Brasil vence Japão de virada e enfrenta a Itália na semifinal da VNL
Com Ana Cristina e Julia Bergmann inspiradas, Brasil busca virada para enfrentar a atual campeã da VNL

Em um duelo de ralis longos e intensos, a Seleção Brasileira feminina de vôlei venceu o Japão de virada, por 3 sets a 1, com parciais de 24/26, 25/22, 25/16 e 25/20, pelas quartas de final da Liga das Nações. A partida, realizada nesta quarta-feira (22), em Macau, na China, colocou o Brasil entre os semifinalistas da VNL pela terceira edição seguida.
Após sair atrás no placar, a Amarelinha se ajustou defensivamente para fazer frente a uma equipe especialista neste aspecto e contou com o brilhantismo ofensivo de Ana Cristina e Julia Bergmann para virar os contra-ataques. O bloqueio brasileiro também se destacou, com 15 pontos, e contribuiu para a remontada.
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Destaques da partida
Ana Cristina e Julia Bergmann foram disparadamente as maiores pontuadoras do jogo, com 30 e 24 pontos, respectivamente. Pelo lado do Japão, o principal destaque foi a oposta Wada, que saiu de quadra com 19 acertos.
Próximo compromisso
O adversário do Brasil na semifinal será a Itália, atual campeã olímpica, mundial e da VNL, que passou de fase ao bater a Holanda por 3 sets a 0. A partida acontece no próximo sábado (25), em horário a ser divulgado.
Como foi o jogo?

1º SET
O Brasil passou o começo da partida na frente do marcador, mas foi superado na passagem de Seki pelo saque, que, com dois aces, ajudou o Japão a abrir 9 a 7. As equipes seguiram trocando pontos em side-outs, o que garantiu margem de três pontos à seleção nipônica: 16 a 13.
Com defesas importantes, o Brasil conseguiu conter o ímpeto japonês por certo tempo e virou a parcial para 19 a 18, com Julia Bergmann e Ana Cristina liderando os ataques. No entanto, o bloqueio cedeu espaços e a defesa falhou em momentos importantes, fazendo com que o Japão retomasse as rédeas na reta final para fechar o set: 26 a 24.
2º SET
Zé Roberto agiu rápido ao se deparar com um início instável do Brasil e colocou Luzia no lugar de Lorena, com o objetivo de reforçar o sistema de bloqueio. O fundamento deu a tônica do segundo set e foi o diferencial da Amarelinha, que somou seis pontos contra dois do Japão.
Ao longo da parcial, os times trocaram pontos e ficaram, no máximo, a dois pontos de distância um do outro. Ana Cristina se tornou a bola de referência de Roberta na reta final, correspondendo tanto pelo fundo-meio quanto pela entrada de rede e deixando o Brasil em vantagem, com três set points. A vitória parcial e o empate no placar foram confirmados após erro de ataque de Ishikawa: 25 a 22.
3º SET
Com tranquilidade, o Brasil ditou o ritmo do terceiro set, mantendo bom volume de jogo, agressividade no saque e estabilidade nas ações de bloqueio. Menos sobrecarregadas no ataque, Ana Cristina e Julia Bergmann puderam contribuir mais com recursos defensivos ao lado de Marcelle, enquanto Roberta acionou Rosamaria, Diana e Luzia mais vezes.
A vantagem brasileira chegou a ser de 10 pontos, mas diminuiu quando o técnico Ferhat Akbas promoveu mudanças na sua equipe para tentar uma reação. Julia Bergmann e Ana Cristina impediram a investida japonesa e voltaram a ser as protagonistas do Brasil no quesito ofensivo para garantir a virada: 25 a 16.
4º SET
Com a queda de rendimento na distribuição, Julia Bergmann e Ana Cristina começaram o set bem marcadas pelo Japão. Quando não convertidos em pontos, os bloqueios geravam contra-ataques, que, finalizados em sua maioria por Wada, consolidaram a vantagem japonesa: 18 a 15.
Na reta final, as ponteiras brasileiras voltaram a achar espaços no bloqueio e na quadra adversária e concluíram as principais oportunidades que foram geradas quando o sistema defensivo se ajustou. Julia Bergmann, com um ace, colocou números finais na vitória do Brasil: 25 a 20.
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