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CBF prepara terreno para o Mundial de Clubes e aposta na Copa do Mundo feminina

Dirigente da entidade participou de um dos painéis da Confut Sudamericana no Rio

PorLucas Bayer•Rio de Janeiro (RJ)
08/09/2026 19:16
•Atualizado em 09/09/2026 17:08
Dirigente da CBF na Confut
Dirigente da CBF na Confut Sudamericana (Foto: Lucas Bayer/Lance!)

A CBF trabalha para levar o Mundial de Clubes de 2029 para o Brasil e vê a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no país, como um importante teste para demonstrar a capacidade brasileira de receber grandes eventos esportivos, após o país já ter sediado uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. A estratégia foi revelada por Bruno Costa, diretor de relações internacionais da entidade, durante a Confut Sudamericana, evento que reúne nesta semana centenas de nomes ligados ao futebol sul-americano.

— Estamos trabalhando para trazer o Mundial de Clubes de 2029 para o Brasil. A Copa do Mundo feminina será um grande teste para o Mundial de Clubes de 2029 — afirmou o dirigente.

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Segundo Bruno, a Copa do Mundo Feminina será uma oportunidade para o país mostrar que está preparado para sediar competições de grande porte. O torneio será disputado no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 e terá, pela primeira vez, o país como sede do principal evento do futebol feminino mundial.

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Copa do Mundo Feminina é prioridade para a CBF

A preparação para o Mundial de 2027 está no centro do planejamento da CBF para o próximo ciclo. A entidade trabalha em ações para ampliar a estrutura e o desenvolvimento do futebol feminino no país.

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A realização do torneio também é vista como uma oportunidade para aproximar o futebol brasileiro de mercados internacionais. Nesse cenário, os Estados Unidos ganharam importância estratégica dentro do planejamento da confederação.

É dentro dessa estratégia que entra o escritório da CBF em Miami, criado para aproximar a entidade dos mercados globais e ampliar a interlocução com parceiros internacionais. O espaço é comandado por Bruno Costa e funciona como o primeiro escritório internacional da confederação.

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— Estamos trabalhando muito no futebol feminino, usando também nosso scout nos Estados Unidos. Tudo isso faz parte da estratégia de expansão — explicou.

A entidade também trabalha para ampliar sua presença no mercado americano por meio de projetos envolvendo escolas e camps. De acordo com Bruno, há ainda iniciativas relacionadas ao projeto de Legends, com participação do ex-jogador Edmilson.

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Miami como ponto estratégico

A escolha de Miami também está relacionada ao posicionamento estratégico da CBF nos Estados Unidos. O escritório fica próximo ao da FIFA, o que facilita a interlocução da entidade com representantes do futebol internacional.

— A CBF vê isso como uma embaixada do futebol brasileiro — afirmou Bruno.

Para o diretor, a presença física em Miami permite ampliar a atuação da entidade em mercados considerados estratégicos e buscar novas oportunidades comerciais para o futebol brasileiro.

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O dirigente também citou o tamanho da economia da Flórida como um dos fatores que justificam a escolha da cidade.

— Com um ponto físico, trouxemos vários negócios — disse.

CBF quer aproximar futebol brasileiro de novos mercados

A internacionalização, porém, não se limita à busca por negócios. A entidade também pretende utilizar sua presença internacional para aproximar o futebol brasileiro de novos públicos e oportunidades de formação.

— Precisamos democratizar o futebol brasileiro. Não sabemos onde nascerá o novo Ronaldinho, a nova Marta. A CBF busca encurtar as distâncias — afirmou.

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Dentro dessa proposta, estão projetos relacionados à formação de jovens jogadores e à expansão da CBF School. A ideia é utilizar ex-jogadores do futebol brasileiro em iniciativas de desenvolvimento.

Segundo Bruno, dois projetos já estão em discussão e uma reunião está prevista para esta semana. A intenção é dar início a um projeto-piloto em 2026 e, posteriormente, transformar a iniciativa em um trabalho contínuo.

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A estratégia também está relacionada à responsabilidade social da entidade. Para o dirigente, CBF e clubes têm papel importante na ampliação do acesso ao futebol e na transmissão dessas oportunidades para diferentes regiões.

— A CBF tem uma responsabilidade social, assim como os clubes. Precisamos passar a mensagem da melhor forma possível.

No cenário internacional, a aposta é de que o trabalho iniciado agora produza resultados ao longo dos próximos anos. Para Bruno, a presença da CBF em diferentes mercados faz parte de uma construção de longo prazo.

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— A semente que plantamos agora será colhida a longo prazo — concluiu.

Copa do Mundo Feminina de 2027 terá ações de meio ambiente, economia e direitos humanos. (Fifa/Divulgação)
Copa do Mundo Feminina de 2027 terá ações de meio ambiente, economia e direitos humanos (Foto: Fifa/Divulgação)

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