Desprezado no Napoli, Lukaku volta a ser titular pela Bélgica
Jogador começou jogando, mas precisou ser substituído após expulsão do zagueiro belga

Após mais de um ano sem iniciar uma partida pelos "Diabos Vermelhos", o atacante Romelu Lukaku retomou seu posto entre os 11 iniciais da seleção belga no confronto diante do Irã, que terminou empatado por 0 a 0 pela segunda rodada do Grupo G, em Los Angeles, pela Copa do Mundo 2026. A última vez que o camisa 9 havia começado um jogo pela seleção foi em 9 de junho de 2025, há mais de um ano, na vitória sobre o País de Gales pelas eliminatórias.
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A partida começou elétrica para o "Tanque". Com apenas dois minutos de jogo, Lukaku se envolveu em um lance polêmico ao atingir o goleiro iraniano Beiranvand com a sola da chuteira em uma disputa na área. O lance gerou revolta imediata nos jogadores iranianos, que pediram a expulsão do belga, mas a arbitragem optou por aplicar apenas o cartão amarelo.
A escolha do técnico Rudi Garcia por escalar Lukaku desde o início foi uma alternativa decidida de última hora, já que Jeremy Doku desfalcou o time devido a uma infecção respiratória. O plano original de Garcia era utilizar o centroavante por no máximo 60 minutos, preservando sua condição física ainda abaixo do normal.
As circunstâncias do jogo forçaram uma mudança drástica aos 21 minutos do segundo tempo. O zagueiro belga Ngoy foi expulso após cometer uma falta por recuar mal a bola. Com um jogador a menos, Rudi Garcia precisou recompor o sistema defensivo e optou pelo sacrifício de seu capitão: Lukaku foi substituído para a entrada do defensor Arthur Theate.
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Lukaku vive momento delicado após 'quase saída' do Napoli

A titularidade no segundo jogo da Copa surge como uma esperança de recuperação física e técnica para Lukaku, que vem de uma temporada difícil no Napoli. O jogador vem sofrendo com lesões musculares persistentes na coxa, que o afastaram dos gramados por quase quatro meses, entre agosto e dezembro. Ao todo, o atacante desfalcou seu clube e a seleção em 28 partidas nesse período.
Os números refletem o ano difícil: foram apenas sete jogos oficiais e um único gol marcado, contra o Hellas Verona, em fevereiro. O desempenho é um contraste brutal com sua primeira temporada em Nápoles, quando foi peça-chave do título italiano com 14 gols e 11 assistências.
Além do baixo rendimento, o clima pesou: Lukaku irritou o técnico Antonio Conte e a diretoria ao decidir permanecer na Bélgica durante uma pausa para jogos internacionais, e piorou ainda mais uma relação qe já era desgastada com o ambiente do clube.
Apesar do status de "desprezado", seu futuro pode ganhar um novo capítulo com a provável chegada de Massimiliano Allegri ao comando do Napoli, treinador que é um admirador confesso do futebol do belga.
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