pelo menos um gol, sequência que não era vista desde o início do ciclo para este Mundial.
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A última vez que a Seleção emendou tantos jogos tendo a defesa vazada foi entre 2022 e 2023. A sequência começou com a derrota por 1 a 0 para Camarões na fase de grupos da Copa do Mundo do Catar, e se estendeu até a goleada por 5 a 1 sobre a Bolívia, pela primeira rodada das Eliminatórias para este Mundial. Ao todo, foram sete partidas sem que a defesa conseguisse sair em branco.
O recorte inclui o jogo de eliminação para a Croácia no último Mundial. No tempo regulamentar, a partida foi 0 a 0. Mas o time acabou vazado na prorrogação — e por isso o site da Fifa registra o placar como tendo sido 1 a 1 — o que levou a partida para os pênaltis e custou a classificação à semifinal.
O período incluiu três técnicos: Tite, que deixou o comando da Seleção após a eliminação nas quartas de final da Copa; Ramon Menezes, que treinou o Brasil nos três primeiros jogos de 2023, todos amistosos; e Fernando Diniz, que começou a campanha do time nas Eliminatórias.
O excesso de gols sofridos foi a principal razão para a Seleção Brasileira registrar um dos piores desempenhos da história das Eliminatórias. Foram 17 gols tomados em 18 jogos, sendo que foi justamente a chegada de Carlo Ancelotti que estancou a sangria.
Sob o comando do técnico italiano, o Brasil sofreu um único gol em quatro partidas do qualificatório sul-americano. E foi na última, na altitude de 4.150 metros de El Alto, na Bolívia, quando a Seleção, com time misto e já classificada para a Copa, perdeu por 1 a 0.

Carlo Ancelotti já disse em algumas oportunidades que está convencido que "se não sofrer gols, temos muitas oportunidades de vencer, porque temos qualidade na frente".
Mas, desde o fim das Eliminatórias, a defesa do Brasil ficou apenas dois jogos sem ser vazada: foi na goleada por 5 a 0 sobre a Coreia do Sul, em outubro, e na vitória por 2 a 0 sobre Senegal, em novembro.
Desde então, foram seis partidas seguidas sofrendo gols. Entre o empate por 1 a 1 com a Tunísia, e pelo mesmo placar com o Marrocos, o Brasil foi vazado oito vezes, média superior a um gol por jogo.
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