Dibu Martínez faz desabafo antes da final da Copa: 'Só penso em ganhar'
Goleiro da Argentina revela que ainda atua com dores na mão lesionada

Às vésperas da final da Copa do Mundo de 2026, Emiliano Martínez deixou claro que o foco da Argentina está apenas na conquista do título diante da Espanha, neste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (17), o goleiro evitou falar sobre uma possível aposentadoria caso conquiste o bicampeonato mundial, destacou o espírito coletivo da equipe e afirmou que quer apenas aproveitar o momento ao lado dos companheiros.
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Segundo Dibu, a principal mensagem para o elenco argentino é viver intensamente os dias que antecedem a decisão, independentemente do resultado.
— Primeiro tem que ganhar. Eu só penso em ganhar, não penso além disso. A superação é de toda a equipe há anos. Às vezes choro sozinho pensando no que conseguimos. Sou um agradecido à vida e à minha família. Só resta desfrutar do momento. Minha mensagem aos companheiros é aproveitar esses dias, nos prepararmos com alegria. As coisas podem sair bem ou mal, mas esse momento vai ficar guardado para toda a vida.

Segurança é a principal missão de Dibu
Apesar da fama de decisivo em disputas de pênaltis, Emiliano Martínez afirmou que sua principal responsabilidade dentro da seleção argentina vai muito além das defesas. Segundo o goleiro, transmitir confiança aos companheiros é uma de suas funções mais importantes, principalmente nos momentos de maior pressão. Para ele, quando a equipe percebe segurança de quem está atrás, consegue desenvolver melhor seu futebol ao longo da partida.
— Muita gente pensa que o goleiro joga bem só fazendo defesas. Vai muito além disso. É a mensagem antes do jogo, a postura no gol, sair bem nos cruzamentos, passar tranquilidade. Quando meus companheiros olham para trás e veem que estou tranquilo, eles podem se preocupar apenas em jogar. Meu trabalho é ajudá-los quando mais precisam de mim. Neste Mundial conseguimos marcar muitos gols, mas também crescemos defensivamente. Jogamos uma partida a mais do que em 2022 e sofremos um gol a menos. Agora quero terminar a Copa sem sofrer gol na final.

Lesão não muda objetivo e Dibu minimiza protagonismo
O goleiro também revelou que ainda convive com dores na mão lesionada durante a Copa do Mundo. Dibu contou que recebeu recomendação médica para realizar uma cirurgia antes do torneio, mas preferiu adiar o procedimento para defender a Argentina. Mesmo atuando no sacrifício, garantiu que nunca pensou em ficar fora da competição e afirmou que, neste Mundial, se sente até melhor tecnicamente do que em 2022, apesar de ter aparecido menos nas partidas.
— Ainda dói todos os dias. Todos os especialistas disseram que eu precisava operar e que não conseguiria jogar. Na fase de grupos praticamente não consegui treinar com o elenco, e isso me afetou muito porque adoro treinar. Felizmente, nas últimas semanas consegui voltar à rotina normal e hoje me sinto muito melhor. Acho que estou jogando melhor com os pés e tomando decisões melhores do que em 2022. Estar na minha quinta final com a seleção é algo pelo qual só posso agradecer.
Mesmo sendo considerado um dos grandes símbolos da geração campeã do mundo, Martínez garantiu que nunca buscou reconhecimento individual. Segundo ele, o mais importante é conquistar títulos com a Argentina, ainda que outros companheiros recebam os holofotes.
— Não me importa ganhar prêmio de melhor jogador ou sair na capa dos jornais. O que importa é que meus companheiros e o treinador confiem em mim. Quero que meus companheiros sejam as figuras. Se chegar meu momento, vou ajudar. Se não chegar, vou comemorar exatamente do mesmo jeito.

Legado da geração e respeito à Espanha
Ao comentar o legado da atual geração argentina, Dibu afirmou que espera que o grupo seja lembrado pela identificação com o povo do país e pela capacidade de superar dificuldades. O goleiro destacou que a maioria dos jogadores veio de famílias humildes e acredita que essa origem ajudou a construir a união que levou a equipe a mais uma decisão de Copa do Mundo. Na sequência, fez elogios à seleção espanhola e ressaltou que a final reúne duas equipes que mereceram chegar à decisão.
— Quero que nos lembrem como argentinos trabalhadores, que nunca desistem. A maioria veio de famílias humildes, de pais que trabalharam muito para nos dar oportunidades. Acho que essa união fez o grupo crescer ano após ano. A Espanha é uma grande seleção. Não é só o Lamine Yamal. Tem um grupo muito forte, jogadores de altíssimo nível e um treinador excelente. Por isso chegaram à final. Eles têm as armas deles, mas nós também temos as nossas. Espero que seja uma partida que o torcedor lembre por muito tempo.

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