Neymar dá sinal claro sobre seu momento na Seleção Brasileira

Jogador tem postura coletiva e chama atenção nos Estados Unidos

Enviados Especiais
21/06/2026 12:57
Neymar e Vini Jr conversam durante treino da Seleção nos EUA
Neymar e Vini Jr conversam durante treino da Seleção nos EUA (Foto: Mauro Pimentel / AFP)

Durante boa parte da carreira na Seleção Brasileira, Neymar construiu uma imagem que ia muito além dos gols, dribles e assistências. Os gestos, os hábitos e até mesmo o momento de entrar em campo para um treinamento viravam assunto. Entre eles, um detalhe chamava atenção de jornalistas, torcedores e observadores do dia a dia da equipe: frequentemente, o camisa 10 era o último jogador a aparecer no gramado.

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Para alguns, aquilo representava um símbolo de liderança. Para outros, era apenas consequência da rotina particular de um atleta que sempre teve tratamentos específicos, conversas com membros da comissão técnica e cuidados físicos diferenciados. Para os mais críticos, símbolo de arrogância. Como acontece com quase tudo que envolve Neymar, o gesto acabava ganhando interpretações diversas.

E, se era o último a entrar, normalmente seguia a rotina de ser o último a sair. Sempre trabalhando cobranças de pênaltis e faltas após a atividade regular do grupo.

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No futebol de alto rendimento, porém, a explicação costuma ser bem mais simples. Cada atleta possui seu cronograma individual antes dos treinamentos. Há sessões de fisioterapia, trabalhos preventivos, exercícios de ativação muscular e demandas específicas que variam de jogador para jogador. Nem sempre entrar antes ou depois significa algo maior dentro da dinâmica do elenco.

Mas o treinamento deste domingo (21), no Columbia Park, em Morristown, trouxe uma imagem interessante para quem acompanha a construção da Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti nesta Copa do Mundo. Neymar não surgiu isolado nem cercado de atenções exclusivas. Pelo contrário. Entrou em campo no meio do grupo, conversando descontraidamente com Vini Jr., o principal protagonista brasileiro até aqui no torneio.

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A cena chamou atenção porque transmite uma mensagem importante sobre o atual momento do camisa 10. Durante os 15 minutos em que a imprensa teve acesso à atividade, Neymar e Vini Jr. permaneceram juntos praticamente o tempo inteiro. Rayan e Lucas Paquetá também integraram a roda de conversa e de descontração que acompanhou o início dos trabalhos.

Mais do que uma simples imagem de treino, o episódio reforça a percepção de que Neymar está completamente integrado ao ambiente criado por Ancelotti. Em vez de ocupar uma posição isolada, como a grande estrela em torno da qual tudo gira, o atacante aparece inserido na dinâmica coletiva do grupo. Um detalhe que pode parecer pequeno, mas que ajuda a ilustrar a transformação de uma Seleção que tenta equilibrar a experiência dos veteranos com o protagonismo crescente da nova geração.

A atividade também teve um significado esportivo importante. Foi o primeiro treinamento, com acesso da imprensa, em que Neymar participou integralmente de todas as atividades com o grupo desde sua chegada à concentração. Um passo relevante para um jogador que desembarcou nos Estados Unidos cercado por dúvidas físicas. No sábado, na atividade fechada, ele já tinha feito todas as atividades com o restante dos companheiros.

Afinal, Neymar foi convocado mesmo após sofrer uma lesão atuando pelo Santos na véspera da divulgação da lista final, em 18 de maio. Antes mesmo da convocação, houve uma conversa entre o jogador e o diretor de Seleções Masculinas da CBF, Rodrigo Caetano. Na ocasião, Neymar ouviu as diretrizes estabelecidas por Ancelotti para a nova fase da equipe nacional.

Entre os pontos discutidos estavam a necessidade de reduzir o foco nas redes sociais durante a competição, limitar a presença de amigos próximos no ambiente da Seleção e reforçar uma cultura de concentração voltada exclusivamente para o desempenho esportivo. Uma espécie de cartilha criada pelo treinador italiano para fortalecer o espírito coletivo.

Neste contexto, as imagens de Neymar ao lado de Vini Jr. ganham peso simbólico. De um lado está o principal nome da Seleção nos últimos 15 anos. Do outro, o jogador que assumiu o protagonismo técnico da equipe nesta Copa. E, ao menos pelo que foi possível observar em Morristown, não existe disputa de espaço. Há convivência, troca e integração.

Ainda é cedo para saber qual será o tamanho da participação de Neymar dentro de campo nos próximos compromissos do Brasil, principalmente diante da Escócia, na próxima quarta-feira (24), em Miami. Mas fora dele, a mensagem enviada pelo treino deste domingo parece clara: o camisa 10 está cada vez mais inserido no grupo e alinhado à nova dinâmica que Carlo Ancelotti tenta consolidar na Seleção Brasileira. Uma integração que pode ser tão importante quanto qualquer drible ou gol na caminhada brasileira rumo ao sonho do hexacampeonato.

Neymar corre em treino da Seleção nos EUA
Neymar durante treino da Seleção Brasileira no Columbia Park (Foto: Nelson Terme / CBF)

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