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PVC detona nota do Flamengo sobre o VAR: 'Não é sobre'

Jornalista analisou atuação do VAR no Brasileirão durante jogos do Palmeiras

PorGabriel de Britto SilvaSão Paulo (SP)
04/08/2026 09:31

Supervisionado porLeonardo Damico,
Especialista em futebol faz crítica a nota de clube carioca (Foto: Fillipe Alves/Ag. F8/Folhapress)
Especialista em futebol faz crítica a nota de clube carioca (Foto: Fillipe Alves/Ag. F8/Folhapress)

No último sábado, o Flamengo emitiu um comunicado oficial criticando diretamente a atuação do VAR no futebol brasileiro e indicou que o Palmeiras tem sido beneficiado pelas decisões da ferramenta de arbitragem. Durante um programa esportivo, Paulo Vinícius Coelho, o PVC, expôs sua opinião sobre a nota divulgada pelo clube carioca.

O conteúdo da nota rubro-negra cita números divulgados pelo portal de notícias ge sobre participações do VAR e decisões em campo alteradas a favor do clube paulista. Para o especialista em futebol, esses dados não comprovam benefício para qualquer time e indicam que podem prejudicar o andamento do Brasileirão.

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PVC dispara crítica a nota do Flamengo sobre atuação do VAR no Brasileirão (Foto: Reprodução/SporTV)
PVC dispara crítica a nota do Flamengo sobre atuação do VAR no Brasileirão (Foto: Reprodução/SporTV)

Opinião de PVC sobre nota do Flamengo que menciona Palmeiras

O comentarista de futebol afirmou que não há comprovação de benefício ou prejuízo para o lado alviverde e declarou que o objetivo do VAR é sempre o mesmo:

- Esse raciocínio é leviano. Você não pode pegar a estatística do VAR e dizer que o Palmeiras é o clube mais beneficiado. Porque, quando o VAR corrige uma decisão do árbitro, em tese, é para corrigir um prejuízo, não para provocar um benefício. O GE faz a questão de dizer no texto: aqui não se está dizendo sobre benefício ou prejuízo - afirma PVC.

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Completando sua fala, o jornalista declarou que essa atitude do Flamengo pode ser prejudicial para o Campeonato Brasileiro e que afasta os torcedores, apontando um comportamento negativo por parte da equipe carioca:

- O que o estão dizendo, sem querer dizer isso, é que "patrocinadores não venham para este campeonato que está sob suspeita; torcedores não comprem ingresso para este campeonato que está sob suspeita; torcedores não liguem a TV para assistir a este campeonato que está sob suspeita". O que o Flamengo está fazendo é afastando o público! - finaliza o comentarista.

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Confira a nota do Rubro-Negro na íntegra

Após o retorno da Copa do Mundo, o debate sobre arbitragem voltou a ocupar o centro do futebol brasileiro. E isso não acontece por acaso.

Nos últimos anos, consolidou-se entre torcedores, profissionais do futebol e parte significativa da opinião pública a percepção de que um determinado clube vem sendo reiteradamente beneficiado por decisões de arbitragem. Essa percepção não nasce apenas da rivalidade esportiva. Também encontra respaldo em números.

Levantamento do Espião Estatístico, do ge, mostra que, desde a implantação do ranking do VAR, em 2020, até o Campeonato Brasileiro de 2026, o Palmeiras acumula o maior número de decisões alteradas a seu favor (65), o menor número de decisões contrárias entre os principais clubes do país (47) e o maior saldo positivo do futebol brasileiro (+18). Também lidera o número total de intervenções do VAR.

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Os números desta edição do Brasileirão seguem na mesma direção. O Palmeiras é a 5ª equipe que mais precisa cometer faltas para receber um cartão amarelo (6,72 faltas por advertência), enquanto seus adversários figuram entre os que mais recebem cartões amarelos e vermelhos ao enfrentá-lo.

Nenhum dado, isoladamente, comprova favorecimento. Mas estatísticas acumuladas ao longo de sete temporadas ajudam a explicar por que esse debate não acaba e segue sendo pauta de todos os envolvidos com o futebol.

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Também merece reflexão o comportamento adotado dentro e fora de campo. Tornou-se frequente assistir a jogadores e comissões técnicas cercando árbitros, reclamando de forma ostensiva e se colocando na condição de vítimas mesmo após faltas evidentes ou até mesmo um simples lateral. Uma ação estudada e coordenada.

É importante reconhecer os investimentos realizados pela CBF e os avanços promovidos pela Comissão de Arbitragem, com treinamentos, divulgação dos áudios do VAR e implementação de novas tecnologias. No entanto, não são elas que executam as regras que, eventualmente, acabam decidindo jogos.

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Na partida entre Vitória e Palmeiras, por exemplo, as decisões foram tomadas por Alex Gomes Stefano, em campo, e Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, no VAR.

São os árbitros que interpretam os lances, aplicam as regras e tomam decisões capazes de alterar tabelas, influenciar disputas por títulos, vagas e rebaixamentos. Por isso, também precisam ser responsabilizados quando cometem erros graves, quando são passivos em relação à pressão até mesmo em cobranças de lateral, e quando não coíbem o mau comportamento sistemático, como determinam as regras. A Copa do Mundo, recentemente, mostrou o caminho; árbitros e atletas que lá estiveram, muitos deles jogando no Brasil, lá, atuaram de acordo com a regra do "jogo limpo", e deveriam fazer o mesmo aqui.

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O futebol brasileiro precisa voltar a discutir mais o jogo do que a arbitragem. Isso só será possível quando os árbitros adotarem critérios claros e deixarem de premiar equipes que utilizem a pressão durante todo o jogo como estratégia. As regras devem ser cumpridas, por todos, inclusive pelos árbitros.

O futebol é paixão e um grande negócio. Por isso, precisa de confiabilidade por quem é incumbido de cumprir as regras do jogo.

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