Nem sempre foi camisa 1: relembre goleiros com números incomuns na história das Copas do Mundo
Veja alguns goleiros que não usaram a numeração que hoje é padrão em Copas

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A camisa 1 é, hoje, tradicionalmente destinada a um dos goleiros de cada seleção nas Copas do Mundo. A regra adotada pela Fifa busca padronizar a numeração das equipes e dar mais organização ao sistema de inscrições. No entanto, nem sempre foi assim. Antes dessa padronização, algumas seleções adotavam critérios diferentes para distribuir os números, permitindo que goleiros usassem camisas pouco convencionais para a posição — algo que já ocorreu em edições de Copa do Mundo.
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Esses casos se tornaram curiosidades marcantes e ajudam a ilustrar como o futebol de seleções evoluiu também fora das quatro linhas. O Lance! relembra dois episódios icônicos e inesquecíveis da história da Copa do Mundo.
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Ubaldo Fillol de 5 e Beto Alonso com a camisa 1 foram campeões mundiais em 78
Um dos casos mais emblemáticos aconteceu na Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina. Na época, a seleção anfitriã adotava a numeração dos jogadores em ordem alfabética, sem levar em consideração a posição de cada atleta em campo.

Com isso, o meia Norberto "Beto" Alonso recebeu a camisa 1, número que atualmente é associado aos goleiros. Já o lendário arqueiro Ubaldo Fillol, um dos destaques da campanha do título mundial, atuou durante o torneio usando a camisa 5.
A escolha chamou atenção pela inversão dos padrões que se consolidariam nas décadas seguintes, mas não impediu o sucesso argentino. Ao fim da competição, a Albiceleste conquistou sua primeira Copa do Mundo diante da torcida. Fillol, inclusive, usou a camisa 7 na Copa do Mundo de 1982, seguindo esse mesmo modelo de numeração.

Lehmann recusou a 12 e atuou com a 9
Décadas depois, outra situação curiosa envolveu a seleção da Alemanha. Em 2005, durante a disputa pela vaga de titular para a Copa do Mundo do ano seguinte, Jens Lehmann chegou a atuar em um amistoso usando a camisa 9.

Naquele momento, o tradicional número 1 pertencia a Oliver Kahn, então principal goleiro da equipe. Como não queria vestir a camisa 12, normalmente destinada ao reserva, Lehmann optou pelo número 9, algo extremamente raro para um goleiro.
A disputa terminou com a vitória de Lehmann, que assumiu a titularidade da Alemanha na Copa do Mundo de 2006 e passou a usar a camisa 1. Kahn, por sua vez, foi para o torneio com a camisa 12, consolidando uma das mudanças mais marcantes da posição na história recente da seleção alemã.
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Camisa 1 obrigatória
A exigência de pelo menos um goleiro vestindo a camisa número 1 em jogos oficiais entre seleções passou a valer a partir de 2007, quando a Fifa também consolidou a numeração fixa de 1 a 23.
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