Problema com faixa de capitão citado por Thiago Silva após Fluminense x Bahia aconteceu na Seleção em 2015; entenda

Zagueiro retornou ao Fluminense após seis meses no Porto

Rio de Janeiro (RJ)
14/07/2026 14:45
Thiago Silva em Fluminense x Bahia, no Maracanã
Thiago Silva na reestreia pelo Fluminense contra o Bahia (Foto: Lucas Merçon/ Fluminense FC)

A recusa de Thiago Silva à faixa de capitão durante o amistoso entre Fluminense e Bahia, no último domingo (12), foi explicada pelo próprio jogador na saída de campo. O zagueiro valorizou a atitude de Fábio e citou um episódio negativo vivido ao longo da carreira, mas não entrou em detalhes. Por isso, o Lance! resgatou o provável momento ao qual o Monstro se referiu.

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— Eu acho que o gesto respeitoso do Fábio para comigo foi grande. Mas eu tive a minha saída inesperada, alguns outros jogadores ocuparam esse espaço de líder com a minha saída. E eu já tive alguns problemas com faixa de capitão na minha carreira, e é uma coisa que eu não quero voltar a repetir — afirmou Thiago à "GeTV".

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O provável episódio citado pelo zagueiro aconteceu no fim de 2014, após a Copa do Mundo no Brasil. Capitão da equipe durante boa parte do ciclo anterior, Thiago Silva perdeu a braçadeira com a chegada de Dunga, que escolheu Neymar para assumir a função. O defensor admitiu publicamente que ficou magoado porque não foi procurado pela comissão técnica ou pelo próprio camisa 10 para conversar sobre a mudança.

— Não tem que partir de mim. Ele não veio falar comigo. Não falei com ninguém, foi sem conversa. E é isso que deixa chateado. Nesse momento, falar para vocês que estou feliz, eu não estou. É um momento triste, mas faz parte do futebol. Vou procurar fazer o meu trabalho para ajudar o grupo da melhor maneira — declarou Thiago Silva na época.

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A situação teve impacto ainda maior porque o zagueiro também havia perdido espaço entre os titulares. Miranda passou a ser utilizado na defesa, e Thiago afirmou que sentiu como se sua posição de liderança tivesse sido retirada de maneira abrupta.

— Parece que você perde um espaço, que tiraram alguma coisa de você. Estou triste, é notável. Parece que tiraram uma coisa que te pertencia — disse.

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Thiago relembrou origem da braçadeira

Na mesma entrevista, o zagueiro contou que inicialmente sequer fazia questão de ser capitão da Seleção. Segundo ele, quando Robinho sugeriu que a faixa ficasse com Thiago ou Daniel Alves, preferiu que o lateral assumisse a responsabilidade por ter mais tempo de equipe nacional. O cenário mudou quando Mano Menezes o convidou diretamente para a função.

— Na primeira vez em que tive a chance de usar a braçadeira, quando o Robinho passou e falou que era para mim ou para o Daniel Alves, eu não fiz a mínima questão de pegar porque o Daniel tinha mais tempo de Seleção do que eu. Alguns meses depois, o Mano perguntou se eu gostaria de ser o capitão e, de primeira, eu disse que sim. Quando você perde, é doloroso — afirmou.

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Thiago também reconheceu que a sequência de acontecimentos teve relação com uma lesão sofrida pouco depois de retornar ao PSG. O defensor disse que acelerou a volta aos jogos e acabou pagando por isso.

— Eu me machuquei muito rápido na minha volta. Foi um erro meu e estou pagando o preço por esse pequeno erro. São coisas do futebol. Sou um jogador que quer jogar sempre — declarou.

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Thiago Silva em ação pela Seleção Brasileira, em 2015, sem a braçadeira de capitão (Foto: FRANCK FIFE / AFP)
Thiago Silva em ação pela Seleção Brasileira, em 2015, sem a braçadeira de capitão (Foto: FRANCK FIFE / AFP)

Liderança no Fluminense sem braçadeira

Contra o Bahia, Thiago Silva deixou claro que não pretende transformar a faixa em um tema dentro do Fluminense. O zagueiro afirmou que se considera uma liderança mesmo sem o símbolo no braço.

— Se eles acharem que eu devo usar, eu vou usar, mas, mesmo sem a faixa de capitão, me sinto um líder do time. Eu acho que é por isso que o clube apostou em mim mais uma vez — explicou.

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O defensor também citou um episódio de sua passagem anterior pelo clube. Em uma partida na qual Felipe Melo entrou no decorrer do jogo, Thiago entregou a faixa ao então companheiro por entender que ele era o capitão daquele grupo.

— O Fábio passou para mim porque acha que eu sou um capitão, mas, de verdade, para mim, isso é o menos importante. O mais importante é o respeito de cada um — completou.

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O que vem por aí para o Fluminense?

O amistoso contra o Bahia foi o segundo compromisso do Fluminense no Maracanã durante a intertemporada. O clube já havia vencido o Nova Iguaçu por 6 a 1 no primeiro jogo aberto ao público neste período de preparação, na quarta-feira (8). O Tricolor volta a campo pelo Campeonato Brasileiro contra o Red Bull Bragantino, na sexta-feira (17), às 20h, também no Maracanã.

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