Calor pode decidir jogos da Copa do Mundo? Entenda
Temperaturas elevadas têm exigido adaptações físicas e táticas das equipes durante o Mundial

O calor tem sido um dos fatores que mais chamam atenção na Copa do Mundo de 2026. Na vitória do Brasil sobre a Escócia pela última rodada da fase de grupos nesta quarta-feira (24), disputada em Miami, os termômetros marcaram 30°C no momento da partida, cenário que exigiu cuidados extras das equipes dentro e fora de campo.
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Além do desconforto, as altas temperaturas podem impactar diretamente o desempenho dos atletas. Segundo a fisioterapeuta esportiva Mirian Mota, especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil), o calor dificulta o controle da temperatura corporal e acelera o desgaste físico.
Estudos apontam que, sob elevado estresse térmico, os jogadores podem percorrer cerca de 10% menos distância durante uma partida, além de reduzir a frequência de corridas de alta intensidade.
— Uma perda corporal superior a 2% já impacta negativamente a termorregulação do atleta e aumenta significativamente o risco de doenças causadas pelo calor. Por isso, o monitoramento da hidratação é fundamental para preservar tanto a saúde quanto o desempenho dos jogadores — explica.
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Como as seleções tentam minimizar os efeitos do calor
Para minimizar os efeitos das altas temperaturas, as seleções têm investido em estratégias como reposição de eletrólitos, suplementação energética, aclimatação ao calor e acompanhamento individualizado da hidratação. Durante os jogos, as pausas para hidratação e métodos de resfriamento também ajudam a reduzir a sobrecarga física.
O impacto do calor, porém, não se limita à parte física. Para Roger Machado, treinador e professor da CBF Academy, as condições climáticas também influenciam diretamente a dinâmica das partidas.
— O calor altera diretamente as características da partida. O desgaste físico dos atletas é maior, o que naturalmente deixa o jogo mais lento e cadenciado e aumenta a probabilidade de mais substituições ao longo dos 90 minutos — afirma.
Segundo o treinador, as equipes passam a administrar melhor os momentos de pressão, valorizam mais a posse de bola e ajustam o posicionamento defensivo para reduzir o desgaste.
— Ela permite que os jogadores se reidratem e recuperem parte das condições físicas, mesmo que por poucos minutos, além de oferecer uma oportunidade para pequenos ajustes táticos durante a partida — conclui Roger sobre a importância das pausas para hidratação.
Quando o Brasil volta a jogar?
A Seleção Brasileira confirmou a liderança do Grupo C da Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Escócia por 3 a 0 nesta quarta-feira (24), em Miami, nos Estados Unidos, com dois gols de Vini Jr e um de Matheus Cunha. Com o resultado, a equipe comandada por Carlo Ancelotti garantiu a primeira colocação da chave e assegurou um caminho definido para a segunda fase da Copa.
Além da classificação, a vitória também definiu a data do próximo compromisso do Brasil no Mundial. A Seleção volta a campo na segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), pela segunda fase da competição.
O adversário ainda será conhecido após o encerramento do Grupo F. Neste momento, as possibilidades para enfrentar o Brasil são Holanda, Japão ou Suécia.

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