Evandro evita pensar em última Olimpíada: 'Não vou pro tudo ou nada'
Parceiro de Arthur Lanci busca quarta participação olímpica e primeira medalha aos 36 anos

Aos 36 anos, Evandro Júnior não tem pressa para atravessar o processo de classificação aos Jogos Olímpicos no vôlei de praia pela quarta vez. Nem mesmo o sonho da primeira medalha é capaz de mexer com a tranquilidade que o veterano vem tendo no ciclo de Los Angeles 2028. A confiança no trabalho realizado até então com Arthur Lanci e a comissão técnica justifica a escolha do jogador em não gerar uma expectativa antecipada para o que pode ser sua última aparição olímpica.
— Não vou pro "tudo ou nada". Eu vou pro que o nosso time vem fazendo nos treinamentos e nos torneios. A gente sabe que, em 2028, eu vou chegar lá com 38 (anos), uma idade já um pouco avançada. Por isso que nós temos uma comissão técnica muito boa, que, a cada dia que passa, vem dando mais confiança — disse Evandro, em entrevista ao Lance! durante a etapa Elite do Circuito Mundial no Rio de Janeiro.
➡️ Tudo sobre os esportes olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico
Sem pensar muito nas Olimpíadas, Evandro concentra os esforços nos compromissos válidos pelos circuitos Brasileiro e Mundial e mantém o senso de competitividade ativo enquanto desfruta do momento atual.
— Estou em um momento de querer curtir, só que, lógico, com responsabilidade. Curtir querendo ganhar jogo, curtir querendo ganhar torneio. Isso é o que vale. Estou pensando no agora. Quem sabe, depois da Olimpíada, se nós formos, a gente pensa como vai ser daqui pra frente o meu ciclo, se eu vou continuar ou não — afirmou o atleta.
Vaga olímpica no radar
Apesar desse pensamento, o objetivo de garantir o Brasil nos Jogos Olímpicos é claro, seja com um título sul-americano em setembro, em João Pessoa (PB), ou pelo ranking mundial. Oportunidades não vão faltar para a segunda melhor dupla do mundo, que agora foca em manter-se na primeira prateleira para, futuramente, ser considerada para a convocação.
— Temos que fazer a nossa parte no Circuito Mundial para classificar. Se dois times ficarem entre os 15 (primeiros colocados do ranking) e se classificarem, ótimo. Agora, quem vai se classificar em primeiro ou segundo, não tem essa. Queremos fazer por partes. Lógico que queremos subir mais, brigar pelo primeiro e segundo (lugar), mas sabemos que é um caminho longo. A gente sabe que o nosso objetivo é classificar o Brasil para a Olimpíada. O Brasil estando classificado, a dupla que for vai estar muito bem representada pelo nosso país.
➡️ Campeã olímpica no vôlei de praia, Duda Lisboa faz pausa nas competições
➡️ Barrada por fortes ventos, torcida apoia de longe no Circuito Mundial
Relação com Arthur Lanci
Depois de competir na Rio 2016 com Pedro Solberg e em Tóquio 2020 com Bruno Schmidt, Evandro parece ter dado liga com um parceiro mais jovem. Foi com Arthur Lanci que ele alcançou seu melhor resultado em Olimpíadas, parando nas quartas de final em Paris 2024 para os suecos Ahman e Hellvig, que viriam a conquistar o ouro.
Juntos desde janeiro de 2023, o carioca e o paranaense apostaram na sequência da dupla com base, principalmente, no bom relacionamento que é mantido tanto dentro quanto fora das quadras. Evandro preza por um ambiente leve, em que há espaço para brincadeiras — marca registrada da dupla nos jogos —, mas sem deixar de cobrar hábitos saudáveis para manter o alto rendimento.
— Eu peguei tudo que eu já vivi nessa minha carreira toda, com meus outros parceiros. Aprendi muitas coisas boas e ruins também. Se eu estiver falando para você que é só coisa boa, estaria mentindo. Mas eu resolvi pôr no nosso time só as coisas mais leves. Você não me vê muito ali dentro de quadra cobrando o Arthur. Isso eu deixo mais pro nosso técnico, que hoje em dia pode sentar no banco. Eu cobro muito dele fora de quadra: hidratação, fisioterapia, essas coisas básicas assim. Fora isso, tento ser leve. A gente está sempre zoando um ao outro, brincando um com o outro, e isso faz as coisas fluírem mais.

Entre etapas dos circuitos Brasileiro e Mundial, Evandro e Arthur Lanci subiram ao pódio quatro vezes este ano. Eles conquistaram um ouro e duas pratas no torneio nacional, além de um bronze em Gstaad, na Suíça, na quinta etapa do Circuito Mundial.
Após o Elite do Rio de Janeiro, Evandro e Arthur ocupam o segundo lugar no ranking da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), atrás apenas de Holting Nilsson e Andersson, da Suécia.
🏐🏖️ Aposte nas duplas brasileiras do Circuito Mundial
18+ | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento | Conteúdo comercial | Aplicam-se termos e condições.

Vôlei
Carol e Rebecca são prata no Elite 16 de Copacabana
Há 17 horas
Vôlei
Veja como foi a derrota de Carol/Rebecca em Copacabana
Há 19 horas
Vôlei
Vice de novo? Seleção americana amarga a quarta prata na VNL
Há 21 horas
Vôlei
Com Cachopa e Darlan, veja os destaques individuais da VNL
Há 21 horas
Vôlei
Com Gabi e Nyeme de volta, Seleção fará cortes para o Sul-Americano
Há 23 horas
Vôlei
Polônia supera Estados Unidos no tie-break e é campeã da VNL
Há 1 diaMais LANCE!

Veja todos os lances da final da VNL entre Polônia e EUA

Rally espetacular marca EUA x Japão na VNL; veja vídeo

Polônia x EUA na final da VNL masculina: horário e onde assistir

Atlanta 30: Mireya relembra provocações às brasileiras: 'Não é exemplo'

VNL masculina 2026: algozes do Brasil estão na final

Carol/Rebecca e o sonho da medalha olímpica: 'O principal'

Atlanta 30 anos: a briga com Cuba e o bronze do vôlei. 'Xingavam a gente de p*tana'

Novata no vôlei de praia mira LA28 ao lado de campeã mundial: 'Novo mundo'

Campeã olímpica no vôlei de praia, Duda Lisboa faz pausa nas competições

Celeste Plak surpreende ao se aposentar do vôlei aos 30 anos

Barrada por fortes ventos, torcida apoia de longe no Circuito Mundial

Após vice na VNL, Seleção se reapresenta com foco no Sul-Americano
