56 anos do tri da Seleção Brasileira: o que a Copa de 1970 tem em comum com o Mundial de 2026

Da sede à revolução das transmissões, o Mundial conquistado por Pelé guarda semelhanças curiosas com a Copa disputada atualmente

PorLucas BayerRio de Janeiro (RJ)
21/06/2026 15:57
Jairzinho comemora gol do Brasil diante da Itália na final da Copa do Mundo de 1970
Jairzinho comemora gol do Brasil diante da Itália na final da Copa do Mundo de 1970 (Divulgação/Fifa)

Há conquistas que permanecem vivas não apenas pelos títulos, mas pelos legados que deixam para o futebol. Neste domingo (21), o tricampeonato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970 completa 56 anos. Considerada por muitos a maior equipe da história do esporte, a geração de Pelé, Jairzinho, Tostão, Rivellino e Carlos Alberto Torres não apenas conquistou a Taça Jules Rimet em definitivo, mas também participou de um Mundial que transformou a forma como o planeta assistia futebol.

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Curiosamente, algumas das principais marcas daquela Copa voltaram a aparecer em 2026. Do México como palco da competição à revolução tecnológica das transmissões, passando pela bola oficial e pela busca brasileira por um feito inédito, os dois Mundiais compartilham coincidências que ajudam a conectar gerações separadas por mais de meio século.

O fator México e a volta da América do Norte ao centro do futebol

A Copa de 1970 entrou para a história por ser a primeira realizada na América do Norte. O México, que também foi sede em 1986, recebeu o torneio e viu o Brasil conquistar seu terceiro título do Mundial. Cinquenta e seis anos depois, a região volta a ser protagonista. Embora a edição de 2026 tenha ampliado suas fronteiras para Estados Unidos e Canadá, o México segue como uma das sedes centrais do torneio.

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Jairzinho comemora gol do Brasil diante da Itália na final da Copa do Mundo de 1970
Jairzinho comemora gol do Brasil diante da Itália na final da Copa do Mundo de 1970 (Divulgação/Fifa)

Brasil chega pressionado novamente na Copa

Outro paralelo aparece dentro de campo. A Seleção Brasileira desembarcou no México em 1970 carregando dúvidas após o fracasso na Copa de 1966, quando foi eliminada ainda na fase de grupos.

Em 2026, o cenário é diferente, mas a pressão também existe. O Brasil chega ao Mundial após as eliminações nas quartas de final em 2018 e 2022, além de uma sequência de resultados que aumentou os questionamentos sobre o protagonismo no cenário internacional.

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Em 1970, a resposta veio com uma das maiores seleções da história. Agora, a equipe comandada por Carlo Ancelotti tenta construir um novo capítulo, apesar da notória diferença técnica entre as gerações.

Da TV em cores ao streaming

A Copa de 1970 também revolucionou a forma de consumir futebol. O Mundial do México foi o primeiro transmitido ao vivo via satélite para diversos países e também entrou para a história por popularizar as transmissões em cores. A tecnologia ajudou a transformar Pelé e companhia em ídolos globais.

Em 2026, a revolução acontece em outro ambiente. O streaming divide espaço com a televisão aberta e se tornou um dos principais temas de debate sobre o futuro das transmissões esportivas. Plataformas digitais, conteúdos sob demanda e múltiplas telas passaram a disputar a atenção do torcedor, algo impensável há cinco décadas.

A Copa que criou a bola mais famosa do mundo

Poucas imagens representam tanto o futebol quanto uma bola branca com detalhes pretos. Esse símbolo nasceu justamente em 1970. A Adidas estreou como fornecedora oficial da Copa do Mundo ao apresentar a Telstar, bola que possuía 32 painéis (12 pentágonos pretos e 20 hexágonos brancos).

O nome fazia referência ao satélite de comunicações Telstar, responsável pelas transmissões internacionais da época. Mais de meio século depois, a Adidas segue como parceira da Fifa e o desenho criado para aquela bola continua sendo uma das representações mais reconhecidas do futebol mundial.

Bola da Copa do Mundo de 1970 (Foto: Divulgação/Fifa)
Bola da Copa do Mundo de 1970 (Foto: Divulgação/Fifa)

Cartões e substituições: o Mundial que modernizou o jogo

A Copa de 1970 também marcou mudanças importantes nas regras. Foi a primeira edição da história a utilizar oficialmente os cartões amarelo e vermelho para advertências e expulsões. Além disso, as seleções passaram a ter direito a duas substituições por partida, uma novidade que transformou a forma como os técnicos administravam os jogos.

Curiosamente, a Copa de 2026 também vem sendo palco de ajustes regulamentares. Entre as novidades estão a contagem regressiva de cinco segundos para laterais e tiros de meta, a obrigatoriedade de o jogador substituído deixar o campo em até dez segundos e novas regras para o retorno de atletas atendidos dentro do gramado.

Assim como aconteceu em 1970, a tecnologia segue influenciando o futebol. Se aquela edição ficou marcada pela popularização das transmissões em cores, os últimos Mundiais testemunharam a chegada do VAR e outras ferramentas que mudaram definitivamente a forma de arbitrar e acompanhar uma partida.

O recorde que o Brasil tenta ampliar na Copa do Mundo

A principal herança daquele 21 de junho de 1970 continua sendo o tricampeonato. Ao derrotar a Itália por 4 a 1 na final, o Brasil conquistou a Taça Jules Rimet em definitivo e tornou-se a primeira seleção da história a alcançar três títulos mundiais. Hoje, a Seleção segue sendo a única pentacampeã do planeta.

Pelé na Copa do Mundo de 1970
Pelé, com a camisa do Brasil, na Copa do Mundo de 1970 (Foto: Reprodução)

Se conquistar a Copa de 2026, ampliará ainda mais essa vantagem, chegando ao hexacampeonato e estabelecendo um novo marco em uma história que começou a ganhar contornos lendários justamente naquele Mundial realizado no México.

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Próximo jogo do Brasil na Copa do Mundo

A Seleção Brasileira entra em campo na próxima quarta-feira, quando encara a Escócia pela terceira e última rodada da fase de grupos. A partida contará com o retorno de Neymar, que fará a sua estreia no Mundial após se recuperar de uma lesão na panturrilha direita.

Neymar chuta a bola durante treino na Seleção nos EUA
Neymar chuta a bola durante treino na Seleção nos EUA (Foto: Nelson Terme/CBF)

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