Zubeldía quebra 'regra' por Hulk e colhe resultado negativo no Fluminense

Jogador fez estreia como titular em jogos oficiais

PorPedro BrandãoRio de Janeiro (RJ)
18/07/2026 04:00
Hulk se lamenta durante Fluminense x Bragantino
Hulk se lamenta durante Fluminense x Bragantino (Foto: Alexandre Durão/Zimel Press/Folhapress)

Na volta oficial do Fluminense após a pausa para a Copa do Mundo, o time ouviu vaias da torcida ainda no intervalo. A irritação, no entanto, começou antes mesmo da bola rolar. A maior contribuição para o protesto da arquibancada, com certeza, foi o placar de 1 a 0 para o Bragantino naquele momento, mas ver seu principal artilheiro, John Kennedy, no banco, por opção técnica, também teve peso.

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Zubeldía optou por iniciar a partida com Hulk no comando do ataque. Com 15 gols no ano, o maior goleador do time, John Kennedy, ficou no banco. A torcida queria ver a grande contratação no time titular, mas ver seu principal marcador de gols e uma das referências em identificação ser sacado dessa maneira levantou questionamentos. Questionamentos esses que ganharam ainda mais força pela atuação de Hulk, que parecia desencontrado dos companheiros.

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Além da atuação ruim do camisa 7, a atitude surpreendeu por quebrar uma "regra" de Zubeldía. Hulk não foi o único que chegou com status de titular e grande contratação neste ano. Arana, Savarino e o próprio Millán também entram nesse barco. No entanto, apesar do clamor da arquibancada, todos eles demoraram a ter chances como titulares.

Nas coletivas, as respostas sempre apontavam para adaptação, tempo e paciência. Com Hulk, o discurso do treinador argentino mudou. Questionado pela escolha após o empate, o técnico desconversou, deixando a entender que os 11 escolhidos de hoje não eram "força máxima". Zubeldía explicou que queria dar ritmo logo a Hulk, e ainda colocou Millán no mesmo barco.

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— O jogador vai adquirindo sua melhor condição à medida que atua. Aqui, sempre tentamos colocar uma equipe capaz de vencer e de representar bem o Fluminense, mas também entendíamos que era importante dar minutos a determinados atletas. Depois teremos uma partida fora de casa e precisaremos reavaliar quem poderá começar como titular. Quando passam dois ou três jogos e alguns jogadores não ganham ritmo, eles chegam muito distantes da condição ideal quando começa o período mais carregado, em meados de agosto. Depois, quem paga por isso é a equipe. Precisamos pensar no jogo, mas também não podemos deixar certos atletas sem disputar partidas oficiais. Sabíamos que o John Kennedy, independentemente de estarmos perdendo, vencendo ou empatando, poderia ser uma substituição espetacular.

Em resposta anterior, a justificativa para ter John Kennedy no banco foi parecida com o que dizia quando o camisa 9 era preterido por Castillo e até Everaldo em 2025, dois jogadores criticados. Zubeldía sempre apontou que gosta do que JK oferece quando sai do banco.

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— Entendíamos que o melhor era começar com Hulk ali e ter John Kennedy como uma opção muito importante para o decorrer da partida. Ele já sabe o que é entrar no Maracanã, tem experiência, é formado aqui e já mostrou muitas vezes que pode entrar e jogar bem. Eu estava convencido de que Hulk deveria começar e de que John seria uma alternativa muito importante por tudo isso.

John Kennedy, do Fluminense, acerta cotovelada em jogador do Bragantino
John Kennedy, do Fluminense, acerta cotovelada em jogador do Bragantino (Foto: Alexandre Durão/Zimel Press/Folhapress)

A "pressa" por Hulk no time titular custou caro. O jogador, apesar de participativo, mostrou dificuldade de se entender com os companheiros. Lucho Acosta e Savarino, que se aproveitavam dos ataques às costas do adversário e das tabelas oferecidas por John Kennedy no primeiro semestre, fizeram jogo apagado.

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Para o próximo compromisso, que será apenas no domingo (26), Zubeldía não vai ter a dor de cabeça de escolher John ou Hulk. O camisa 9 foi expulso da partida contra o Bragantino. Até lá, nove dias livres para definir quem é o titular, ou como encaixar os dois juntos. Depois disso, o Tricolor encara uma sequência de oito jogos em menos de um mês, com decisões de Copa do Brasil, Libertadores e confronto direto no Brasileirão. Ou seja, nenhuma margem para erro.

John Kennedy, do Fluminense, discute com jogadores do Bragantino
John Kennedy, do Fluminense, discute com jogadores do Bragantino (Foto: Jayson Braga/Brazil Photo Press/Folhapress)

O que vem por aí para o Fluminense?

O Fluminense volta a campo apenas no domingo (26), contra o Grêmio, pelo Brasileirão. Até lá, o Tricolor terá mais de uma semana livre para treinos e ajustes.

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