Conheça a incrível história de Bellegarde, camisa 10 do Haiti

O maior destaque do Haiti não nasceu no país

PorEduardo StatutiBelo Horizonte (MG)
19/06/2026 12:19
Bellegarde em ação na Copa do Mundo (Foto: EFE/EPA/GREG M. COOPER ORG XMIT)
Bellegarde em ação na Copa do Mundo (Foto: EFE/EPA/GREG M. COOPER ORG XMIT)

Principal jogador do Haiti, Jean-Ricner Bellegarde tem uma história de vida impressionante para além do futebol. Nascido longe do país que representa na Copa do Mundo, o jogador viveu momentos dramáticos logo no início da vida.

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Nascido na França, prematuro com seis meses de gestação, ele quase perdeu a mãe ainda no parto. Logo após o nascimento, sua mão ficou em coma. Por isso, acabou sendo escolhido pela equipe do hospital que o salvou.

– Minha mãe estava em coma, então não havia ninguém para me dar um nome. Foi o hospital em Colombes que me deu esse nome. Quando a mãe acordou, disse que o manteria porque lhe tinham dito que corríamos risco de vida, era ela ou eu, mas tivemos a sorte de sobreviver – contou o jogador em entrevista ao Le Media Carré.

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Bellegarde pelo Haiti (Foto: Reprodução)
Bellegarde pelo Haiti (Foto: Reprodução)

Depois do susto nos primeiros dias de vida, Jean-Ricner cresceu na França, mas tem ascendência haitiana por parte do pai. Apesar de ter representado a seleção francesa nas categorias de base, decidiu defender o país do seu pai.

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– Se te qualificas para o Mundial com a França, as pessoas dizem que é só mais um dia de trabalho. O mesmo ocorre se ganhares. Eu, por outro lado, queria escrever minha própria história com o Haiti – explicou Bellegarde ao site Sofoot.

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Momento histórico pelo Haiti

O camisa 10 ajudou a seleção haitiana a voltar a uma Copa do Mundo após 52 anos. Em entrevista recente, lamentou o fato de nunca ter vivido no país que representa.

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– É uma pena não poder jogar no Haiti, especialmente para mim, que nunca estive lá. É frustrante porque sei que existem lugares lindos, quero caminhar pela terra onde minha família cresceu – disse o jogador, que ainda destacou a importância da classificação para o povo haitiano.

– Quando nos qualificamos, a guerra abrandou por dois ou três dias. Espero que, durante o Mundial, vençamos uma partida para que as coisas se acalmem ainda mais – ressaltou.


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