Vitaly Mutko, acusado de ser o líder do esquema de doping na Rússia, recorre contra suspensão do COI

O Comitê Olímpico Internacional baniu o dirigente russo de&nbsp;atividades olímpicas por período vitalício<br>

Vitaly Mutko
Vitaly Mutko (Foto: ALEXANDER NEMENOV/AFP)

O russo Vitaly Mutko recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) para tentar retomar sua atuação como dirigente esportivo. Banido dos esportes pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), Mutko, que atualmente é o vice-primeiro-ministro da Rússia, teve que se afastar das entidades ligadas a esportes.

Ele já foi ministro do Esporte, presidente da Federação de Futebol da Rússia e presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo deste ano.

De acordo com a apuração liderada por Richard McLaren, investigador independente da Agência Mundial Antidoping (Wada), Vitaly Mutko liderava o esquema que garantia que atletas russos pudessem se dopar, sem risco de serem pegos, durante a disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, em 2014. Mesmo com as acusações, ele foi promovido dentro do governo de Vladimir Putin e se transformou em vice-primeiro ministro.

A punição do COI foi aplicada no começo de dezembro, mas Mutko rejeitou qualquer responsabilidade e insistiu que não existiam provas. Ao recorrer contra a decisão do COI, Mutko garantiu que "o procedimento vai concluir, ao fim dos Jogos de Inverno, que não havia qualquer necessidade de uma decisão urgente" sobre o seu caso.

O COI também optou por impedir a Rússia de disputar os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, no próximo mês, na Coreia do Sul. A bandeira russa não poderá ser erguida na cerimônia de abertura e nenhum dirigente político ou esportivo poderá viajar até o evento.

Cabe ressaltar que esta foi a primeira vez na história que um país inteiro foi banido por conta de doping. Para que um atleta russo possa participar da competição, ele terá de provar diante de uma comissão internacional sua situação. Aqueles autorizados terão um uniforme diferente dos demais e, se vencerem, apenas escutarão o hino olímpico. Atletas que já tenham sido pegos no doping no passado não serão autorizados a competir, mesmo que já tenham cumprido a suspensão.

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