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Fabi Guedes leva experiência na Seleção ao Atlético-MG e exalta evolução das Vingadoras na temporada

Treinadora está em sua segunda temporada no clube e foi convocada por Arthur Elias como auxiliar na última Data Fifa

PorGiselly Correa BarataSão Paulo (SP)
06/08/2026 13:24
Fabi Guedes é treinadora do Atlético Mineiro desde 2025
Fabi Guedes é treinadora do Atlético Mineiro desde 2025. (Foto:Léo Pedrosa / Atlético/Divulgação)

Há pouco mais de um ano, Fabi Guedes assumiu o principal desafio da carreira. Depois de anos como auxiliar técnica, a ex-atacante passou a comandar o Atlético-MG em um momento importante para o futebol feminino do clube.

Após conquistar o acesso à Série A1 em 2025, as Vingadoras chegaram ao Brasileirão com um objetivo claro: permanecer entre as principais equipes do país. Paralelamente, estabeleceram outra meta interna: avançar na Copa do Brasil.

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Agora, o Atlético chega às últimas rodadas da primeira fase do Brasileirão brigando pela permanência e, ao mesmo tempo, alcançou as quartas de final da Copa do Brasil, superando a campanha do ano passado, e enfrentará o Internacional. Para Fabiana, a classificação conquistada diante da torcida, na partida contra o Atlético Piauiense, reforça a identidade que o clube tenta construir.

— O fator casa tem favorecido bastante a gente desde a campanha da Série A2. Jogar em casa sempre foi muito bom para nós. Estamos construindo essa identidade de jogar na Arena, de trazer a torcida mais próxima. Todo projeto que está se reformulando precisa de vitórias. Foi muito importante dar mais um passo na Copa do Brasil, que era um dos objetivos do clube — disse, em entrevista exclusiva ao Lance!.

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Elenco curto, planejamento maior

Diferentemente da temporada passada, quando o foco era conquistar o acesso, o Atlético teve mais tempo para planejar 2026. A pausa durante o calendário permitiu recuperar atletas lesionadas e aprimorar o modelo de jogo das Vingadoras.

Segundo a treinadora, esse período foi determinante para fortalecer um grupo que ainda trabalha com um número reduzido de jogadoras.

— Nosso elenco é bem curto. A parada fez muito bem para nós porque tivemos o retorno de atletas lesionadas. Conseguimos reforçar com jovens promissoras que estão fazendo um bom campeonato e cumprindo os objetivos que traçamos."

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Fabiana vê evolução em relação ao cenário encontrado na temporada anterior. Para ela, o Brasileirão nunca foi tão equilibrado.

— Esse ano o campeonato está muito mais competitivo. Quanto mais os clubes investem, melhor fica a qualidade do jogo. A responsabilidade como treinadora também muda completamente. Você está ligada diretamente aos resultados e às decisões.

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O aprendizado com Arthur Elias

Antes de assumir o Atlético, Fabiana acumulou experiências como auxiliar técnica no Santos e, recentemente, viveu um dos momentos mais marcantes da carreira ao integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira comandada por Artur Elias.

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Ela descreve o convite como um reconhecimento de toda a trajetória construída no futebol feminino.

— Sempre fui admiradora do trabalho do Arthur. Quando ele me convidou, era justamente no dia do meu aniversário. Foi uma emoção muito grande. Tenho certeza de que estamos em boas mãos e que essa comissão fará uma excelente Copa do Mundo.

Apesar da experiência na Seleção e do desejo de voltar à Amarelinha como auxiliar, o foco permanece em Belo Horizonte.Com contrato até dezembro, a treinadora afirma que toda a energia está direcionada ao crescimento das Vingadoras.

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Fabi Guedes foi auxiliar da Seleção Feminina nos amistosos contra os Estados Unidos, em junho deste ano
Fabi Guedes foi auxiliar da Seleção Feminina nos amistosos contra os Estados Unidos, em junho deste ano. (Taciana Santana / Atlético-MG)

A busca para quebrar a hegemonia estadual

O próximo grande objetivo do Atlético passa pelo Campeonato Mineiro. Sem conquistar o estadual desde 2022, o clube tenta encerrar a sequência de títulos do Cruzeiro. Fabiana admite que o retrospecto incomoda, mas pede paciência com um projeto que ainda está em construção.

— Claro que incomoda. Mas reformulamos o projeto e estamos colocando o time no lugar onde ele tem que estar. O objetivo é chegar à final do Mineiro e, passo a passo, voltar a disputar títulos.

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Um time que assume riscos

Ex-atacante, Fabiana leva para a área técnica características que marcaram sua carreira como jogadora. Sua equipe procura atacar constantemente, mesmo sabendo que isso aumenta a exposição defensiva.

— Meu time é agressivo, joga para frente e corre riscos. Eu não posso jogar para empatar. Preciso jogar para ganhar. Para vencer, você tem que se expor. Faz parte do DNA do Atlético acreditar até o último minuto.

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Essa filosofia também explica a aposta na atacante Pimenta, principal destaque ofensivo do Galo na temporada. Com nove gols em 16 partidas, a atacante recebeu elogios da treinadora.

— Ela vive de gol. É uma atleta muito dedicada, sabe atacar o espaço, finalizar e ainda tem muito para evoluir. Digo que foi um casamento perfeito com o Atlético.

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Grupo reunido após Atlético-MG e Atlético-PI pela Copa do Brasil. Vingadoras garantiram vaga na Copa do Brasil.
Grupo reunido após Atlético-MG e Atlético-PI pela Copa do Brasil. Vingadoras garantiram vaga na Copa do Brasil. (Foto: Taciana Santana / Atlético)

A torcida como peça fundamental

Se dentro de campo o Atlético busca evolução técnica, fora dele o clube tenta fortalecer a conexão com a torcida.Para Fabiana, esse vínculo passa por bons resultados.

— Para construir essa relação entre clube e torcida no feminino, a gente precisa vencer. Quando começa a vencer e convencer, o torcedor aparece. A torcida do Atlético é apaixonada. Nunca vi nada igual. Quanto mais a gente conquista resultados em casa, mais cria identidade com o público.

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Natural de Taboão da Serra (SP), Fabiana diz já se sentir em casa em Belo Horizonte e vê o crescimento do futebol feminino como um processo contínuo. Há 26 anos ligada à modalidade, ela encerra a conversa reforçando que a evolução depende da união entre clubes, profissionais, imprensa e torcida.

— O futebol feminino é uma causa na qual estou há 26 anos. Ainda temos muito para conquistar, mas precisamos seguir trabalhando para que a modalidade esteja cada vez mais em evidência.

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