Do gramado à gestão esportiva, Formiga completa 48 anos com uma vida dedicada ao futebol feminino
Eterna camisa 8 comemora aniversário nesta terça-feira (3)

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Cada modalidade carrega seus nomes eternos. No futebol feminino, Formiga é unanimidade. Referência da Seleção Brasileira, com trajetória construída em clubes de peso no Brasil e no exterior, a ex-volante inicia um novo capítulo fora das quatro linhas: ela assumiu a Diretoria de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino no Ministério do Esporte, ampliando a influência que sempre teve dentro de campo para a esfera institucional do esporte.
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Se dentro de campo ela foi resistência e excelência por quase três décadas, fora dele o discurso segue firme. A ex-volante deixou os gramados em 2022, sem uma despedida oficial, aos 44 anos, com números que dispensam adjetivos: 368 jogos, 42 gols, três ouros em Jogos Pan-Americanos, cinco títulos de Copa América e o feito histórico de disputar sete Copas do Mundo e sete Olimpíadas, algo único no futebol mundial.
Nesta terça-feira (3), a ex-camisa 8 celebra o aniversário de 48 anos. Desde janeiro, ela comanda o cargo estratégico para a execução de políticas públicas voltadas à Copa do Mundo Feminina no Brasil.
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Formiga no Ministério do Esporte
Nomeada oficialmente no último dia 20, Formiga assume a missão de transformar experiência em política pública. O posto era ocupado por Mariléia dos Santos, a "Michael Jackson".
Desde que pendurou as chuteiras, Formiga mergulhou na gestão. Foi secretária-adjunta de Esportes e Juventude de Cotia (SP), participou de projetos de base e ampliou a formação internacional ao integrar, em novembro de 2025, o Programa de Iniciativas Sociais da FIFA, em Paris. A iniciativa reuniu 14 atletas de diferentes países para desenvolver projetos de impacto social ligados ao futebol.
Seleção Brasileira
A postura firme da eterna capitã também aparece quando fala com as novas gerações. Em entrevista ao Lance!, aconselhou jovens talentos da Seleção a não se acomodarem. "Não pode achar que o que está vivendo é suficiente", alertou. A mentalidade é a mesma que a sustentou por 27 anos vestindo a amarelinha.
Essas meninas hoje estão pegando a vaca com uma carninha (risos), mas elas não podem se acomodar. Uma zona de conforto no momentos que estão não é legal, é sair do sofá, se cuidar, melhorando, não pode achar com o que está achando é o suficiente.
➡️ Formiga aconselha jovens talentos da Seleção: 'Não se acomodar'

Defesa do futebol feminino
Ela também nunca escondeu o desejo de seguir contribuindo tecnicamente com a Seleção. Já declarou que aceitaria um convite para integrar a comissão técnica de Arthur Elias, desde que fosse para exercer um papel efetivo, não simbólico.
Com certeza eu iria pensar com muito carinho (em um convite para colaborar na Seleção). Todos conhecem e sabem meu desejo em relação ao futebol feminino, eu quero que o futebol feminino chegue mais longe, não só com respeito, mas que consigamos ter títulos e nossa igualdade salarial.
Mais recente, se posicionou de forma crítica ao protagonismo de homens durante lançamento da marca da Copa do Mundo Feminina de 2027, realizado em 25 de janeiro, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
A gente de certa forma aplaude, acho que muitos fizeram pelo futebol e se tornaram referência, né. Ali tem atletas que foram minha referência, porque quando comecei não tinham meninas, total respeito, mas estamos falando de Copa do Mundo Feminina, o foco seria Copa do Mundo Feminina. Não estou dizendo que foi errado homenagear eles, quando estão vivos tem que fazer mesmo, mas ali tinha meninas que fizeram muito pelo futebol feminino, mundialmente falando, não só no Brasil. E que merecem todo reconhecimento. Eu pretendo, com toda sinceridade, conversar com a Jill, para que a gente possa em um outro momento ter esse encontro, e trazer essas pioneiras, para que elas possam ser homenageadas, que são merecedoras disso, e as pessoas também não criem climas ruim, porque estamos em véspera de Copa do Mundo masculina, véspera de Copa do Mundo Feminina, mas eu respeito, vamos procurar entender o que foi realmente ali. Mas que tenham respeito por nós, eu acho que poderíamos fazer a mesma homenagem, todo mundo junto, porque somos brasileiros e atletas que muito fizemos pelo nosso país.
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