Artilheiros da Copa de 1962: Garrincha e Vavá, do Brasil

Relembre o brilho heroico de Garrincha e Vavá na Copa de 1962.

PorRedação Lance!São Paulo (SP)
09/07/2026 04:44
Garrincha - 1962
Garrincha e Vavá abraçados com a camisa do Brasil. A dupla assumiu o protagonismo absoluto após a lesão de Pelé e brilhou intensamente na Copa do Mundo de 1962, no Chile. Eles marcaram quatro gols cada e terminaram o torneio no topo da artilharia. (FIFA)
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A Copa do Mundo de 1962 no Chile foi marcada por um torneio físico e tático, com Brasil conquistando o bicampeonato.
Garrincha e Vavá foram os artilheiros, marcando 4 gols cada um.
O torneio teve um empate inédito entre seis jogadores na artilharia, todos com quatro gols.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A sétima edição da Copa do Mundo, disputada no Chile em 1962, ficou marcada na história como um dos torneios mais físicos e violentos de todos os tempos. Longe do espetáculo de gols da edição anterior na Suécia, as seleções apresentaram esquemas táticos muito mais cautelosos, priorizando defesas sólidas e a força bruta. Nesse cenário de batalhas campais e marcação implacável, o talento individual tornou-se a ferramenta de sobrevivência mais valiosa para quem desejava erguer a cobiçada taça Jules Rimet. O Lance! relembra os artilheiros da Copa de 1962: Garrincha e Vavá, do Brasil.

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A seleção brasileira desembarcou no país andino com o enorme peso do favoritismo, mantendo a espinha dorsal do elenco que havia encantado o planeta quatro anos antes. A confiança era imensa, mas um verdadeiro pesadelo tático e emocional abalou a equipe logo no segundo compromisso da fase de grupos. O insubstituível Pelé sofreu uma grave lesão muscular contra a Tchecoslováquia e, de forma precoce e dolorosa, deu adeus às chances de atuar no restante da competição.

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Artilheiros da Copa de 1962: Garrincha e Vavá, do Brasil

Sem a sua principal estrela e referência ofensiva, o Brasil precisou se reinventar rapidamente em meio ao andamento do torneio. O jovem Amarildo entrou brilhantemente na equipe para ocupar o espaço do camisa 10, mas a alma e a liderança do time foram assumidas por dois craques já consagrados. Um era a alegria do povo, um gênio indomável das pontas-direitas; o outro, um centroavante de força inquestionável, carinhosamente apelidado de "Peito de Aço" por sua bravura inabalável na grande área.

Esses dois ídolos chamaram para si a imensa responsabilidade de carregar o Brasil rumo ao bicampeonato mundial de forma heroica. O ponta-direita mudou o seu repertório clássico de apenas servir os companheiros, passando a centralizar mais as jogadas e a arriscar finalizações poderosas. O centroavante, por sua vez, manteve intacta a sua característica de ser incansável, brigando por todas as bolas e castigando as defesas adversárias nas horas mais cruciais e tensas dos jogos eliminatórios.

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O esforço monumental dessa dupla não apenas garantiu a segunda estrela na camisa do país, mas também colocou os dois brasileiros no topo do pódio como os grandes Artilheiros da Copa de 1962. Com quatro gols cada, Mané Garrincha e Vavá gravaram seus nomes na história de forma compartilhada. Diferente de outras edições, o prêmio máximo daquele ano precisou ser dividido em um raro empate sêxtuplo, unindo os brasileiros a outros quatro grandes atacantes do futebol mundial.

O raro e histórico empate na artilharia do torneio

Para entender a artilharia daquele Mundial, é fundamental considerar a retranca generalizada e o alto índice de faltas que reduziram drasticamente a média de gols do campeonato. Sem um goleador disparado, ocorreu um incrível empate histórico entre seis jogadores no topo da tabela, todos com quatro bolas na rede.

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Além do protagonismo de Garrincha e Vavá, a seleta lista de co-artilheiros contou com a estrela de Leonel Sánchez, o ágil ponta-esquerda que foi a alma da anfitriã seleção do Chile; o brilhante atacante Flórián Albert, que manteve vivo o talento da Hungria; o letal e oportunista Valentin Ivanov, grande nome da poderosa União Soviética (URSS); e o talentoso centroavante Dražan Jerković, que brilhou conduzindo o ataque da Iugoslávia. Na época, a FIFA ainda não utilizava critérios de desempate (como número de assistências ou menos minutos em campo), coroando de forma justa os seis atletas.

A genialidade artilheira de Mané Garrincha

Após passar em branco na tensa fase de grupos, o gênio das pernas tortas decidiu se transformar em um finalizador letal no mata-mata. Nas quartas de final, diante de uma Inglaterra extremamente recuada e forte fisicamente, Garrincha foi o dono absoluto do jogo. Ele abriu o placar de cabeça após cobrança de escanteio e, no segundo tempo, acertou um chute espetacular de fora da área para garantir a vitória por 3 a 1.

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O show do "Anjo de Pernas Tortas" continuou na semifinal contra os anfitriões do Chile. Em um Estádio Nacional lotado e pulsante, Garrincha frustrou os sonhos chilenos anotando mais dois gols. Ele abriu a contagem com um impressionante chute de pé esquerdo no ângulo e ampliou novamente de cabeça, provando que era muito mais do que um mero driblador em direção à linha de fundo.

Vavá e o faro de gol nos momentos decisivos

Se Garrincha desmontava as defesas, Vavá era a garantia de que a bola iria cruzar a linha de gol na hora certa. O "Peito de Aço" também começou seu show particular no mata-mata. Nas quartas de final, ele foi o responsável por marcar o terceiro gol brasileiro que sacramentou a vitória por 3 a 1 sobre a dura seleção da Inglaterra, aproveitando um rebote do goleiro adversário após chute de Garrincha.

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Na semifinal contra o Chile, Vavá calou o estádio ao anotar o terceiro e o quarto gol do Brasil na emocionante vitória por 4 a 2, coroando uma atuação de extrema inteligência de posicionamento. Para fechar a sua campanha histórica de forma dourada, ele deixou sua marca na grande decisão contra a Tchecoslováquia. Aproveitando uma falha do goleiro Schrojf, Vavá empurrou para o fundo das redes e fechou o placar em 3 a 1. Com esse tento, o craque brasileiro se tornou o primeiro jogador da história a marcar gols em duas finais seguidas de Copa do Mundo (1958 e 1962).

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