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Conmebol reforça apoio a Infantino e se distancia da Uefa em crise na Fifa

Alejandro Domínguez defende gestão do presidente da entidade e destaca projeto para ampliar a Copa do Mundo de 2030 para 64 seleções

PorRedação Lance!Rio de Janeiro (RJ)
07/08/2026 19:15
Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol
Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol (Foto: CARL DE SOUZA / AFP)

A Conmebol reforçou o apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, em meio à crise que colocou a entidade em rota de colisão com a Uefa e a Concacaf. O posicionamento dos sul-americanos ganhou força nesta sexta-feira (7), quando o presidente da confederação, Alejandro Domínguez, declarou apoio ao suíço durante a passagem de Infantino pela Colômbia.

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A manifestação ocorre após o Conselho da Conmebol publicar, na quinta-feira (6), um comunicado em que demonstrou preocupação com movimentos que tentam provocar a saída de Infantino da presidência da Fifa. A entidade também defendeu o respeito ao processo eleitoral previsto para o próximo ano.

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Conmebol defende Infantino

Infantino desembarcou na Colômbia na madrugada desta sexta-feira, em meio à pressão principalmente da Uefa. O presidente da Fifa é alvo de críticas após o projeto de criação da Fifa Forward Enterprise, empresa que teria participação de investidores privados e reuniria direitos comerciais e de competições, incluindo a Copa do Mundo.

A proposta foi abandonada, decisão celebrada pelo Conselho da Conmebol. Na sequência, a confederação sul-americana manifestou preocupação com ações tomadas de forma unilateral e defendeu que os conflitos sejam tratados por meio do diálogo e dos mecanismos institucionais da Fifa.

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Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Alejandro Domínguez, presidente da Conmebo
Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol (Foto: Divulgação/Conmebol)

O comunicado também reforçou a importância de respeitar o processo eleitoral da entidade. Até o momento, Infantino é o único candidato declarado à presidência, enquanto o prazo para apresentação de outros nomes termina em 18 de novembro.

Após a reunião do Conselho, as federações de Paraguai, Argentina, Equador e Venezuela enviaram cartas de apoio diretamente a Infantino. Uruguai e Chile reproduziram o manifesto da Conmebol em seus sites.

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Na Colômbia, o presidente da federação local, Ramón Jesurún, recebeu Infantino em Cali. O dirigente da Fifa está no país para visitar projetos e acompanhar a posse do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de La Espriella.

Domínguez destaca trabalho de Infantino

Aliado de primeira ordem de Infantino, Domínguez declarou apoio ao suíço antes mesmo de ele oficializar sua candidatura à eleição da Fifa. Nesta sexta-feira, o presidente da Conmebol voltou a defender o trabalho realizado pelo dirigente. Veja o vídeo abaixo:

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A relação entre os dois dirigentes também está ligada a um dos principais projetos de Domínguez para os próximos anos: a tentativa de ampliar a Copa do Mundo de 2030 para 64 seleções.

Copa de 2030 é parte central da relação

O Mundial de 2030 terá três partidas disputadas na América do Sul como parte das comemorações do centenário da competição, disputada pela primeira vez no Uruguai, em 1930. Montevidéu, Assunção e Buenos Aires receberão um jogo cada.

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Domínguez, porém, pretende ampliar a participação sul-americana no torneio. O dirigente trabalha com a possibilidade de o continente receber 18 partidas, distribuídas em três grupos da Copa.

A proposta de ampliar o Mundial para 64 seleções foi apresentada no ano passado e encontrou resistência. O próprio Infantino era contrário à ideia, embora não tenha se manifestado publicamente sobre o assunto.

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No fim de julho, em meio à crise provocada pelo projeto da Fifa Forward Enterprise, a Fifa encomendou um estudo para analisar os impactos de uma eventual ampliação da Copa do Mundo. A iniciativa foi citada pela Associação de Ligas Profissionais da Europa como exemplo de decisões que, segundo a entidade, são tomadas sem diálogo com ligas, clubes, jogadores e torcedores.

Troféu da Copa do Mundo
Troféu da Copa do Mundo (Foto: Reprodução)

Relação com a Uefa se deteriorou

A crise atual também aprofundou o distanciamento entre Conmebol e Uefa, que organizaram 16 das 23 edições da Copa do Mundo e venceram todos os torneios disputados até agora.

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A relação entre as duas confederações já havia sido afetada pelo cancelamento da Finalíssima, confronto entre os campeões da Eurocopa e da Copa América.

Argentina e Espanha deveriam se enfrentar no Catar em 27 de março, mas a partida precisou ser retirada do país por causa dos conflitos entre Irã e Estados Unidos, que afetaram a região do Oriente Médio.

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A Uefa sugeriu Madri como nova sede, mas a Argentina recusou a possibilidade por considerar que o local não seria neutro. Depois, foram discutidas partidas de ida e volta na Argentina e na Espanha. A Itália surgiu como alternativa, mas as partes não chegaram a um acordo sobre a data do confronto.

Com o impasse, a Finalíssima e seus contratos foram cancelados.

Presidente da Uefa, Ceferin em evento da entidade europeia
Presidente da Uefa, Ceferin em evento da entidade europeia (Foto: Predrag MiloSavlJevic/AFP)

Eleição da Fifa

Infantino está no comando da Fifa desde 2016 e poderá disputar mais um mandato, de 2027 a 2031. A eleição está prevista para o 77º Congresso da Fifa, marcado para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos.

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Até o momento, Infantino é o único candidato declarado. O prazo para apresentação de outras candidaturas termina em 18 de novembro.

Presidente da Fifa, Gianni Infantino discursa durante evento nos Estados Unidos antes da final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina
Presidente da Fifa, Gianni Infantino discursa durante evento nos Estados Unidos antes da final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina (Foto: Mandel Ngan/AFP)

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