Como foi a estreia de Hulk pelo Fluminense?
Camisa 7 participou dos ataques, mas perdeu duas chances claras

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A estreia de Hulk pelo Fluminense não teve gol, mas teve participação direta na construção ofensiva, movimentação constante, tabelas, presença física e indícios do que o atacante pode oferecer ao time de Luis Zubeldía. O camisa 7 começou como referência no ataque na goleada por 6 a 1 sobre o Nova Iguaçu, nesta terça-feira (8), no Maracanã, em amistoso de intertemporada.
Hulk atuou como camisa 9, com Savarino e Kevin Serna pelos lados e Lucho Acosta por dentro. A escolha colocou John Kennedy, um dos destaques do Fluminense na temporada, no banco. O jovem entrou justamente no lugar do reforço e também marcou. Germán Cano, outro concorrente direto no setor ofensivo, fez o sexto gol da partida.
A estreia mostrou um cenário claro: Hulk chega para elevar o nível técnico e físico do ataque, mas também entra em um setor com disputa forte por espaço.
Participação sem bola e tabelas no ataque
Hulk não ficou preso entre os zagueiros. Mesmo escalado como referência, saiu bastante da área para tabelar, atrair marcação e abrir espaços para infiltrações. O atacante se entendeu principalmente com Lucho Acosta, que apareceu por dentro para acelerar as jogadas.
A melhor amostra veio no segundo gol do Fluminense. Serna, Hulk e Lucho triangularam pela esquerda. O argentino recebeu na linha de fundo e cruzou para Savarino bater e virar o jogo ainda no primeiro tempo.
Na etapa final, Hulk voltou a aparecer em jogada coletiva. Aos três minutos, Renê, o camisa 7 e Lucho Acosta trocaram passes de primeira pela esquerda. O meia argentino rolou para Savarino fazer o terceiro.
Foram lances que ajudaram a explicar o papel do reforço no desenho ofensivo de Zubeldía: não apenas finalizar, mas servir de apoio, fazer o pivô, acelerar tabelas e conectar os jogadores de frente.
Chances perdidas
A estreia também teve duas grandes oportunidades desperdiçadas. A primeira veio logo aos quatro minutos. Savarino enfiou belo passe, Hulk saiu cara a cara com o goleiro Mota e finalizou para fora. A bola passou perto da trave.
A segunda chance foi ainda mais clara. Aos 43 minutos, Savarino cruzou na medida, e Hulk apareceu livre dentro da área. O atacante bateu de primeira, mas mandou por cima.
No segundo tempo, Hulk também levou perigo em dois momentos. Aos cinco minutos, recebeu de Lucho dentro da área, evitou a saída pela linha de fundo e bateu sem ângulo para defesa de Mota. Aos 13, cobrou falta forte da entrada da área, no meio do gol, e obrigou o goleiro a defender em dois tempos.
Hulk fala sobre ansiedade pelo primeiro gol
Após a partida, Hulk admitiu a expectativa pelo primeiro gol, mas preferiu valorizar o coletivo. O atacante afirmou que ainda sente o "friozinho" antes de jogar e destacou o esforço para se manter competitivo.
— A gente vai ter sempre esse friozinho, porque a gente vive o futebol. Particularmente, eu amo jogar futebol. Independente da idade, eu procuro me cuidar muito para poder correr muito e ajudar muito a minha equipe, os meus companheiros. É claro que a gente fica nessa expectativa de já começar a fazer gol, mas o mais importante é sempre pensar no coletivo, é trabalhar forte para tornar o nosso coletivo cada vez mais forte, mais entrosado, porque o gol acaba vindo naturalmente — disse Hulk.
O atacante também comentou o tempo sem atuar antes da estreia. Hulk ficou cerca de três meses sem jogar, mas afirmou que manteve a preparação física durante as férias.
— Desde que eu cheguei aqui, acho que tem um mês e pouco. Eu já estava há quase três meses sem jogar. Mas deu para treinar bastante. Principalmente quando entrei de férias, procurei manter a condição física para chegar bem fisicamente e poder entrosar o mais rápido possível com os meus companheiros — afirmou.
Hulk ainda está em processo de adaptação ao modelo de Zubeldía, mas já viu sinais positivos no primeiro amistoso. O atacante destacou as jogadas coletivas criadas pelo time e projetou evolução nas próximas partidas.
— A gente vinha treinando bastante. Lógico que, quando se iniciam os treinos, é mais a parte física, até para recuperar o que a gente acaba perdendo nas férias. E a parte tática e técnica a gente vem aprimorando no dia a dia. Eu tenho certeza que, nos próximos jogos, a gente vai estar muito mais entrosado. A gente conseguiu fazer algumas jogadas coletivamente, que saíram até terminando com gol, então isso foi muito bom — declarou.
O reforço também afirmou que pode se adaptar a diferentes funções no ataque.
— Já são muitos anos jogando futebol, então a gente acaba se adaptando a algumas posições e entendendo como o nosso time joga. Claro que o Fluminense tem grandes jogadores, o que facilita muito o nosso jogo. Então, independente da posição que eu jogar ali na frente, acho que vou conseguir me encaixar em qualquer uma das posições, porque é um time que facilita muito o nosso jogo — completou.
Concorrência pesada no ataque
A estreia de Hulk também abriu um debate natural sobre a disputa no setor ofensivo. O atacante começou como centroavante, enquanto John Kennedy ficou no banco. O camisa 9 entrou no segundo tempo justamente na vaga de Hulk e marcou o quinto gol do Fluminense.
Cano também entrou bem e deixou o dele no fim. O argentino recebeu na área, limpou a marcação e bateu no canto para fechar a goleada. Ou seja: em uma mesma noite, Hulk estreou como 9, John Kennedy marcou e Cano também balançou a rede.
Zubeldía já havia falado sobre a quantidade de opções no setor. Para o treinador, a concorrência é positiva, principalmente pelo calendário apertado.
— São todos bons jogadores. A verdade é que o clube, em diferentes momentos do mercado, contratou jogadores em posições diferentes. E, como sempre disse, quando é difícil dominar o mercado, quando apareceu uma possibilidade ou surgiu uma necessidade urgente, as contratações foram feitas. No fim, isso é o mais importante — afirmou Zubeldía.
— Quando parecia que o Hulk não sairia do Atlético-MG, apareceu a possibilidade de contratá-lo. O Germán teve um processo com algumas lesões, mas hoje está bem. O John, que parecia que depois de janeiro, depois do jogo contra o Vasco, talvez não fosse continuar, de repente fez um grande semestre. As situações de cada jogador vão se acomodando sozinhas nesse sentido. Para mim, é uma grande novidade, uma grande notícia, ter alternativas. Isso é muito importante. Embora sejam muitos jogadores nessa posição, é fundamental ter opções, porque o calendário é apertado e vamos precisar estar à altura. Então, que seja bem-vindo — completou.

Próximo jogo do Fluminense
O Fluminense segue a programação de intertemporada e volta a campo no domingo (12), também no Maracanã, contra o Bahia, às 16h (de Brasília). Depois, o Tricolor retoma o calendário oficial contra o Red Bull Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro.

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