Bap propõe 'emenda do profissionalismo' no estatuto do Flamengo
Proposta visa áreas comandadas exclusivamente por diretores remunerados e o fim das vice-presidências específicas

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O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, encaminhou ao Conselho Deliberativo uma proposta de alteração estatutária para institucionalizar a profissionalização da gestão do clube. Batizada de "emenda do profissionalismo", a medida prevê o fim das vice-presidências temáticas e a criação de uma estrutura formada por gestores remunerados em todas as áreas da administração rubro-negra.
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A proposta ainda será debatida pelos conselheiros e poderá receber sugestões de alterações antes de ser enviada à Comissão de Estatuto. A expectativa é que a matéria seja votada até o fim do ano.
Entre as principais mudanças está a substituição do atual Conselho Diretor por um Conselho Gestor. O órgão seria composto pelo presidente, pelo vice-presidente geral e por até 13 integrantes indicados pelo mandatário entre associados Grande-Beneméritos, Beneméritos, Eméritos ou Proprietários, com mandato de três anos.
Segundo o texto, "A atuação dos membros nomeados do Conselho Gestor estará pautada nos princípios de transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa"" A proposta também altera o artigo 124 do estatuto, que estabelece:
"Art. 124. O Conselho Gestor é o Poder colegiado responsável pela direção estratégica e supervisão do FLAMENGO, interligando a gestão profissional do clube e seus associados, de quem recebeu poderes e a quem deve prestar contas. Compete aos membros do Conselho Gestor, sem ingerência nas atividades operacionais, apoiar e supervisionar continuamente a gestão de todos os departamentos do FLAMENGO, em relação à sua estratégia, metas e seus indicadores de resultado associados, processos, organização, riscos e pessoas, com liberdade para solicitar todas as informações necessárias ao cumprimento de suas funções e participação direta nas deliberações dos assuntos da alçada do Conselho Gestor."
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Outra mudança prevista é a extinção do capítulo do estatuto que trata das vice-presidências. Em seu lugar, passaria a existir uma Diretoria Profissional, subordinada ao Conselho Gestor e responsável pela operação do clube.
De acordo com a proposta, essa estrutura será exercida "por profissionais contratados, com base em critérios técnicos, metas de desempenho e avaliação periódica, assegurando a separação entre governança e operação".
O modelo prevê 15 diretorias: corporativa geral, marketing, comunicação, administração, finanças, jurídico, esportes olímpicos, futebol, futebol de base, remo, conselhos, Fla-Gávea, tecnologia e inovação, relações institucionais e gestão, compliance, processos, projetos e riscos.
Todos os departamentos ficariam sob supervisão do diretor-geral, que responderia ao presidente. As exceções seriam as áreas de futebol, futebol de base, jurídico e remo, que teriam estruturas específicas de subordinação.
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A proposta determina ainda que os cargos de gestão sejam ocupados exclusivamente por profissionais remunerados e selecionados por critérios técnicos. O texto prevê:
"§ 7º-Todos os departamentos e secretarias devem ser geridos por profissionais remunerados, com dedicação integral e exclusiva ao FLAMENGO, selecionados por processo de avaliação e mediante assessoramento de empresa especializada em Recursos Humanos e recrutamento e mediante assessoramento de empresa especializada em Recursos Humanos e recrutamento, se necessário, sendo vedada a contratação de associados que tenham ocupado cargo ou função eletiva no FLAMENGO um ano antes."
O documento também estabelece exigências para a qualificação dos gestores:
"§ 8º - Os Gestores e Executivos profissionais devem possuir excelência curricular, consistente em comprovada experiência e conhecimentos técnicos em suas áreas de atuação profissional, sólida formação acadêmica em instituições de ensino de referência e, preferencialmente, especialização em curso de reconhecida qualidade."
Sobre a remuneração, a proposta afirma:
"§ 9º - A remuneração de todos os membros da Diretoria Profissional será compatível com o valor de mercado, com a responsabilidade e complexidade das funções exercidas e com o porte do FLAMENGO."
Caso seja aprovada, a emenda ampliará o papel estratégico do Conselho Gestor, que passará a deliberar sobre orçamento, balancetes e execução financeira, além da contratação e demissão do diretor-geral e dos diretores dos departamentos. O presidente seguirá responsável por comandar o órgão, com voto de qualidade em caso de empate e poder para nomear e destituir os vice-presidentes não executivos do conselho.

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