Medina e Toledo caem na primeira rodada da WSL em Saquarema
Ao todo, cinco brasileiros foram eliminados e cinco se classificaram em casa

Os torcedores brasileiros que lotaram a Praia de Itaúna, em Saquarema, viram apenas uma "rápida" participação de Gabriel Medina e Filipe Toledo nesta sexta-feira (19). Com ondas de até 2 metros, a sexta etapa da World Surf League (WSL) começou perfeita. A boa maré, porém, não parece ter ajudado os campeões mundiais na primeira rodada.
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Enquanto havia sido necessários aguardar o dia certo para ir ao mar, nas etapas do início da temporada, a disputa no Brasil deu o ponta pé inicial já no primeiro dia da janela. O problema foi o aproveitamento da "Brazilian Storm" dentro de casa: foram apenas cinco vitórias entre os dez surfistas brasileiros.
Medina, Toledo e mais três foram eliminados
Segundo brasileiro na chave principal, na bateria 2, Weslley Dantas – atleta do Qualifying Series da WSL conquistou sua vaga após passar pela fase classificatória. O jovem surfista (11.60) não voltou a vencer e encerrou cedo sua trajetória em casa, ao ser derrotado pelo italiano Leonardo Fioravanti (12.27).
Três baterias depois, a torcida acompanhou mais um capítulo do tabu de Gabriel Medina em Saquarema. A atuação do tricampeão mundial chegou a render o bom somatório de 13.13, mas, por 40 décimos, foi o sul-africano Matthew McGillivray quem levou a melhor ao fim do cronômetro. Como resultado, Medina perde também a segunda colocação no ranking mundial.
O veterano Alejo Muniz foi o terceiro eliminado da Brazilian Storm. Na sequência, porém, a grande surpresa da etapa no Brasil: a derrota de Filipe Toledo já na rodada inicial. Atual campeão em Saquarema, o surfista (13.00) viu o sonho da quinta vitória no Rio de Janeiro cair para o australiano Callum Robson (14.93).
Uma disputa 100% verde-amarela fechou a primeira rodada. Miguel Pupo (12.97) confirmou o favoritismo contra o jovem Mateus Herdy (10.94) e avançou para as oitavas de final.
Ainda há esperança para título do Brasil
O Brasil segue vivo na luta pelo título da WSL em Saquarema. Em destaque, o atual líder mundial e dono da lycra amarela, Italo Ferreira, começou bem na etapa em casa. O brasileiro (14.33) desbancou o marroquino Ramzi Boukhiam (10.97) e avançou com tranquilidade.

Em busca de repetir o feito de 2025, quando conquistou seu primeiro título mundial, Yago Dora também brilhou na primeira rodada no Brasil. Neste caso, porém, a soma dos adversários ficou apertada: enquanto o brasileiro ficou com 13.83, o havaiano Eli Hanneman registrou 12.90.
Samuel Pupo (11.07) e João Chianca (14.84), o Chumbinho, dominaram o mexicano Alan Cleland (8.50) e o norte-americano Griffin Colapinto (7.17). Entre as "coincidências" entre os brasileiros, ambos seguem na mesma chave e terão pela frente, na próxima fase, um australiano.
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Premiação histórica da WSL
O VIVO Rio Pro 2026 terá a maior premiação individual de sua história. Além do alto valor recebido de premiação financeira, o vencedor da etapa em Saquarema receberá um veículo GWM Tank 300, avaliado em R$ 342 mil. A mesma quantia segue para os campeões das finais masculina e feminina.
O prêmio em dinheiro bate um total de US$ 80 mil (cerca de R$ 413 mil) pagos pela World Surf League (WSL) ao atleta que alcançar a maior pontuação combinada nas finais. Após somar o valor do carro, a recompensa total pode chegar a quase R$ 750 mil.
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