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Corinthians alcança semi do Brasileirão Feminino em meio a atrasos salariais

As Brabas garantiram, nesta segunda-feira (7), a classificação para a semifinal da competição; elenco e comissão técnica comentaram sobre os atrasos salariais

PorVinícius Espirito Santo SpadaSão Paulo (SP)
08/09/2026 14:18

Supervisionado porAndré Carbone,
Thaís Ferreira, jogadora do Corinthians, comemorando seu gol durante a vitória contra o Cruzeiro, por 3 a 1
Thaís Ferreira, jogadora do Corinthians, comemorando seu gol durante a vitória contra o Cruzeiro, por 3 a 1 - (Foto: RENATO PADALKA/EKOBANPRESS/FOLHAPRESS).

O Corinthians venceu o Cruzeiro por 3 a 1 nesta segunda-feira (7) e garantiu, pela décima vez consecutiva, vaga na semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino. Na próxima fase, as Brabas enfrentarão o Bahia, com a vantagem de decidir o confronto em casa. A CBF ainda definirá as datas e os horários das partidas. Porém, além do sucesso dentro das quatro linhas, o Timão convive com turbulências nos bastidores devido a problemas financeiros.

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Após a vitória sobre a equipe mineira, a técnica Emilly Lima e as atletas celebraram a classificação, mas não deixaram de abordar os problemas extracampo, marcados por um atraso salarial que chegou a quase três meses.

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A atacante Belén Aquino, de 24 anos, detalhou o impacto da falta de pagamentos e revelou que uma conversa com a diretoria, realizada no dia 25 de agosto, foi fundamental para tentar dar tranquilidade ao elenco.

— Foi uma situação em que a gente se sentia incomodada e pensava que estava vivendo essa situação. Obviamente, a dificuldade do clube, em geral, faz com que isso aconteça. A gente sabia que isso ia acontecer, mas não daquele jeito que se atrasou há quase três meses. Então, depois daquilo (da conversa com a diretoria), a gente melhorou muito, não porque a gente não quisesse, mas porque isso também pesa, porque muitas sustentam as suas famílias — declarou a atleta após a partida.

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Belén também destacou o desgaste gerado pela incerteza financeira, mas exaltou o compromisso do grupo com a camisa Alvinegra para a reta final do Brasileirão.

— Então, quando você está preocupado por esse tipo de coisas (com atrasos no salário), você começa a se preocupar muito mais. Isso leva a um desgaste de energia maior, mas o que você tem que fazer é cumprir a sua obrigação de ser jogadora, de ir treinar para ser melhor. O clube tem uma história, e a gente sabe que a gente cresceu muito ali, mas era levar isso também dentro do campo, porque a história pode estar escrita, mas cada capítulo é distinto — completou a atacante.

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Belen Aquino, durante a partida entre Corinthians e Cruzeiro
Belen Aquino, durante a partida entre Corinthians e Cruzeiro - (Foto: Alex Miranda/AtoPress/Folhapress)

Valor segue em aberto com o elenco

Tanto a técnica Emilly Lima quanto a atacante Belén Aquino confirmaram que o pagamento da segunda parcela dos valores em atraso não foi efetuado no prazo estipulado. Segundo os relatos da treinadora e da jogadora, a diretoria justificou o adiamento e apresentou a previsão de quitar o débito até o fim desta semana.

— Esse segundo prazo não foi cumprido, foi justificado para elas. A gente sabe e vamos aguardar esta semana. Esta semana vai ser crucial para isso ser resolvido. A gente tem um jogo importantíssimo fora de casa contra o Bahia, e eles lá (referindo-se à diretoria) sabem disso — declarou a treinadora após a partida contra o Corinthians.

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Belén Aquino reiterou que o elenco foi informado sobre questões operacionais relacionadas a feriados no país para o atraso do repasse. A atleta ressaltou que o grupo busca manter o foco exclusivamente no desempenho esportivo, sem deixar que as pendências extracampo afetem a rotina de treinos.

— Bom, a segunda parcela desse atraso ainda não foi paga por uma questão que nos chegou do feriado em geral que há no Brasil. A gente trata de não se envolver muito porque gera desgaste, isso é a verdade. Obviamente, como falei, é uma situação complicada do clube, em que às vezes a gente não tem nada o que fazer. No momento de fazer, a gente vai e faz, porque o temos feito (...) Bom, a gente se foca no nosso trabalho diário e, como falei, quando as coisas chegam a um limite, a gente vai e faz o que tem que fazer. Agora é esperar ver o que acontece e, a partir dali, ver o que fazemos — explicou a atacante.

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Os bastidores das cobranças

Cerca de 16 jogadoras e a comissão técnica se reuniram com o presidente Osmar Stebile, no Parque São Jorge, no dia 25 de agosto. O grupo tratou a reunião como um passo fundamental para cobrar os salários e bônus atrasados, além de pedir melhorias na estrutura do departamento feminino.

O primeiro pagamento foi realizado no dia 28 de agosto, mas a segunda parte, prevista para ser paga até a última sexta-feira (4), não ocorreu. A expectativa é que seja realizada até o fim desta semana.

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