Guardiola deve rejeitar proposta para assumir a seleção da Itália, diz jornal
Técnico exige 20 milhões de euros por ano, o dobro do valor oferecido

Pep Guardiola está prestes a recusar o convite para assumir a seleção da Itália. Tratado como prioridade absoluta pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) para liderar a reformulação da equipe, o técnico espanhol pediu um salário de 20 milhões de euros por ano. A pedida, divulgada pelo jornal La Gazzetta dello Sport, é o dobro da proposta italiana e tende a inviabilizar o negócio.
A diretoria da FIGC, representada por Leonardo e Paolo Maldini, jamais escondeu o favoritismo pelo treinador ex-Manchester City. No entanto, as pretensões financeiras de Guardiola extrapolam o orçamento previsto pela entidade. A especulação na imprensa italiana é de que o valor elevado seja uma estratégia do técnico para forçar o encerramento das negociações, visto que ele já havia manifestado o desejo de fazer uma pausa na carreira após uma década no futebol inglês.
A busca por um nome do peso de Guardiola reflete o momento dramático do futebol italiano. A Azzurra vive uma crise profunda após ficar de fora das três últimas edições da Copa do Mundo (2018, 2022 e 2026). Diante desse cenário, a federação busca uma revolução na filosofia de jogo para devolver a competitividade ao país.
Exceções pelo Guardiola
Apesar do impasse, o mandatário da Federação Italiana, Giovanni Malagò, ressaltou que a entidade tentou abrir exceções para viabilizar a chegada do espanhol, embora o desfecho positivo seja improvável:
— Foram feitas exceções, exceções que, por exemplo, podem se referir ao nome que está tão dominante no momento: Pep Guardiola. Exceções por razões óbvias que não vou mencionar aqui, mas não é garantido que este acordo se concretize — disse Malagò em entrevista ao "Cronache Di Spogliatoio".

— No entanto, acredito que foi correto e importante abrir um diálogo e mantê-lo vivo. Não se trata, de forma alguma, de falta de respeito ou consideração para com outros treinadores, porque as discussões já começaram em relação a outros nomes, e então pode-se optar por alguém que talvez seja de uma geração mais recente, digamos, e a questão aí é muito subjetiva — completou o dirigente.
Se a recusa de Guardiola se confirmar, a tendência é que a federação aposte em um comandante caseiro. Andrea Pirlo lidera a lista de alternativas em caso de desistência oficial do espanhol, seguido por nomes experientes como Roberto Mancini e Antonio Conte.
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