O que a Copa já reservou a Neymar antes de 2026?
Camisa 10 carregou a responsabilidade de liderar o Brasil em três Mundiais

MIAMI (FL), EUA - A Copa do Mundo já reservou diferentes papéis para Neymar ao longo de sua trajetória com a Seleção Brasileira. O camisa 10 viveu noites de protagonista, marcou gols importantes, bateu recordes e carregou a responsabilidade de liderar o Brasil em três Mundiais. Também precisou superar contratempos físicos em momentos decisivos para continuar perseguindo o sonho do título. Agora, recuperado de uma lesão grau 2 na panturrilha direita e próximo da estreia em 2026, ele inicia mais um capítulo de uma história que mistura brilho, superação e a busca incessante pela taça mais desejada do futebol.
E essa nova jornada vai recomeçar já nesta quarta-feira (24), às 19h (de Brasília) diante da Escócia, em Miami, quando o craque tem a chance de voltar a disputar uma partida de Copa do Mundo e dar o primeiro passo rumo ao maior objetivo de sua carreira com a camisa da Seleção Brasileira.
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Como foi o desempenho de Neymar em Copas?
A primeira delas aconteceu em 2014. Jogando em casa e vivendo o auge de sua afirmação internacional após a primeira temporada pelo Barcelona, Neymar chegou ao torneio como principal esperança brasileira. E correspondeu desde o início. Marcou dois gols na vitória por 3 a 1 sobre a Croácia na estreia, incluindo um belo chute de fora da área, e voltou a balançar as redes duas vezes diante de Camarões, na vitória por 4 a 1 que garantiu a liderança do grupo.
O Mundial, entretanto, reservava um dos momentos mais traumáticos de sua carreira. Nas quartas de final, contra a Colômbia, Neymar sofreu uma joelhada nas costas do lateral Zuñiga e fraturou uma vértebra. A imagem do camisa 10 deixando o gramado chorando marcou a Copa e encerrou precocemente sua participação justamente quando vivia seu melhor momento na competição.
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Quatro anos depois, na Rússia, a história se repetiu de forma diferente. Neymar novamente precisou acelerar a recuperação para disputar o Mundial. Desta vez, após uma fratura no quinto metatarso do pé direito enquanto defendia o Paris Saint-Germain. Mesmo sem estar na condição física ideal, participou de cinco partidas e marcou dois gols. O primeiro na vitória por 2 a 0 sobre a Costa Rica, ainda na fase de grupos. O segundo veio nas oitavas de final, diante do México, em outro triunfo por 2 a 0. O sonho brasileiro, porém, terminou nas quartas de final, com a derrota para a Bélgica.
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Em 2022, no Catar, o roteiro ganhou mais um capítulo de superação. Neymar sofreu uma entorse no tornozelo direito logo na estreia contra a Sérvia e precisou ficar afastado durante parte da fase de grupos. O retorno aconteceu justamente no mata-mata. Nas oitavas de final, marcou um dos gols da goleada por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul. Já contra a Croácia, nas quartas, protagonizou um lance digno de sua carreira ao driblar a defesa adversária e marcar um golaço na prorrogação. Parecia o gol da classificação. Mas a igualdade croata e a eliminação nos pênaltis transformaram o momento em mais uma frustração para o craque.
Apesar dos obstáculos, Neymar conseguiu deixar sua marca em todas as edições que disputou. Ao todo, marcou gols em três Copas consecutivas e distribuiu uma assistência em cada uma delas, números que reforçam sua importância para a Seleção Brasileira em torneios de alto nível.
O que esperar de Neymar em 2026?
Agora, em 2026, o contexto é diferente. Aos 34 anos, o atacante sabe que dificilmente terá outra oportunidade de disputar um Mundial. Recuperado após semanas de tratamento na Granja Comary e nos Estados Unidos, ele reaparece cercado de expectativa, mas também de maturidade. Mais do que buscar recordes ou estatísticas, Neymar entra em campo perseguindo aquilo que escapou em 2014, 2018 e 2022: conduzir o Brasil ao título mundial.
Depois de três Copas marcadas por lesões e despedidas amargas, o camisa 10 tenta transformar sua quarta participação no capítulo mais especial de sua história com a Seleção. A última dança já começou. E Neymar quer que ela termine com a taça nas mãos e a sexta estrela estampada no peito brasileiro.
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