Escalação: Escócia deve alterar time para enfrentar a Seleção na Copa

Técnico Steve Clarke indica mudança na linha de defesa em duelo decisivo pelo Grupo C

PorVitor PalharesEnviado especial
24/06/2026 15:24
Atualizado há 1 minutos
Jogadores da Escócia agradecem apoio da torcida após derrota para o Marrocos na Copa do Mundo de 2026
Jogadores da Escócia em campo nessa Copa do Mundo (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

MIAMI (FL) — A seleção da Escócia, comandada por Steve Clarke, se prepara para reencontrar a Seleção Brasileira em Copas após 28 anos. O último confronto entre as equipes aconteceu na edição de 1998, também em partida válida pela fase de grupos. Os escoceses, porém, estão próximos de alcançar um feito inédito e avançar para o mata-mata do Mundial. Diante da importância da partida, o treinador sugeriu, na entrevista coletiva desta terça-feira (23), que poderá alterar a formação para conter a força do Brasil.

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Como a Escócia costuma jogar?

Em confrontos de maior contenção, Steve Clarke opta por formar a defesa com três zagueiros e dois laterais com funções mais defensivas, sem avançar como alas. O sistema costuma variar entre o 5-3-2 e o 5-4-1.

Nesse contexto, a criação e a finalização das ações ofensivas ficam a cargo, principalmente, do meio-campo, com McTominay e McGinn. O ataque conta com apenas uma referência na frente, responsável por fixar os zagueiros adversários, fazer o pivô e a associação com os demais atletas.

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Quais seriam as mudanças para o jogo contra o Brasil?

A principal variação tática da Escócia para a partida deve ocorrer na linha defensiva. Em jogos nos quais a equipe precisa propor o jogo, a comissão técnica opta por um sistema com quatro defensores, utilizando dois zagueiros e dois laterais. Já em uma configuração mais cautelosa, o time atua com dois laterais-esquerdos: Robertson em função mais recuada, enquanto Tierney compõe a linha de meio-campo.

Nesse cenário, a equipe joga com um atacante de referência, enquanto McTominay cumpre a função de elo entre o meio e o ataque. Sem a dobra de laterais, o time passa a ter dois jogadores no setor ofensivo, geralmente Adams e Shankland.

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E foi justamente essa variação que o técnico Steve Clarke indicou que a seleção escocesa poderá utilizar para enfrentar o Brasil. Em entrevista coletiva pré-jogo nesta terça-feira (23), o comandante destacou que a equipe é flexível, podendo atuar em uma linha de cinco defensores, mas revelou que vem treinando com uma linha de quatro para o duelo de hoje.

— Acho que mostramos no meu tempo no comando (desde 2019), quer algumas pessoas concordem ou não, que podemos ser muito flexíveis em nosso sistema. Nós usamos o 5-3-2 ou o 5-4-1, com bons resultados antes. Dessa vez temos nos concentrado principalmente na linha de quatro defensores. Mas, para o jogo de amanhã, vocês (jornalistas) terão que esperar para ver, porque eu não me importo, eu não vou dizer ao Carlo (técnico do Brasil) o que fizemos — afirmou o técnico em coletiva.

Dessa maneira, é bem provável que a seleção escocesa venha escalada com uma linha de quatro defensores (dois zagueiros e dois laterais), seguida por cinco meio-campistas e um centroavante, configurando um 4-2-3-1.

Steve Clarke, técnico da Escócia, de terno preto à beira do gramado
Steve Clarke, técnico da Escócia (Foto: FRANCK FIFE/AFP)

Pontos fortes e fracos da equipe da Escócia

O capitão da equipe, Andy Robertson, comentou sobre a possível mudança estrutural. Ele ressaltou que, independentemente da formação tática, o grupo defende e ataca em bloco, característica que extrai o melhor do elenco em campo. Ao avaliar o panorama atual, o lateral admitiu que o setor ofensivo precisa evoluir para que a equipe volte a balançar as redes.

— Nós defendemos como um time e atacamos como um time. Esse sempre foi o caminho e nós sempre tentamos o nosso melhor em tudo que fazemos. E eu acho que, defensivamente, nos primeiros dois jogos do grupo, nós fomos melhores do que no ataque. Eu acho que isso é claro. Nós talvez não criemos muitas chances de gol, e é nesse ponto que nós estamos trabalhando duro para tentar fazer isso. Nós sabemos que precisamos fazer gol. Mas defensivamente estamos vindo bem — afirmou o Robertson.

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O lateral ainda completou, destacando que a equipe vai precisar manter a solidez defensiva e até elevar o nível do que foi apresentado nos primeiros dois jogos.

— Defensivamente tem sido muito bom. Então eu acho que, tanto individualmente quanto coletivamente, todos estamos defendendo muito bem nos últimos jogos. E eu acho que vamos precisar disso no nível mais alto em que provavelmente já estivemos para a noite de quarta-feira (24), por causa dos jogadores que você acabou de mencionar e dos jogadores contra os quais vamos jogar — completou o jogador.

Mesmo projetando uma postura precavida, o capitão entende que a equipe precisa reter a posse de bola. Segundo ele, caso passem os 90 minutos apenas recuados, os escoceses não conseguirão incomodar a Seleção Brasileira.

— Mas, quando tivermos a bola, também temos que tentar, sabe, causar problemas ao Brasil. Não podemos passar 90 minutos apenas defendendo e sem ter a bola. Então, temos que elaborar um plano também para sermos capazes de manter a bola e criar nossas próprias chances, e é para isso que estamos trabalhando e, sabe, com sorte, amanhã à noite poderemos colocar tudo isso em prática — finalizou o capitão.

Robertson, lateral da Escócia, em coletiva de imprensa na véspera do jogo contra o Brasil
Robertson, lateral da Escócia, em coletiva de imprensa na Copa do Mundo (Foto: Vitor Palahres/Escócia)

Brasil x Escócia

A Seleção Brasileira lidera o Grupo C da Copa do Mundo com quatro pontos, mesma pontuação de Marrocos, que leva desvantagem no saldo de gols. A Escócia, por sua vez, soma três pontos e aparece na terceira colocação, à frente do Haiti, lanterna da chave e ainda sem pontuar.

A bola rola para Brasil e Escócia às 19h (de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, pela terceira e última rodada da fase de grupos. Para garantir a liderança da chave sem depender de outros resultados, a equipe comandada por Carlo Ancelotti precisa vencer e terminar a rodada com saldo de gols superior ao de Marrocos.

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