Arsène Wenger diz não ter compactuado com plano de Infantino
Chefe de desenvolvimento da entidade afirma que soube da proposta pela imprensa

Arsène Wenger negou nesta terça-feira qualquer participação no plano estratégico apresentado por Gianni Infantino para a Fifa. Chefe de desenvolvimento global do futebol da entidade desde 2019, o ex-treinador afirmou que tomou conhecimento da proposta pela imprensa e defendeu que o projeto fosse retirado por considerar essencial preservar a independência da instituição.
Em comunicado, Wenger também respondeu às críticas recebidas por não ter se manifestado durante a repercussão do caso. Segundo ele, sua atuação na Fifa está restrita ao desenvolvimento técnico do futebol e não envolve decisões estratégicas ou comerciais da entidade.
— Os acontecimentos recentes na Fifa exigem alguns esclarecimentos da minha parte. Não participei deste plano estratégico e tomei conhecimento do projeto inicialmente por meio de notícias na imprensa. A decisão de retirar o projeto foi absolutamente necessária e indiscutível, pois acredito firmemente em uma Fifa independente, que sirva ao nosso esporte com compromisso, transparência e integridade.

Projeto foi retirado após pressão
A proposta apresentada por Infantino previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa subsidiária que ficaria responsável por administrar os principais torneios da entidade, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes, com abertura para investidores externos.
O objetivo era arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (cerca de R$ 21,5 bilhões). No entanto, após manifestações contrárias de diferentes organizações do futebol e da ameaça de boicote liderada pela Uefa, o presidente da Fifa desistiu da iniciativa.

Função de Wenger na Fifa
No comunicado, Wenger detalhou que seu trabalho está voltado exclusivamente para o desenvolvimento do futebol. O francês é responsável pela análise de dados das partidas, pelo centro de treinamento online da Fifa, pelo programa de academias de base da entidade em 60 países e pelas competições juvenis organizadas pela instituição.
Além dessas funções, o ex-técnico também atua como consultor técnico da IFAB, órgão responsável pelas regras do futebol.
Ídolo do Arsenal, Wenger comandou o clube inglês durante 22 anos, período em que acumulou 1.231 partidas e conquistou 17 títulos, incluindo três edições da Premier League, tornando-se o treinador mais longevo e mais vitorioso da história da equipe londrina.

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