Argentina é favorecida na Copa do Mundo? Ex-árbitra avalia

Hermanos disputam as quartas de final neste sábado (11)

PorBernardo PinhoRio de Janeiro (RJ)
11/07/2026 08:25
Messi dá soco no ar em comemoração ao gol de virada da Argentina contra o Egito
Messi dá soco no ar em comemoração ao gol de virada da Argentina contra o Egito (Foto: ELSA/AFP)

A classificação da Argentina sobre o Egito nas oitavas de final da Copa do Mundo reacendeu uma discussão que tem acompanhado a atual campeã mundial durante o torneio: afinal, a equipe de Lionel Messi tem sido favorecida pela arbitragem? Nas redes sociais, internautas voltaram a levantar suspeitas após novas decisões polêmicas no duelo contra os egípcios. Em entrevista ao Lance!, a ex-árbitra Renata Ruel analisou os principais lances da partida e apontou falta de critério da arbitragem de campo e do VAR.

Um dos primeiros episódios discutidos aconteceu ainda no primeiro tempo, quando Messi desperdiçou um pênalti sofrido por Tagliafico. Para Renata, a penalidade foi bem marcada, já que o defensor egípcio errou o tempo da disputa e atingiu o corpo do jogador argentino.

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— Foi pênalti. O jogador perdeu o tempo da bola e vai no corpo do atacante — avaliou Renata Ruel.

A principal reclamação do Egito, porém, veio quando a seleção africana vencia por 1 a 0. A equipe chegou a marcar o segundo gol, mas o lance foi anulado após intervenção do VAR por uma suposta falta em Lisandro Martínez no início da jogada. Na visão de Renata, o árbitro de vídeo até poderia analisar o lance dentro do protocolo, por se tratar de uma roubada de bola que originou um gol, mas a decisão de campo deveria ter sido mantida.

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— O árbitro adotou um critério alto de marcação de faltas e, no campo, entendeu como disputa legal a roubada de bola do Egito. Dentro do protocolo do VAR, foi um lance em que o árbitro de vídeo podia interferir, por ser na roubada de bola, o lance ter verticalidade e sair o gol. A questão é que não foi um erro claro e óbvio para essa interferência. Era um lance de interpretação, e o árbitro não estava marcando esse tipo de contato no campo de jogo. A decisão de campo deveria ter sido mantida, e o gol validado — explicou.

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Messi cumprimenta Lo Celso após classificação da Argentina às quartas de final da Copa do Mundo 2026
Messi cumprimenta Lo Celso após classificação da Argentina às quartas de final da Copa do Mundo 2026 (Foto: ELSA/ AFP)

Outro lance que gerou protesto egípcio aconteceu na origem do terceiro gol argentino. O Egito reclamou de pênalti em Salah antes da jogada que terminou em gol da Argentina. Renata, no entanto, entendeu que não houve infração no atacante.

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— Não houve pênalti no Salah. Há uma disputa de bola, o contato no pé do Salah é prudente, o atacante já estava dobrando o corpo, e não foi esse contato que o desequilibrou. Assim como não deveria ter sido marcada a falta na origem do gol anulado do Egito, não deveria marcar pênalti nesse lance. A questão é que isso mostra a falta de critérios da arbitragem no campo e no VAR — afirmou.

Questionada sobre a percepção de que quase todos os jogos da Argentina na Copa tiveram decisões favoráveis, Renata evitou falar em favorecimento deliberado, mas reconheceu que a equipe argentina foi beneficiada por marcações importantes ao longo da competição. Para a ex-árbitra, o torneio tem sido marcado por um número elevado de polêmicas.

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— Não dá para negar que a Argentina teve decisões favoráveis nessa Copa. Messi era para ter sido expulso, houve falta clara no início do gol da Argentina contra a Áustria, e o gol do Egito foi mal anulado. Acredito que seja a Copa do Mundo mais recheada de polêmicas de arbitragem dos últimos tempos, com muitos erros técnicos no campo e no VAR. O cartão anulado do Balogun ajuda ainda mais a colocar a credibilidade do torneio em atenção — concluiu.

Dentro de campo, a Argentina venceu o Egito por 3 a 2 e avançou às quartas de final da Copa do Mundo. A classificação, no entanto, ficou marcada também pela atuação da arbitragem e pela nova onda de críticas nas redes sociais sobre decisões que favoreceram os argentinos.

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