País do futebol? EUA projetam sediar Copa América, Mundial de Clubes e Copa Feminina

País usa sucesso financeiro e de público da Copa do Mundo como argumentos

PorMarcio DolzanEnviado Especial
09/07/2026 11:09
Copa do Mundo nos Estados Unidos foi sucesso de público
Copa do Mundo nos Estados Unidos foi sucesso de público (Foto: Marcio Dolzan/Lance!)

MORRISTOWN, NJ (EUA) - Os Estados Unidos parecem estar mesmo empenhados em se tornar o país do futebol — não no jogo propriamente dito, mas sim na organização dos maiores torneios. Depois de ser a principal sede desta Copa do Mundo, o país agora é o favorito para sediar a Copa América de 2028, deve lançar candidatura para receber mais uma vez o Mundial de Clubes da Fifa e já está definido como uma das sedes da Copa do Mundo Feminina de 2031, que será organizada em conjunto com o México.

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O sucesso de público, de audiência e os bilhões de dólares em acordos comerciais desta Copa do Mundo impulsionam o desejo do governo de Donald Trump de seguir buscando as principais competições de futebol do planeta, e as demonstrações de satisfação, tanto públicas quanto de bastidores, de Gianni Infantino, presidente da Fifa, e de Alejandro Domínguez, da Conmebol, indicam que o interesse é mútuo.

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Apesar das queixas do setor hoteleiro quanto à busca aquém do esperado por hospedagem nesta Copa do Mundo, e dos valores impraticáveis dos ingressos para o torcedor comum, o Mundial deste ano quebrou todos os recordes de público e de receita.

— Os resultados surpreenderam até mesmo aqueles que previram o potencial deste evento único. Mais de 6,5 milhões de torcedores já assistiram aos jogos da Copa do Mundo da Fifa, e com apenas oito partidas restantes, estamos a caminho de quase dobrar o recorde anterior de 3,5 milhões. Não é nenhuma surpresa que os Estados Unidos detenham esse recorde da Copa do Mundo de 1994 — disse Andrew Giuliani, diretor executivo da Força Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, nessa quarta-feira (8).

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Andrew Giuliani, diretor executivo da força tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo
Andrew Giuliani, diretor executivo da força tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo (Foto: Kent Nishimura/AFP)

'O futebol nos Estados Unidos é agora', diz diretor de força tarefa da Copa do Mundo

O engajamento do torcedor norte-americano com os jogos da seleção dos Estados Unidos, que estiveram sempre lotados e entre os de maior procura por ingressos, é outro motivo que impulsiona o desejo do país em seguir como palco dos grandes eventos.

— Mesmo que o resultado não tenha sido o esperado, a história mais importante permanece: o futebol conquistou a imaginação dos americanos com recordes de público e uma energia contagiante por todo o país. Percorremos um longo caminho desde que sediamos a Copa do Mundo pela primeira vez, em 1994. O futebol não é mais uma história do futuro dos Estados Unidos. Ele está acontecendo agora — acrescentou Andrew Giuliani.

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E foi na sequência que o diretor executivo deixou claro que, a depender do interesse do governo Trump, as competições permanecerão sendo realizadas nos Estados Unidos.

— Demonstramos que não há lugar melhor para sediar grandes eventos esportivos do que os Estados Unidos, enquanto aguardamos ansiosamente os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Verão de 2028 e, com sorte, a Copa do Mundo Feminina de 2031 e os Jogos Olímpicos de Inverno em Utah, em 2034. E depois disso, quem sabe o que vem por aí? Eu sempre gosto de pensar: deixem a imaginação correr solta. 

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Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2028 serão realizados em Los Angeles. No caso da Copa do Mundo Feminina de 2031, falta apenas a oficialização, já que Estados Unidos e México, em conjunto, foram os únicos países a se candidatarem.

Realizada em 2024 nos Estados Unidos, a Copa América tem tudo para retornar ao país em 2028. A Conmebol ainda não definiu a sede, mas há negociações avançadas para que o torneio reúna 16 seleções de todo o continente nos EUA.

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Quanto ao Mundial de Clubes da Fifa, os Estados Unidos sediaram a edição inaugural, no ano passado, e já negociam nos bastidores para levar também a próxima, marcada para 2029. O Brasil já manifestou interesse em organizar a competição, assim como o Catar. Outro país que deseja ficar com o torneio é o Marrocos, e tem um grande trunfo: como será uma das sedes da Copa do Mundo de 2030 (ao lado de Espanha e Portugal), o país quer utilizar a competição de clubes como espécie de evento teste.

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