Feliz 'ano 9'? Razões para acreditar ou desconfiar de Chavez em 2017
São Paulo segue tratando a chegada de um novo centroavante como prioridade, mas camisa 9 argentino já deu mostras de que dá conta do recado. O que preocupa o Tricolor?

Nos planos para 2017, o São Paulo sempre apontou como prioridade a chegada de um centroavante para reforçar o elenco. O desejo mostra certa preocupação com Andrés Chavez, que encarou longo jejum sem marcar e tem contrato de empréstimo com o Boca Juniors (ARG) somente até o fim de junho. Mas os cinco meses do argentino no Morumbi mostram mais números e razões positivas para a sequência no clube paulista.

1 - VICE-ARTILHEIRO
Chavez estreou pelo São Paulo em 31 de julho de 2016, no empate em 2 a 2 com a Chapecoense, e desde então fez mais 22 jogos. Foram dez gols marcados no período de cinco meses, marca superada na temporada apenas por seu compatriota e amigo, Jonathan Calleri. Jony, que jogou 31 vezes entre 3 de fevereiro e 13 de julho, e foi às redes em 16 oportunidades.

2 - SEM MEDO DE PAREDÕES
Entre os dez gols marcados por Chavez, dois ganharam mais destaque no Tricolor, ambos em jogos no Morumbi. Contra o Atlético-MG, em sua estreia como titular, arriscou pancada por cobertura do meio de campo e deixou Victor, ídolo do Galo e frequentemente chamado para a Seleção Brasileira, vendido. Depois, contra o Grêmio, também brilhou com toque por cobertura diante de um goleiro canarinho: Marcelo Grohe.
3 - CENTROAVANTE CLÁSSICO
Outros dois tentos do Comandante foram reservados para jogos especiais para a torcida são-paulina. Apesar de ter vencido somente um dos três clássicos que disputou, Chavez ganhou os torcedores graças aos gols sobre Palmeiras, no revés por 2 a 1 no Allianz Parque, aproveitando cruzamento rasteiro de Kelvin, e na goleada por 4 a 0 sobre o Corinthians, recebendo enfiada de Cueva.

4 - MÁQUINA
O argentino também se destacou pelo desempenho físico nesses cinco primeiros meses de São Paulo. Desde que chegou a equipe fez 24 jogos e Chavez só não esteve presente em um deles: a derrota por 2 a 0 para a Chapecoense, no segundo turno do Brasileirão, por suspensão. No restante, foi titular em 21 ocasiões e saiu do banco em outras duas. Nenhuma lesão.

5 - TREINO É JOGO
Talvez a resistência física do atacante possa ser explicada pela dedicação mostrada nos treinamentos no CT da Barra Funda. Não é difícil ver Chavez se atirando no gramado por uma dividida, para salvar uma bola quase perdida e sair de um lance coberto de grama. Os goleiros também sofrem com as finalizações potentes arriscadas sem piedade pelo atleta de 25 anos.

6 - SENTIMENTO EM CAMPO
Em um de seus momentos mais difíceis no São Paulo, após aumentar jejum de gols com chance clara perdida e que custou derrota para o Santos no Pacaembu, Chavez foi pego aos prantos no vestiário. A reação de sentir a fase ruim do clube, na ocasião brigando contra o rebaixamento, e pessoal deixou comissão técnica e diretoria satisfeitas. Afinal, na reformulação de 2015 para 2016 um dos objetivos era dar brio ao elenco.

7 - POLIVALENTE
Não é só porque Rogério Ceni sonha com um novo centroavante que Chavez esteja sem moral com o novo chefe. O argentino tem a seu favor um trunfo que vai contar muito com o Mito à frente do Tricolor: a polivalência. Além de jogar como centroavante, o camisa 9 atuou boa parte da carreira aberto pela esquerda, função que desempenhou na última rodada do Campeonato Brasileiro. Fez seu primeiro gol contra o Santa Cruz dessa forma, enquanto o segundo dos 5 a 0 foi feito já como referência do ataque.

8 - ESTIAGEM
A carreira de Chavez sempre foi marcada por longos períodos sem marcar gols. No São Paulo, o maior deles teve dez jogos de duração. Ainda em 2016, mas no Boca, chegou a passar 15 partidas sem ir às redes. Em 2015, também no clube xeneize, a maior seca foi de oito jogos. Na Argentina, a estiagem de gols era justificada pelos torcedores mais fanáticos como efeito do peso da camisa.

9 - NÃO, CHAVEZ!
Quatro partidas não devem sair da cabeça de Chavez como as piores recordações com a camisa do São Paulo. Uma no Pacaembu - contra o Santos, já citada acima, com gol perdido nos acréscimos, sem goleiro - e três no Morumbi: derrota de 1 a 0 para o Botafogo, 0 a 0 com Coritiba e Flamengo. Em todas elas, teve chances claríssimas de marcar e amenizar a crise tricolor, mas pecou e levou a torcida ao desespero.

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