Felipão quebra o silêncio e revela os bastidores do 7 a 1: 'Preferia tomar de 10'

12 anos após o histórico jogo no Mineirão a Alemanha volta a aplicar um 7 a 1

PorFábia Anselmo PessoaRio de Janeiro (RJ)
15/06/2026 05:40

Supervisionado porLeonardo Damico,
Felipão revelou os bastidores da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2014. (Foto: Reprodução)
Felipão revelou os bastidores da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2014. (Foto: Reprodução)

A goleada da Alemanha por 7 a 1 sobre Curaçao, na estreia das duas seleções na Copa do Mundo de 2026, trouxe de volta à memória dos torcedores brasileiros uma das páginas mais dolorosas da história do futebol nacional. O mesmo placar remete imediatamente à semifinal da Copa do Mundo de 2014, quando a Seleção Brasileira foi derrotada pelos alemães no Mineirão.

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Convidado do programa Seleção Copa, do Sportv, o técnico Luiz Felipe Scolari, comandante do Brasil naquele Mundial, relembrou os bastidores da derrota histórica e classificou o resultado como uma catástrofe total.

Segundo Felipão, a equipe viveu um apagão coletivo que acabou sendo determinante para o resultado final da partida.

— Passamos por sete ou oito minutos que foram decisivos no cômputo geral. Tivemos algo que não acontecia com ninguém durante os jogos. Tivemos aquele apagão e aquilo nos gerou no mínimo três gols em sete ou oito minutos — afirmou.

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O treinador destacou que a derrota foi marcada por circunstâncias excepcionais e acredita que um placar semelhante dificilmente voltará a acontecer entre as duas seleções.

— Aquilo não se explica. Foi uma catástrofe total. Perdemos por 7 a 1, um resultado atípico e que nunca mais vai acontecer entre Brasil e Alemanha — disse.

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De pênalti, Kai Havertz marcou o terceiro gol da Alemanha no jogo (3 x 1), aos 50' do 1 tempo (Foto: Lars Baron / Getty Images via AFP)

O que foi dito no intervalo?

Uma das maiores curiosidades sobre a partida sempre envolveu o clima no vestiário brasileiro após o primeiro tempo, encerrado com vantagem alemã de 5 a 0. Felipão revelou que, diante do cenário inesperado, havia pouco a ser dito aos jogadores.

— Eu assumi a responsabilidade junto com a minha equipe de trabalho. Ir para o vestiário perdendo por 5 a 0, o que se diz para o atleta? Isso jamais passa na cabeça de nenhum técnico. Não tem muito o que dizer— explicou.

O treinador contou que a principal preocupação naquele momento era aliviar a pressão sobre os jogadores.

— Talvez se resguardar um pouco mais e tentar tirar o peso da responsabilidade dos atletas. Dar uma palavra de carinho e dizer que tudo o que foi feito foi na melhor das intenções. Mas deu tudo errado e não era o nosso dia — completou.

Brasil sofreu a maior goleada de sua história em Copas do Mundo contra a Alemanha em 2014 (Foto: AFP)

Felipão não trocaria campanha por eliminação precoce

Apesar do trauma causado pela derrota para a Alemanha, Felipão afirmou que não abriria mão da campanha da Seleção em 2014 para evitar o vexame. O Brasil chegou à semifinal após eliminar o Chile nos pênaltis e superar a Colômbia nas quartas de final.

Questionado se preferiria ter sido eliminado pelos chilenos nas oitavas, o técnico foi enfático.

— Não trocaria, não. Preferia tomar de 10, de 12... Porque tínhamos que cair para o Chile só para não perder de 7 a 1? Aquilo foi um desastre, mas não trocaria — declarou.

Felipão também reforçou que jamais buscou responsabilizar individualmente qualquer jogador pelo resultado e voltou a assumir a culpa pela derrota.

— Até hoje eu nunca falei em nomes e não vou falar nunca, porque a responsabilidade é nossa, é minha — concluiu.

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