Botafogo assina contrato vinculante com a GDA Luma e avança para novo comando da SAF
Empresa especializada em recuperação de ativos tem Gabriel de Alba como líder

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O Botafogo Social e a SAF assinaram nesta sexta-feira (5) o contrato vinculante com a GDA Luma, que avançou para comprar os 90% da participação societária da SAF. Os próximos passos são acordo envolvendo valores de dívida do Lyon dentro do sistema de caixa único, finalizar o acordo com a Eagle pela transferência das ações — já há sinal verde e confiança — e trâmites burocráticos no campo judicial. O clube acredita que tudo deve ser resolvido antes do retorno do calendário do futebol brasileiro, mas celebra os novos tempos.
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A GDA Luma apresentou proposta de 105 milhões de dólares nas últimas semanas, além do empréstimo feio ao clube no início da temporada, quando John Textor ainda estava à frente da operação. Tudo aponta para um primeiro aporte em breve, para clarear o cenário financeiro do Alvinegro. As informações são do "Canal do Manel" e foram confirmada pela reportagem do Lance!.
Avançada para comandar toda a operação a partir do segundo semestre, a GDA tem Gabriel de Alba como fundador e líder do grupo e é especializada em recuperação de empresas de grande potencial, mas em fase pré-falimentar.
Após uma primeira conversa com o Lyon, para um denominador comum quanto aos valores que o clube francês deve ao Glorioso no caixa único, a tendência é de reencontro nos próximos dias. O Botafogo adota tom positivo sobre o tema.

O novo empresário nos bastidores do Botafogo
Gabriel de Alba construiu carreira marcada por atuação em empresas em situações de crise corporativa, utilizando estratégias de aquisição de dívidas com desconto e posterior reorganização de companhias. Seu modelo de atuação envolve não apenas investimento, mas influência direta na gestão, com foco em recapitalização, geração de caixa e transformação operacional, incluindo frentes digitais e de ESG.
Entre os casos está a reestruturação da antiga Pacific Rubiales, que deu origem à Frontera Energy. Na operação, fundos ligados a Alba assumiram bilhões em dívidas e reorganizaram a companhia. Estratégia semelhante foi aplicada na aquisição do Cirque du Soleil, quando o controle foi obtido por meio da compra de dívidas com desconto durante um processo de crise.
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Textor de lado
John Textor, quem comprou 90% das ações da SAF Botafogo em 2022, foi afastado tanto da gestão do Glorioso quanto do Conselho de Administração da Eagle. O empresário estadunidense vive em batalha jurídica pelo controle das ações.
Nesta semana, Textor entrou com ação na Justiça dos Estados Unidos contra a Eagle alegando ser, em pessoa física, dono das ações da SAF. O empresário alega que, em novembro de 2022, não houve assinatura mútua e, portanto, a venda não foi concluída. A defesa argumenta que Textor deveria receber cerca de R$ 150 milhões pela transferência das ações para a Eagle Bidco, braço da Eagle Football Holdings, que controlava as ações de Botafogo, Lyon e RWDM Brussels. O objetivo é que a Justiça local declare o acordo como nulo.
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