Tironi no Lance!: série sobre o Tri pode fisgar os pessimistas com a Copa
O que a série tem de mais legal é amolecer corações de quem está desanimado e indiferente à Seleção

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Se você ainda está fora do clima de Copa e acha a Seleção Brasileira fraca e que vai passar vergonha nos Estados Unidos talvez a série "Brasil 70: a Saga do Tri" não seja para você. Ou… pode ser o empurrão que faltava para você entrar no espírito do hexa.
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A série está longe, muito longe, de ser uma obra-prima. Não tente encontrar um roteiro muito bem sacado, uma fotografia espetacular ou alguma história nova ainda não contada daquele que é considerado o maior time de todos os tempos.
Algumas atuações merecem destaque como a de Rodrigo Santoro interpretando João Saldanha e Bruno Mazzeo como Zagallo. Mas nem isso é o mais interessante na série.
Festa da Copa do Mundo
O que ela tem de mais legal é amolecer corações de quem está desanimado e indiferente à Seleção Brasileira. Porque os fatos são contados de maneira simples e talvez seja isso o que torna a obra interessante, porque exatamente isso é o que transporta o coração do torcedor para a festa da Copa do Mundo.
Os embates ideológicos da época são vistos pela superfície e logo superados por alguma cena com clima de "vamos ganhar" que chega a ser até inocente.
As dúvidas com relação ao que Pelé poderia fazer em campo lembram o debate colocado agora em cima de Neymar. Mas de uma forma tão leve que dá saudade de um tempo em que as relações e pontos de vista eram menos bélicos.
Aí é que está a magia de "Brasil 70: a saga do Tri": mostrar o futebol como uma diversão capaz de apaixonar até quem não gosta do jogo. Se você assistir à série de maneira descompromissada, é bem capaz de se envolver e começar a olhar a Copa que vem aí com outras cores.

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