Luzia assume vaga de Julia Kudiess e se destaca contra o Japão
A Central entrou no segundo set, reforçou o bloqueio e foi decisiva na classificação brasileira para a semifinal

A lesão de Julia Kudiess obrigou José Roberto Guimarães a reorganizar o meio de rede da seleção brasileira feminina para a fase decisiva da Liga das Nações de Vôlei (VNL). E, nas quartas de final contra o Japão, Luzia mostrou que pode assumir a responsabilidade. A central entrou no início do segundo set, substituindo Lorena e permaneceu em quadra até o fim da partida e foi peça importante na vitória brasileira por 3 sets a 1.
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O Brasil sofreu com o bloqueio no primeiro set. Lorena começou como titular, marcou apenas um ponto no fundamento e terminou a parcial com três pontos no total. A dificuldade para fechar os ataques japoneses abriu espaços para a defesa adversária e permitiu que o Japão retomasse o controle nos momentos decisivos para vencer por 26 a 24.
A resposta veio rapidamente. José Roberto promoveu a entrada de Luzia para reforçar o bloqueio, e a mudança teve efeito imediato. A central anotou sete pontos e contribuiu para que o Brasil encerrasse a partida com 15 pontos de bloqueio, fundamento decisivo para a reação da equipe.
Luzia ganha força após lesão de Julia Kudiess
A atuação reforça o protagonismo que Luzia já vinha conquistando desde a lesão de Julia Kudiess. Titular ao lado de Diana durante grande parte da campanha, Kudiess deixou a competição após romper o ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho esquerdo, abrindo um espaço importante no meio de rede brasileiro.
Antes da lesão, Julia liderava o ranking de bloqueios da VNL, com 42 pontos no fundamento. Diana também aparece entre as melhores da competição, com 31 bloqueios.
➡️ O fantasma do LCA: lesão de Júlia Kudiess assombra o vôlei feminino

Central já havia feito atuação histórica na VNL
Luzia chega credenciada por uma campanha consistente na Liga das Nações. Na vitória sobre a China, a central registrou 10 bloqueios em uma única partida, tornando-se a primeira brasileira a alcançar essa marca na história da competição.
A atuação diante das chinesas consolidou a atleta como uma das principais opções de José Roberto Guimarães para o meio de rede. Contra o Japão, voltou a corresponder, entrando em um momento de pressão e ajudando o Brasil a recuperar a consistência defensiva que faltou no primeiro set.
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