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Jornalistas analisam Raphinha na Seleção: 'Precisa se benzer'

Seleção Brasileira venceu da Austrália pelo placar de 4 a 2

PorGabriel de Britto Silva•São Paulo (SP)
29/09/2026 11:06

Supervisionado porNathalia Gomes,
Baixo retorno de Raphinha pela Seleção vira assunto após vitória (Foto: Patrick HAMILTON / AFP)
Baixo retorno de Raphinha pela Seleção vira assunto após vitória (Foto: Patrick HAMILTON / AFP)

A Seleção Brasileira conquistou sua primeira vitória no ciclo pós-Copa do Mundo. A Austrália foi derrotada pelo placar de 4 a 2, nesta terça-feira (29), em jogo válido pelo segundo amistoso disputado pela Amarelinha. O desempenho abaixo de Raphinha chamou a atenção dos jornalistas Juca Kfouri e Mauro Cezar durante o programa Posse de Bola, do UOL.

Vanderson abriu o marcador logo no início, enquanto Raphinha, Bruno Guimarães e Vini Jr completaram o 4 a 2 para o Brasil em partida com duas viradas, disputada em Brisbane.

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Desempenho abaixo de Raphinha pela Seleção tem motivo?

Ao analisar a atuação do atacante, Juca Kfouri comparou o comportamento de Raphinha pela Seleção com o desempenho apresentado pelo jogador no Barcelona. O jornalista destacou que o brasileiro teve oportunidades logo após o gol de Vanderson, que abriu o placar para o Brasil aos dois minutos, mas parou no goleiro australiano:

- Veja, o Brasil faz o primeiro gol com dois minutos, no ataque seguinte, ele teve duas chances para fazer o 2 a 0. Nas duas vezes parou no goleiro e depois não voltou para o segundo tempo machucado. Realmente ele precisa se benzer quando o assunto é a Seleção Brasileira. Muito longe, até na fisionomia dele, na aparência física dele, do que mostra pelo Barcelona de faixa de capitão, como, aliás, estava hoje pela Seleção Brasileira. Ele joga de cabeça erguida, ele comanda. Na Seleção Brasileira, ele me parece encolhido, olhando mais para o chão, olhando mais para si mesmo. Ele está precisando de alguma coisa que dê a ele uma confiança na Seleção Brasileira. Não sei explicar, porque ele é um baita jogador - afirmou Juca Kfouri.

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Para Mauro Cezar, a questão de Raphinha está relacionada à comissão técnica da Seleção Brasileira. O jornalista apontou que a diferença do atacante entre a seleção nacional e o Barcelona está ligada à maneira como o jogador vem sendo utilizado:

- Por que esse cara não é bem aproveitado na Seleção? Acho que a gente tem que questionar mais os técnicos também quando esse tipo de coisa acontece. No clube o cara vai bem, na Seleção ele não joga. Não sabe aproveitar o jogador, não escala corretamente, você não cria um ambiente ali dentro do time que favoreça o seu potencial - afirmou Mauro Cezar Pereira.

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Jornalistas debatem desempenho de Raphinha pela Seleção (Foto: Patrick HAMILTON / AFP)
Jornalistas debatem desempenho de Raphinha pela Seleção (Foto: Patrick HAMILTON / AFP)

Como foi Austrália 2 x 4 Brasil

Seleção começa em alta rotação, mas erros comprometem 1º tempo

Com sete mudanças e um meio-campo fortalecido em relação ao primeiro amistoso diante da Austrália, o Brasil começou a partida em Brisbane disposto a apagar a má impressão deixada na semana anterior. Precisou apenas de dois minutos: após bela troca de passes iniciada por Bruno Guimarães e que passou por Danilo e Rayan, Vanderson recebeu na direita da grande área e chutou bonito no ângulo para fazer 1 a 0.

O gol cedo trouxe confiança à Seleção para manter o ataque. No meio-campo, Danilo e Bruno Guimarães foram bastante participativos, enquanto Gabriel Bontempo se movimentava com timidez. No ataque, Rayan e Vini Jr sentiam a marcação, enquanto Raphinha, com a braçadeira de capitão, era acionado em bolas longas.

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O jogo seguia favorável ao Brasil, mas aos poucos os erros de passe, especialmente na transição, cobraram seu preço. A Austrália chegou ao empate fortuito por Circati, após cobrança de escanteio aos 28 minutos, e virou cinco minutos depois, quando Metcalfe chutou de fora da área. No fim, Raphinha empatou de pênalti.

Ancelotti muda time, mas Brasil mantém ritmo no segundo tempo

A Seleção perdeu Raphinha para o segundo tempo — o jogador sentiu desconforto muscular. Endrick entrou, e aos poucos Ancelotti passou a fazer muitas substituições. Andrey Santos, Matheuzinho e Estêvão foram os primeiros; depois, Martinelli, Arthur Dias e Breno Bidon conquistaram a primeira chance com a camisa do Brasil. Vitor Reis também participou.

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As alterações fizeram o Brasil perder um pouco da organização, mas não a determinação. O time manteve a ofensividade e conseguiu, enfim, vencer com tranquilidade. Bruno Guimarães marcou o terceiro gol aos 24 minutos, e Vini Jr, de pênalti, definiu o placar aos 34.

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