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Tironi no Lance!: o coletivo foi o campeão na 'Copa dos protagonistas'

Na rotulada 'Copa dos protagonistas', a Espanha não tem nenhum protagonista

PorEduardo Tironi
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
21/07/2026 07:00

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina, no Estádio Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, em 19 de julho de 2026
Jogadores espanhóis comemoram o título da Copa do Mundo de 2026 (Foto: Odd Andersen / AFP)

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Rodri foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo. Pergunte para dez pessoas diferentes quem foi o melhor jogador da Espanha no torneio e não haverá unanimidade de que foi o volante espanhol.

Ele foi eleito como uma forma de premiar a campeã com troféus individuais. O mesmo vale para o Unai Simón, eleito o melhor goleiro. Sua marca é impressionante, apenas um gol sofrido em oito jogos, um recorde. Mas tente lembrar uma defesa absolutamente decisiva em qualquer partida desta Copa. Não vai encontrar.

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Nada disso acima significa que são jogadores ruins, muito pelo contrário. Unai Simón é um excelente goleiro e Rodri é um meio-campista raríssimo: controla o meio-campo e dita o ritmo de toda a Espanha nas partidas. Inteligente e frio, é ele que determina se o time vai acelerar ou se o time vai cadenciar. É um maestro.

O que fica desta Copa é o triunfo do grupo

Mas o ponto aqui é outro. Na rotulada "Copa dos protagonistas", a Espanha não tem nenhum protagonista. Na final, o protagonista deste Mundial, Messi, pouco fez.

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E por que? Porque na "Copa dos protagonistas" o campeão foi o jogo coletivo, que se impôs sobre qualquer individualidade.

A Espanha que esmigalhou taticamente a Argentina na final fez o mesmo com a França na semifinal. Se a Argentina tinha um gênio chamado Messi, a França tinha figuras como Mbappé, Olise, Dembelé… Nenhum deles conseguiu jogar contra La Roja.

O que fica desta Copa é o triunfo do grupo. Não da união e da alma, como a Argentina demonstrou, mas da eficiência. Da noção de que é possível se fazer uma máquina de jogar futebol com disciplina e altíssima consciência tática.

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Na Copa dos protagonistas, o grande vencedor é o coletivo.

Rodri, da Espanha, conquistou a Bola de Ouro da Copa do Mundo de 2026
Rodri, da Espanha, conquistou a Bola de Ouro da Copa do Mundo de 2026 (Foto: Juan Mabromata / AFP)
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