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SAF Botafogo: veja propostas na mesa para recompra das ações

Eagle/Ares negociam diretamente com a GDA Luma, grande favorita no momento

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Leonardo Bessa
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 04/06/2026
05:00
Torcida do Botafogo no Estádio Nilton Santos (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
imagem cameraTorcida do Botafogo no Estádio Nilton Santos (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

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Se John Textor, afastado desde abril, planeja brigar para manter-se na SAF, o Botafogo Social vai avançando nas conversas e vê como altas as possibilidades de venda dos 90% das ações nas próximas semanas. Com acordo assinado por um "cessar-fogo" com Eagle/Ares, o associativo deu sinal verde para um acordo. Três propostas foram apresentadas, e uma desponta como a favorita.

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Trata-se da GDA Luma, nome que circula na SAF desde o início do ano. A empresa, especializada em recuperação de ativos — tendo o Cirque de Soleil como principal case — acenou com proposta de 105 milhões de dólares, além do pagamento da dívida organizada na Recuperação Judicial.

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A proposta envolve valores de um empréstimo feito no início do ano, quando John Textor ainda estava à frente da operação da SAF. O valor total, sendo assim, inclui 25 milhões de dólares emprestados em um primeiro momento — com isso, o valor do aporte seria na casa dos 400 milhões, mais a dívida de R$ 1,28 bilhão declarada na Justiça.

Outra oferta foi da MasterCom Capital, fundo de investimentos com sede no Texas. A empresa teve reuniões com João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo, e acenou com aporte de 30 milhões de dólares, mas com cenário aberto para cobrir outras propostas. As garantias eram aguardadas, mas perdeu força nos bastidores.

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Dentro dos planos do fundo texano estão aumento "considerável" de investimento em elenco e estrutura, como a construção de uma nova arena para o Botafogo. Internamente, a gestão do associativo vê que o portfólio menor e método para gestão jogam contra, apontando a GDA como favorita.

Gabriel de Alba, o nome por trás da GDA Luma
Gabriel de Alba, o nome por trás da GDA Luma, interessada no Botafogo (Foto: Reprodução)

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Na segunda-feira (1), foi apresentada oferta de Evangelos Marinakis, empresário grego dono do Nottingham Forest e grande parceiro de John Textor, junto com o anglo-iraniano Kia Joorabchian. A proposta foi no valor de 50 milhões, mas, como é uma via apontada por John Textor, com quem a dupla tem boa relação, essa pouco foi considerada.

Marinakis é parceiro comercial de John Textor desde a temporada passada. Botafogo e Nottingham fizeram movimentações grandes nas janelas, como as idas de Igor Jesus, Jair e John para a Inglaterra, e a chegada do volante Danilo. Já Kia Joorabchian liderou o grupo de investimentos MSI (Media Sports Investment), à frente do Corinthians no início dos anos 2000, e atua como empresário poderoso no mercado. Ele tem a agência Sports Invest UK, com quem o Glorioso tem dívida de mais de R$ 20 milhões — listado na recuperação judicial.

Movimento interno

Nesta semana, houve Assembleia Geral de forma online onde um documento foi assinado por João Paulo Magalhães, presidente do associativo, Eduardo Iglesias, diretor temporário da SAF, e Daniel Calhman, representante da Eagle Bidco, para prosseguimento com a recuperação judicial.

A hipótese tinha virado imbróglio após decisão do STJ e pedido da Eagle, o que foi contornado. Com o acordo na AGE para a recuperação judicial, perdeu validade a ação movida pela Eagle para barrar o movimento, o que foi visto internamente como um erro da defesa. Isso põe fim às batalhas e segue o passo para o "cessar-fogo" que Eagle/Ares e Botafogo têm firmado nas últimas semanas.

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