Rebeca Andrade leva ouro em primeira competição após pausa de dois anos
Brasileira fechou a disputa no salto com chave de ouro para garantir a liderança

"Se busca rival en Sudamérica"! Nem mesmo quase dois anos de pausa foram capazes de frear o domínio de Rebeca Andrade na ginástica artística. Neste domingo (21), a campeã olímpica levou a melhor sobre as adversárias no Pan-Americano, com 14.266, e conquistou a medalha de ouro no salto, único aparelho em que competiu no torneio continental.
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O trabalho de Rebeca no salto foi, para os seus padrões, relativamente simples. Sem arriscar elementos de maior dificuldade, como o Cheng, a ginasta apostou no Yurchenko com dupla pirueta. A boa execução foi suficiente para colocá-la na liderança da disputa.
Última atleta a se apresentar na final do salto, Rebeca entrou no aparelho já sabendo a nota que precisava para assumir a liderança. Sem demonstrar nervosismo, a brasileira executou sua série com segurança, recebeu 14.433 pelo primeiro salto e 13.700 pelo segundo. Assim, confirmou o favoritismo para conquistar a medalha de ouro para o Brasil no Pan-Americano.
Além do ouro no salto, Rebeca Andrade também ajudou o Brasil a conquistar a medalha de prata por equipes, resultado que garantiu a seleção no Mundial de Ginástica Artística de 2026. A competição, principal compromisso da modalidade nesta temporada, também tem peso importante no ciclo olímpico e distribui as primeiras vagas para os Jogos de Los Angeles-2028.
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Retorno com cautela à ginástica
Com cautela, o técnico Francisco Porath, o Chico, explicou que a estratégia adotada até aqui priorizou exclusivamente o retorno de Rebeca ao salto. Por isso, o trabalho nos demais aparelhos tem sido conduzido de forma gradual, sem comprometer a evolução física da atleta, que tem histórico de complicações, principalmente nos joelhos.
— Ela está começando a subir os aparelhos, está fazendo paralela nos básicos, retornando. A gente não quis avançar nada para que não comprometesse o desenvolvimento do salto em si. Esse ano a gente não tem pretensão de que ela faça paralela, porque a gente está tentando reestruturar a paralela dela. E também, com as dores, a gente agora, nesse momento, não pode deixar que nada atrapalhe o desenvolvimento do salto — concluiu.
A tendência é que Rebeca Andrade amplie sua participação ao longo do segundo semestre. Neste momento, porém, a prioridade da comissão técnica é garantir que a campeã olímpica evolua de forma segura e chegue em condições de ajudar o Brasil na principal competição da temporada.

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