Altos valores e negócio com a Red Bull: as dificuldades da Alemanha para contratar Klopp
Operação para a troca de treinadores deve custar altos valores para a federação alemã, que quer forçar a saída de Nagelsmann

A eliminação para o Paraguai, logo no primeiro jogo do mata-mata da Copa do Mundo, está custando caro para a Alemanha. Não só pela interrupção em projeto visto como promissor até então, mas pelos altos valores envolvidos na rescisão de contrato do técnico Julian Nagelsmann. A tendência é que o treinador deixe o comando da seleção nos próximos dias e um novo alvo já foi definido.
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Segundo publicações de jornais alemães, a Federação Alemã de Futebol, a DFB, definiu Jurgen Klopp como o favorito para assumir o cargo de Nagelsmann. O ex-treinador do Borussia Dortmund e, mais recentemente, do Liverpool, onde foi campeão da Champions League, tem a aprovação interna da entidade e da maioria dos torcedores alemães, que se mostraram a favor de uma mudança no comando técnico da seleção. Atualmente, atua como executivo global de futebol da Red Bull.
O jornal Bild afirmou que o presidente da federação alemã, Bernd Neuendorf, se reuniu com Nagelsmann nesta quinta-feira (21) em uma reunião de quase três horas na sede da DFB. O objetivo do encontro era expressar o descontentamento com o desempenho do atual técnico e, segundo a publicação do veículo, o dirigente aconselhou que o treinador pedisse renúncia do cargo.
No dia seguinte à eliminação para o Paraguai na Copa, a imprensa do país noticiou que Nagelsmann não pretendia deixar o comando da seleção e gostaria de continuar no cargo, mesmo sob forte pressão dos torcedores e, posteriormente, dos executivos da DFB. Entretanto, o surgimento do nome de Jurgen Klopp como possibilidade de assumir a Alemanha se torna um fator determinante para facilitar a troca de treinadores.
A demissão de Nagelsmann obriga a DFB a desembolsar uma multa que gira em torno de 7 milhões de euros, pouco mais de R$ 40 milhões, valor que corresponde a um ano de salário pago pela federação ao treinador. O atual vínculo vai até o fim da temporada 2027/28, justamente após a próxima edição da Eurocopa.
O cenário para contratar Jurgen Klopp
Entretanto, além do valor de multa que seria desembolsado pela DFB para demitir Nagelsmann, a federação precisará investir altos valores para contratar Jurgen Klopp, que atualmente recebe um salário da Red Bull maior do que é pago ao atual treinador da Alemanha. Segundo o jornal alemão Kicker, o treinador, ex-Dortmund e Liverpool, recebe da marca de energético cerca de 10 milhões de euros por ano, quase R$ 60 milhões.
Ainda de acordo com o Kicker, não está prevista no contrato de Klopp com a Red Bull uma multa rescisória, o que obriga a DFB a negociar com o treinador e com a própria multinacional para definir um valor de rescisão a ser pago. O jornal pondera, entretanto, que pode haver um "acordo de cavalheiros" entre Jurgen e Oliver Mintzlaff, CEO de Projetos Corporativos e Novos Investimentos da Red Bull, para facilitar sua saída para assumir a Alemanha.
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Mas a operação não é tão simples assim. Não só por ainda não haver clareza em como funcionaria a negociação para tirar Klopp da Red Bull, mas também para reestruturar o cargo deixado por ele na empresa austríaca.
A sua chegada como executivo global de futebol fez a empresa investir na contratação de outros profissionais para incorporar sua equipe. Zsolt Low, técnico húngaro que já trabalhou como auxiliar técnico de Thomas Tuchel no PSG, Chelsea e Bayern de Munique, e Peter Krawietz, auxiliar do próprio Klopp no Liverpool, são alguns exemplos dessas contratações.
A possibilidade de troca de Nagelsmann por Klopp ainda deve se arrastar pelas próximas semanas. Os veículos alemães consideram que o cenário para um anúncio breve é difícil. Há ainda a possibilidade de oficializar a demissão do atual treinador e deixar a vaga "em aberto" enquanto as negociações com Klopp avançam nos bastidores.
Se confirmada, essa será a terceira troca seguida de treinador da Alemanha após Copas do Mundo. Em 2018, com a queda na fase de grupos, o então campeão do Mundo, Joachim Low, pediu demissão do cargo. O mesmo aconteceu com Hansi Flick, atual treinador do Barcelona, que pediu para deixar a seleção após também cair na fase de grupos em 2022.


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