São Paulo já tenta encontrar maneira de não perder Militão de graça
Diretoria comandada por Raí não consegue renovar com o jogador de 20 anos e cogita cedê-lo na metade da temporada a um clube europeu, mas nenhuma oferta oficial chegou

A curta passagem de Éder Militão pelo time principal do São Paulo pode estar perto do fim. O contrato do jogador se encerra em 11 de janeiro e, com dificuldades para renovar em negociações que se arrastam desde o ano passado, os dirigentes já cogitam negociar o defensor de 20 anos de idade no final deste semestre para não perdê-lo de graça.
Pesa o fato de que, em julho, o camisa 13 já está livre para acertar um pré-contrato com outro time e sair do Tricolor sem nenhum custo. Os responsáveis pela carreira de Militão negam oficialmente, mas a sensação na diretoria é de que as sondagens tão comentadas de times europeus já tenham seduzido os empresários e, por isso, há tanta dificuldade na renovação.
Por enquanto, nenhuma proposta oficial chegou ao Morumbi. Mas ainda em 2017, primeira temporada de Militão com o time principal, iniciaram-se comentários no clube de que o jogador não renovaria porque estaria animado para jogar na Itália, já que equipes do país fizeram sondagens. Desde então, a imprensa europeia noticiou ainda que o Porto, de Portugal, e o Manchester City, da Inglaterra, se interessam por ele.
As conversas para renovar com Militão iniciaram ainda com Vinicius Pinotti, antecessor de Raí no comando do departamento de futebol, já que o garoto mostrou qualidade pouco depois de estrear no time principal, em maio do ano passado. Mas todos os dirigentes encontraram dificuldades. E a sensação de que o contrato não será prorrogado aumentou depois de reunião na sexta-feira não ter gerado nenhum avanço.
Raí, diretor executivo de futebol, ainda não bateu o martelo de vez. Ele e Ricardo Rocha, coordenador de futebol, mantêm esperanças na renovação. Mas Raí diz já ter feito três ofertas diferentes e, por isso, já se admite a possibilidade de sinalizar ao mercado que o clube topa conversar para Militão iniciar a próxima temporada europeia em um novo time. Mesmo se for por um valor bem abaixo do que o São Paulo imaginava lucrar com o jogador.
A possibilidade de saída nos próximos meses é motivada até por uma vontade do defensor de não querer sair de graça. Militão está no São Paulo desde os 13 anos de idade e tem relatado a amigos que considera justo gerar lucro ao clube. Uma disposição que acaba o aproximando de uma saída em breve.
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