Novo transfer ban? Santos é processado por jogador que nunca entrou em campo
O jogador de Gâmbia foi contratado em setembro de 2024 junto ao Al-Markhiya, do Catar

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O Santos aguarda o julgamento de um recurso no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS/CAS) para evitar uma punição que pode impactar diretamente seu planejamento esportivo. O clube corre o risco de sofrer um transfer ban em razão de uma dívida relacionada ao empréstimo do atacante gambiano Yusupha Njie junto ao Al-Markhiya, do Catar.
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Em dezembro, a Fifa determinou que o Peixe pagasse cerca de 399 mil euros (aproximadamente R$ 2,3 milhões), além das custas processuais, ao clube catari. Caso a condenação seja mantida e o valor não seja quitado, o Santos poderá ser impedido de registrar novos jogadores por até três janelas de transferências.
A cobrança tem origem em um acordo firmado após o encerramento antecipado do vínculo de Njie com o clube paulista. Contratado por empréstimo até junho de 2025, o atacante permaneceu apenas quatro meses na Baixada Santista. Sem entrar em campo, foi relacionado para apenas uma partida da Série B, permanecendo no banco de reservas. No fim de 2024, o Santos optou por devolvê-lo ao Al-Markhiya.
Entenda detalhes do acordo:
Para formalizar a rescisão, os clubes acertaram o pagamento de sete parcelas de 50 mil euros, totalizando 350 mil euros, com vencimentos entre janeiro e julho do ano passado. No entanto, os valores não foram quitados dentro do prazo estabelecido.
Diante da inadimplência, o Al-Markhiya acionou a Fifa cobrando o valor integral da dívida, além de juros de 10% ao ano sobre cada parcela atrasada e uma multa adicional de 10% sobre o montante total, conforme previsto no acordo de rescisão.
Em sua defesa, o Santos reconheceu a existência da dívida e alegou dificuldades financeiras para cumprir os pagamentos. Ao analisar o caso, a Fifa aceitou parcialmente os argumentos do clube brasileiro e reduziu o valor principal de 350 mil para 332,5 mil euros, considerando o desconto referente ao mecanismo de solidariedade. As penalidades contratuais, porém, foram mantidas.
Com a inclusão das multas, o débito chegou a 399 mil euros. Além disso, a entidade máxima do futebol determinou que o Santos arque integralmente com as custas processuais, fixadas em 25 mil dólares (cerca de R$ 125,9 mil).
Quando foi apresentado pelo Santos, em setembro de 2024, o atacante recebeu a camisa 17 das mãos do ídolo Edu. Na ocasião, ele se tornou o quarto jogador africano da história a vestir a camisa do Alvinegro Praiano.
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