Haiti chega cercado de curiosidades para a Copa, com direito a cardápio típico, veto da Fifa e corte no elenco; entenda

De volta à Copa após mais de cinco décadas, rival do Brasil tenta manter suas raízes culturais enquanto lida com desfalque por lesão e exigências da Fifa

PorVinícius Espirito Santo SpadaSão Paulo (SP)
12/06/2026 13:33

Supervisionado porNathalia Gomes,
Haiti goleou a Nova Zelândia por 4 a 0
Haiti goleou a Nova Zelândia por 4 a 0, válido pelo penúltimo jogo da seleção (2 de junho) antes da Copa do Mundo (Foto: CHANDAN KHANNA / AFP)

Adversário do Brasil no Grupo C, o Haiti retorna à Copa do Mundo após um longo período distante. Sua última e única participação no torneio aconteceu em 1974. Desde então, os Granadeiros aguardaram por mais de cinco décadas para voltar ao Mundial. Além de toda a expectativa envolvida nessa volta para a Copa, o grupo chama a atenção por curiosidades gastronômicas durante a preparação, além de veto da Fifa na camisa e corte no elenco.

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Tempero de casa: pratos típicos e curiosidades gastronômicas na bagagem

A seleção do Haiti, assim como outras equipes, chega à Copa preparada para passar um período fora de seu país. Por isso, a delegação haitiana desembarcou para o Mundial com alguns detalhes curiosos na bagagem, principalmente no aspecto gastronômico. Para deixar o elenco com o sentimento de estar em casa, pratos tradicionais serão servidos aos atletas durante o torneio.

Dessa maneira, a seleção contratou um restaurante especializado na culinária local para servir os pratos típicos do país para todo o elenco, segundo informações da emissora FOX29. Algumas das especiarias fornecidas serão: Griot (carne de porco frita, um dos pratos mais tradicionais da cultura haitiana), Oxtails (rabada), Sopa Joumon (reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco) e Arroz e Feijão (que se difere do formato brasileiro, pois os dois ingredientes são cozidos juntos).

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Veto da Fifa e alteração na camisa da seleção

Haiti acatou a solicitação da Fifa para alterar o uniforme da equipe para a Copa do Mundo, sob alegação de mensagens políticas. O uniforme estampava uma bandeira e uma ilustração da Batalha de Vertières, a última grande batalha da Revolução Haitiana travada em 1803, decisiva para a independência do país após conflito com a França.

A Fifa proíbe símbolos e imagens com referências políticas em uniformes que forem utilizados em competições da federação. Entretanto, apesar de ter acatado o pedido de alteração, a Saeta, empresa responsável pelo desenho do uniforme do Haiti, afirma que foi uma "interpretação equivocada" considerar o design na camisa como uma manifestação política e alega que tinha como objetivo representar o "orgulho, a resiliência e o espírito do povo haitiano".

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– Diversos conceitos foram desenvolvidos e refinados ao longo de vários meses e submetidos ao processo padrão de aprovação da Fifa. A proposta era uma homenagem aos homens e mulheres que contribuem diariamente para o futuro do Haiti e não tinha a intenção de transmitir uma mensagem política – defendeu o comunicado da Saeta.

Uniformes do Haiti antes da alteração exigida pela Fifa
Uniformes do Haiti antes da alteração exigida pela Fifa

Corte no elenco

O meio-campista Leverton Pierre foi cortado, nesta quinta-feira (11), da seleção do Haiti para jogar a Copa do Mundo. A equipe médica da seleção haitiana detectou uma lesão no adutor direito (grau 2). Para substituí-lo, a comissão técnica convocou Garvens Metusala, que se juntará à equipe em Boston, nos Estados Unidos, para continuar a preparação da seleção antes da estreia contra a Escócia, marcada para sábado (13).

Leverton Pierre atuando pela seleção do Haiti (Crédito: Vaughn Ridley / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Leverton Pierre atuando pela seleção do Haiti (Crédito: Vaughn Ridley / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Trajetória nas Eliminatórias e as principais armas da equipe

Para chegar à Copa do Mundo, o Haiti disputou três etapas válidas pelas Eliminatórias da Concacaf. Pela terceira fase, em um grupo com Honduras, Costa Rica e Nicarágua, os Granadeiros perderam apenas uma das seis partidas disputadas e terminaram como líderes do grupo. Após um empate entre Honduras e Costa Rica, o Haiti consagrou sua classificação superando a Nicarágua por 2 a 0, decretando o fim do jejum, que perdurou por 52 anos.

A atração principal da seleção haitiana para a Copa é Duckens Nazon, atacante de 32 anos que atua pelo Esteghlal FC, do Irã. Pelo Haiti, ele marcou 44 gols. Mesmo sofrendo com a parte física, e por isso não sendo mais titular com tanta constância, o atacante é a principal arma da equipe, mesmo vindo do banco de reservas.

Como foram os confrontos anteriores entre Brasil e Haiti?

Contra o Brasil, o Haiti disputou três partidas e perdeu todas. A última partida foi em 2016, pela Copa América, em que a Seleção Brasileira venceu por 6 a 1. Em todas as partidas, o Brasil marcou quatro gols ou mais.

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