Messi pode ganhar a Bola de Ouro mesmo atuando fora da Europa?

Jogador atua na MLS, liga norte-americana

PorLourenço Cavanellas RebelloRio de Janeiro (RJ)
18/07/2026 07:40
Lionel Messi segurando o troféu da Bola de Ouro
Lionel Messi pode conquistar a sua nona Bola de Ouro (Foto: FABRICE COFFRINI/AFP)

A final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina no próximo domingo (19) reacendeu o debate sobre o próximo vencedor da Bola de Ouro. Lionel Messi pode conquistar o seu nono troféu do prêmio individual a depender do desfecho do Mundial disputado nos Estados Unidos, mesmo sem atuar por um clube ou liga europeia. O título de melhor jogador do mundo, concedido pela revista francesa France Football, atualmente premia sem restrições geográficas ou de nacionalidades, mas nem sempre foi assim.

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Criada em 1956, a condecoração era dada obrigatoriamente para um jogador europeu e que atuasse no continente. A mudança ocorreu em 1995, quando a nacionalidade deixou de ser uma restrição, diferentemente da outra condição. Apenas em 2007 a regra atual foi formalizada e jogadores de todos os campeonatos do planeta passaram a ser elegíveis para receber o prêmio, o que, no entanto, aconteceu apenas uma vez e justamente com Lionel Messi.

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O argentino conquistou a sua oitava Bola de Ouro em 2023, quando já atuava pelo Inter Miami, clube da MLS, liga norte-americana de futebol. No entanto, mesmo sendo jogador do clube quando recebeu o prêmio em mãos, o desempenho avaliado para que fosse eleito correspondeu ao período em que ainda tinha contrato com o Paris Saint-Germain, à época, seu ex-clube.

O período de avaliação passou por mudanças justamente um ano antes, em 2022. O júri não avalia mais o ano civil, e sim o período da temporada europeia, ou seja, de agosto a julho. Portanto, nessas condições, Lionel Messi poderá conquistar a primeira Bola de Ouro atuando do início ao fim do período de avaliação em um clube não europeu.

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Lionel Messi celebra vitória da Argentina sobre a Inglaterra com o braço erguido
Lionel Messi é o artilheiro da Copa do Mundo (Foto: Paul Ellis/AFP)

Argentina pode igualar Brasil e Itália com bicampeonato seguido na Copa do Mundo

A final da Copa do Mundo, marcada para o próximo dia 19 de julho, às 16h (de Brasília), no estádio MetLife, em Nova Jersey, pode colocar a Argentina em um seleto grupo da história do futebol. Caso conquiste o bicampeonato diante da Espanha, a Albiceleste se tornará apenas a terceira seleção a vencer duas Copas do Mundo consecutivas, repetindo um feito alcançado apenas pela Itália, campeã em 1934 e 1938, e pelo Brasil, campeão das edições de 1958, na Suécia, e 1962, no Chile. O título consolidaria a atual geração argentina entre as mais vitoriosas da história do esporte.

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A primeira seleção a conquistar o chamado "doblete" foi a Itália, sob o comando de Vittorio Pozzo. Os italianos levantaram as taças das Copas de 1934 e 1938, ainda antes da interrupção do torneio causada pela Segunda Guerra Mundial. Duas décadas depois, foi a vez do Brasil dominar o cenário internacional. Embalada pelo surgimento de Pelé Garrincha, a Seleção Brasileira conquistou os Mundiais de 1958 e 1962, se tornando a única equipe a repetir esse feito na era moderna da competição.

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Argentina terá agora sua segunda oportunidade de entrar nesse seleto grupo. Depois do título conquistado em 1986, os hermanos chegaram novamente à decisão da Copa do Mundo de 1990, mas foram derrotados pela Alemanha Ocidental por 1 a 0. Trinta e seis anos depois, os argentinos voltam a disputar uma final como atuais campeões mundiais e tentam encerrar um jejum de 64 anos sem que uma seleção conquiste dois títulos consecutivos.

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