Tecnologia de gramados da Copa do Mundo chega ao Brasil

Modelo de grama híbrida já é empregado em competições organizadas pela Fifa, além de ligas como Premier League e NFL

PorRedação Lance!Rio de Janeiro (RJ)
21/07/2026 16:05
Maquinário tratra gramado do Levi's Stadium, sede da Copa do Mundo na Califórnia
Gramado do Levi's Stadium, estádio da Copa do Mundo de 2026, é tratado (Foto: Divulgação)

A tecnologia de gramados híbridos utilizada em estádios da Copa do Mundo de 2026 passará a ser oferecida no Brasil. A World Sports firmou uma parceria com a empresa britânica SIS Pitches para trazer ao país o sistema de stitching, método que reforça campos de grama natural com fibras sintéticas e já é empregado em competições organizadas pela Fifa, além de ligas como Premier League, NFL, MLS e MLB.

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O acordo amplia uma colaboração iniciada pelas empresas em projetos nos Estados Unidos, incluindo trabalhos no Levi's Stadium, casa do San Francisco 49ers. Na Copa do Mundo, a tecnologia da SIS Pitches foi utilizada em nove dos 16 estádios do torneio: Monterrey, Guadalajara, Toronto, Vancouver, Kansas City, Nova Jersey, Miami, San Francisco e Seattle.

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Segundo o fundador e CEO da World Sports, Roberto Gomide, a proposta é disponibilizar aos clubes e às arenas brasileiras uma solução voltada para aumentar a resistência dos gramados sem alterar as características do campo natural.

— O futebol moderno exige cada vez mais gramados que suportem uma grande quantidade de jogos sem perder a qualidade em termos de segurança para os atletas, jogabilidade e estética. O stitching é uma tendência que resolve essa questão, tanto que a Fifa adotou esse modelo para as suas competições, incluindo todos os estádios da Copa de 2026. Com a parceria junto à SIS Pitches, facilitaremos o acesso dos clubes e das arenas brasileiras a um método que já está presente nos principais campeonatos do mundo.

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O stitching consiste na inserção de fibras sintéticas na zona radicular da grama natural. O sistema resulta em um gramado formado por cerca de 95% de grama natural e 5% de fibras de polietileno. À medida que as raízes crescem, elas se entrelaçam ao material sintético, aumentando a estabilidade da superfície.

A tecnologia pode ser aplicada tanto em novos campos quanto em gramados já existentes. O espaçamento das fibras também pode ser adaptado conforme o tipo de esporte, o solo e o projeto de cada estádio.

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Instalação pode ser concluída em menos tempo

Outro ponto destacado pelas empresas é a redução no tempo necessário para instalação do sistema. Segundo a World Sports, os equipamentos utilizados permitem diminuir o cronograma de implantação de um campo em até 78%.

Como exemplo, a empresa cita o trabalho realizado no Hard Rock Stadium, em Miami, sede do Mundial de Clubes de 2025 e da Copa do Mundo de 2026. No local, o sistema Rapid-Stitch foi instalado em 56 horas.

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Além da redução no tempo de execução, o equipamento pesa cerca de 3,5 toneladas, valor inferior ao de máquinas utilizadas em métodos convencionais, diminuindo a compactação do solo durante o processo.

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Durabilidade e sustentabilidade

De acordo com Roberto Gomide, o sistema também aumenta a vida útil dos gramados e melhora a recuperação da superfície entre partidas e eventos.

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— O gramado híbrido costurado eleva a longevidade dos campos nas arenas, gerando superfícies até três vezes mais duráveis e com vida útil mínima de oito anos. Essa estrutura suporta uma intensidade de uso muito maior e garante uma recuperação acelerada entre partidas e eventos comerciais, além de se mostrar extremamente útil na transição delicada do gramado do inverno para o verão. Abaixo da superfície, as fibras retorcidas criam microcanais que facilitam a drenagem de água e a troca gasosa, gerando um ambiente aeróbico que estimula o crescimento de raízes mais profundas e saudáveis — explicou.

— Para os atletas, o resultado se traduz em consistência, estabilidade e melhores condições de tração, o que diminui drasticamente o desgaste superficial e aumenta a segurança contra lesões musculares e articulares. Toda essa estrutura pode ser gerida mantendo as rotinas de manutenção dos clubes, necessitando apenas de pequenos ajustes técnicos — completou.

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A parceria também prevê a introdução da Bio-X™ Fiber no mercado brasileiro. Produzida com matérias-primas de origem natural, a fibra foi desenvolvida para manter o desempenho dos gramados híbridos e permitir compostagem industrial ao fim do ciclo de vida do campo. Sobre a novidade, Roberto Gomide afirmou:

— Trazer a Bio-X™ Fiber ao Brasil mostra que alta performance e sustentabilidade podem caminhar juntas no esporte moderno. Com essa inovação, a World Sports e a SIS Pitches estabelecem um modelo de economia circular inédito para o esporte brasileiro, unindo a máxima performance esportiva à responsabilidade ambiental. É o futuro da engenharia de gramados esportivos materializado no mercado nacional.

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Parceria amplia atuação da SIS Pitches na América do Sul

Para a SIS Pitches, a formalização do acordo representa a ampliação da atuação da empresa no mercado sul-americano, onde já desenvolve projetos em países como Colômbia, Peru, Chile e Argentina.

— A América do Sul é uma região que conhecemos muito bem e na qual temos orgulho de atuar, entregando campos esportivos de alta qualidade na Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Brasil. Nosso relacionamento com a World Sports marca o início de um novo e empolgante capítulo para nós na região, dando continuidade à bem-sucedida colaboração que já estabelecemos juntos nos Estados Unidos. A formalização dessa parceria é um passo natural. A World Sports compartilha do nosso compromisso com a qualidade e a inovação e, juntos, esperamos levar o que há de mais avançado em tecnologia de gramados híbridos para clubes e estádios de todo o Brasil — afirmou o CEO da SIS Pitches, Ivo Lamot.

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Maquinário tratra gramado do Levi's Stadium, sede da Copa do Mundo na Califórnia
Gramado do Levi's Stadium, estádio da Copa do Mundo de 2026, é tratado (Foto: Divulgação)

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