Messi mira os mil gols e adia decisão sobre a Argentina após perder a Copa
Argentino não decidiu se vai se aposentar da Seleção após o Mundial

Carregando conteúdo exclusivo...
Aos 39 anos, Lionel Messi deixou o campo do MetLife Stadium com lágrimas no rosto e uma medalha de prata no peito. A derrota por 1 a 0 para a Espanha, na prorrogação da final da Copa do Mundo de 2026, encerrou uma campanha em que o argentino voltou a desafiar o tempo e colocou a própria carreira diante de uma pergunta que o acompanha há anos: até quando?
A resposta, pelo menos por enquanto, continua aberta. Messi não anunciou a aposentadoria da Seleção Argentina, tampouco fechou a porta para continuar vestindo a camisa albiceleste. Depois da decisão, voltou para Miami ao lado de Rodrigo De Paul e preferiu não falar sobre o futuro. Nas redes sociais, limitou-se a dividir a dor pela derrota e a lembrar o caminho percorrido por uma equipe que chegou à segunda final consecutiva de Copa do Mundo.
— A dor é muito grande e vai demorar para essa ferida cicatrizar.
A declaração resumiu o sentimento de uma tarde que terminou em silêncio para o capitão argentino. A derrota também impediu Messi de conquistar a artilharia da competição, que ficou com Kylian Mbappé, e encerrou uma campanha individual em que o camisa 10 marcou oito gols e deu quatro assistências, participando diretamente de 12 dos gols da Argentina.
Mesmo sem a taça e sem o prêmio de melhor jogador do torneio, que ficou com o espanhol Rodri, o Mundial reforçou uma característica que acompanha a trajetória de Messi: a capacidade de continuar produzindo em um nível extraordinário quando a idade já sugere o contrário.
Melhor da Copa, Rodri fica atrás de Mbappé, Messi e outros em ranking da Fifa
Entre os 19 e os 31 anos, disputou quatro Copas, com 19 partidas, seis gols e cinco assistências. Dos 35 aos 39, participou de duas edições, jogou 15 vezes, marcou 15 gols e distribuiu sete assistências. A curva de desempenho desafia a lógica habitual das grandes carreiras e ajuda a explicar por que a despedida ainda parece difícil de imaginar, mesmo depois de mais uma final perdida.
O próximo desafio pode estar nos mil gols
A derrota para a Espanha também recolocou em cena uma disputa que atravessou boa parte da geração de Messi: a comparação com Cristiano Ronaldo.
O português segue à frente na corrida pelos gols. Segundo os números apresentados durante o torneio, Messi chegou a 919 gols na carreira após marcar contra o Egito, enquanto Cristiano Ronaldo soma 976. A diferença de 57 gols mantém viva uma das poucas marcas individuais de grandeza que ainda podem alimentar a motivação do argentino.
O objetivo dos mil gols aparece, nesse cenário, como um horizonte possível. Para alcançá-lo, Messi precisaria marcar mais 81 vezes, uma distância considerável para um jogador de 39 anos, mas que se torna menos absurda quando se observa o rendimento apresentado nas últimas temporadas e, sobretudo, a maneira como ele prolongou sua carreira internacional.
Na Seleção Argentina, os números também ajudam a dimensionar o tamanho da trajetória. Messi é o maior artilheiro da história da equipe e o jogador que mais vezes vestiu a camisa albiceleste. Ao longo de seis Copas do Mundo, acumulou recordes, quatro títulos importantes e uma transformação que parecia improvável quando chegou à seleção ainda adolescente.
A comparação com Cristiano Ronaldo, portanto, pode continuar existindo nos números, mas o legado de Messi já ultrapassou há algum tempo a disputa estatística. A Copa do Mundo de 2022, duas Copas América e a Finalíssima contra a Itália formam uma coleção que encerrou uma das principais cobranças da carreira do argentino: a de conquistar um título mundial com a seleção.

A porta da Seleção Argentina ainda está aberta
O contrato de Messi com o Inter Miami vai até junho de 2028, o que, em tese, permitiria ao jogador chegar em atividade à próxima Copa América. A participação em uma nova Copa do Mundo, porém, parece distante. Em diferentes momentos, o argentino já descartou a possibilidade de disputar o Mundial de 2030, quando terá 43 anos.
A própria AFA ainda trata o futuro do capitão com cautela. Existe a possibilidade de Messi seguir disponível para algumas partidas, sem necessariamente assumir o compromisso de disputar todo o ciclo até 2030. A ideia de uma despedida diante da torcida argentina também entrou no radar, especialmente porque a seleção terá novas datas Fifa ainda neste ano.
O calendário pode oferecer uma oportunidade simbólica. Entre setembro e outubro, as seleções terão uma janela ampliada para amistosos, enquanto novembro também terá espaço para partidas internacionais. Se Messi decidir encerrar sua trajetória, a expectativa dentro da AFA é que sua última aparição seja em território argentino, cercada pelo público que acompanhou uma carreira que começou sob desconfiança e terminou transformada em lenda.
A possibilidade de continuidade, porém, também permanece. O próprio Messi não chegou à Copa do Mundo de 2026 com uma decisão definitiva de que aquele seria seu último torneio. A derrota para a Espanha trouxe a sensação de despedida para milhões de argentinos, mas o jogador ainda não confirmou que deixará a seleção. O tempo, agora, terá papel importante.
Aos 39 anos, ele precisa decidir se ainda existe espaço físico e emocional para mais um ciclo. O contrato com o Inter Miami garante estabilidade até 2028, enquanto a Copa América aparece como o próximo grande torneio internacional no horizonte. A Copa do Mundo de 2030, por sua vez, será disputada na Argentina, no Uruguai, no Paraguai, na Espanha, em Portugal e no Marrocos.
Seria uma última imagem difícil de ignorar: Messi jogando uma Copa em casa, diante do público argentino, aos 43 anos. Hoje, porém, essa cena pertence mais ao campo da imaginação do que ao planejamento do jogador.

