A um ano da Copa no Brasil, futebol feminino registra salto histórico

Modalidade registra aumento de 79% em partidas e terá investimento recorde

PorPedro BernardoRio de Janeiro (RJ)
16/07/2026 14:45

Supervisionado porNathalia Gomes,
Taça da Copa do Mundo Feminina de 2027. (Foto: Divulgação/Fifa)
Taça da Copa do Mundo Feminina de 2027 que será realizada no Brasil (Foto: Divulgação / Fifa)

O futebol feminino vive uma crescente histórica no Brasil. Faltando apenas um ano para o país sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027 — que acontecerá entre 24 de junho e 25 de julho —, a modalidade consolida sua expansão com mais jogos, calendário cheio, recorde de clubes e um aumento expressivo nas cotas de participação e premiações pagas pela CBF.

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O salto do futebol feminino em números

Em essa transição de cinco anos (de 2021 a 2026), o cenário nacional se transformou. O total de competições adultas e de base subiu de seis para nove (alta de 50%). O número de clubes envolvidos saltou de 58 para 79 (alta de 36%), e a quantidade de partidas disparou de 398 para 712 — um crescimento de 79%.

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Amanda Gutierres e Tainá Maranhão durante treino da Seleção Brasileira em São Paulo. (Lívia Villas Boas/CBF)
Amanda Gutierres e Tainá Maranhão durante treino da Seleção Brasileira em São Paulo (Lívia Villas Boas/CBF)

Para garantir que o público acompanhe essa evolução, a CBF TV assumiu a transmissão de 100% dos jogos da Copa do Brasil, do Brasileirão A1, do Sub-20 e Sub-17, além das fases finais das divisões A2 e A3.

Desenvolvimento de talentos e calendário estruturado

De acordo com Aline Pellegrino, gerente de Competições Femininas da CBF, a ampliação do calendário é o fator principal para elevar o nível das atletas.

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— Quando ampliamos o calendário, damos às atletas aquilo que elas mais precisam para se desenvolver: tempo de jogo. Mais minutos em campo significam mais experiência, maior evolução técnica e uma preparação mais consistente — explica Pellegrino.

Com competições ativas durante toda a temporada, os clubes conseguem se estruturar melhor, atrair investimentos e integrar os torneios estaduais ao calendário nacional de forma planejada. Um grande exemplo desse resgate é a volta da Copa do Brasil Feminina, que retornou após oito anos fora do calendário nacional.

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— A decisão da CBF mostra um compromisso real com o desenvolvimento do futebol feminino em todas as regiões do Brasil. Mais do que resgatar uma competição tradicional, é um passo importante na consolidação da modalidade, já que amplia oportunidades e valoriza o trabalho que vem sendo feito nos campeonatos estaduais — destaca a gerente da CBF.

Premiações milionárias em 2026

Para dar suporte a essa estrutura, a CBF aumentou de forma segurança os repasses financeiros aos clubes. Confira os valores estabelecidos para a temporada atual:

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Brasileirão A1: A cota de participação para a primeira fase dobrou, chegando a R$ 720 mil por clube. O campeão fatura R$ 2 milhões e o vice leva R$ 1 milhão.
Supercopa Feminina: O prêmio para o campeão subiu para R$ 1 milhão (alta de 43%), e o vice recebe R$ 600 mil.
Brasileirão A2 e A3: As cotas de participação aumentaram 2,4 vezes (R$ 360 mil) e 3,3 vezes (R$ 120 mil), respectivamente.
Copa do Brasil: Os valores pagos em cada fase da competição foram duplicados.

Elenco feminino do São Paulo. ( Rubens Chiri / São Paulo FC)
Copa do Brasil Feminina retorna fortalecida após hiato de oito anos no calendário naciona ( Rubens Chiri / São Paulo FC)

Foco na base e planejamento até 2029

A formação de novas jogadoras também ganhou um padrão técnico unificado. A partir deste ano, 16 vagas das competições nacionais Sub-17 e Sub-20 são destinadas diretamente aos campeões estaduais de cada categoria, utilizando o Ranking Nacional de Federações. O projeto estimula que federações locais invistam na base.

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No planejamento de longo prazo da CBF, o ciclo entre 2024 e 2029 prevê um investimento recorde de R$ 685 milhões destinados exclusivamente ao futebol feminino nacional, com o objetivo de alinhar o calendário local ao calendário de competições da Fifa e da Conmebol.

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