O futuro de Scaloni se conecta a Messi
A situação de Lionel Scaloni também precisa ser resolvida antes que a Argentina consiga desenhar o próximo ciclo. O contrato do treinador termina em 31 de dezembro, e a derrota na final deixou algumas dúvidas sobre sua continuidade.
— Cumprirei o contrato e depois verei. A verdade é que também sinto a necessidade de, não sei, de pensar, porque não sei se será possível fazer algo tão grande quanto isso e talvez, bom, seja preciso ver. Eu sou grato ao presidente [da AFA] por ter me dado esta oportunidade, de estar no lugar em que estou, é o lugar sonhado por todos — disse Scaloni.
➡️ Siga o Lance! no WhatsApp e acompanhe em tempo real as principais notícias do esporte
A AFA, por meio de Claudio Tapia, trabalha com a possibilidade de oferecer uma renovação ao treinador, acompanhada de uma melhora financeira. O desejo é manter o comandante que conduziu a Argentina ao título mundial de 2022 e a mais uma final quatro anos depois.
O problema é que a continuidade de Scaloni e a permanência de Messi são decisões que se cruzam. O treinador terá de pensar em uma seleção capaz de existir depois do capitão, enquanto o capitão precisa avaliar se ainda quer fazer parte desse processo.
A sensação de vazio já apareceu em Buenos Aires. Depois da derrota, a delegação retornou ao país e foi recebida por torcedores que se reuniram no entorno do centro de treinamento da AFA. O ônibus aberto atravessou a multidão sob cantos e bandeiras.
A Argentina não conquistou o bicampeonato, mas a recepção mostrou que a derrota não apagou o vínculo construído nos últimos anos. A equipe de Scaloni chegou a duas finais consecutivas de Copa do Mundo, venceu a edição de 2022 e deixou uma geração inteira acostumada a esperar grandes noites.
No centro dessa história esteve Messi. Foi ele quem atravessou os anos de críticas, as derrotas em finais, a aposentadoria anunciada em 2016 e a volta à seleção. Foi ele quem finalmente levantou a Copa do Mundo no Catar e quem voltou quatro anos depois para disputar outra final, já aos 39 anos.
Talvez o próximo objetivo seja a marca dos mil gols. Talvez seja uma última partida diante da torcida argentina. Talvez seja simplesmente continuar jogando enquanto o corpo permitir.
O que ficou evidente no Mundial de 2026 é que Messi ainda não parece disposto a deixar o futebol completamente. A pergunta que permanece é outra: quanto ainda existe de Lionel Messi para entregar à Argentina?
➡️ Aposte nas partidas do seu time!
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.
A resposta pode começar a aparecer nos próximos meses. E, enquanto ela não chega, a última imagem continuará sendo aquela do capitão parado diante da torcida, chorando depois da derrota para a Espanha.
Uma cena de fim, talvez. Mas, na história de Messi, quase nunca foi possível ter certeza de que uma despedida era realmente definitiva.
Tudo sobre

Fora de Campo
Nico Williams escolhe funk brasileiro em festa do título e viraliza; veja
Há 29 minutos
Copa do Mundo 2026
Ibrahimovic detona Paredes após briga na final da Copa: 'Teria lhe dado'
Há 1 hora
Futebol Internacional
Real Madrid monitora Ferran Torres, herói do título da Espanha na Copa
Há 3 horas
Copa do Mundo 2026
Tironi no Lance!: o coletivo foi o campeão na 'Copa dos protagonistas'
Há 3 horas
Copa do Mundo 2026
Endrick e Ancelotti, 'As Branquelas', 'Kylian Ditador'… Os memes da Copa
Há 3 horas
Fora de Campo
Opinião: Em um mês, Globo perdeu o que cultivou por décadas
Há 4 horasMais LANCE!

Delegação da Argentina é recebida com festa após vice na Copa do Mundo

Fifa abre votação para gol mais bonito da Copa; veja finalistas

Jesus faz revelação sobre a Seleção e diz que convocaria astro do Flamengo

Festa dos jogadores da Espanha tem provocação a Cristiano Ronaldo; veja

PSG fecha contratação de astro da França criticado na Copa

Copa do Mundo masculina tem abismo financeiro em relação ao torneio feminino

Brasil sobe no ranking da Fifa e encosta nos líderes após Copa; confira

Com Galvão e vice da Argentina, SBT tem grande audiência na final da Copa

Argentinos apontam Simeone como culpado por vice para a Espanha

Análise tática do Guffo: os números que importam da Copa do Mundo

Argentinos fazem ataques racistas a Richarlison após final da Copa

Com cartaz, Yamal sugere luta entre Gavi e jogador da Argentina; veja


