Felipão quebra o silêncio e revela os bastidores do 7 a 1: 'Preferia tomar de 10'
12 anos após o histórico jogo no Mineirão a Alemanha volta a aplicar um 7 a 1

A goleada da Alemanha por 7 a 1 sobre Curaçao, na estreia das duas seleções na Copa do Mundo de 2026, trouxe de volta à memória dos torcedores brasileiros uma das páginas mais dolorosas da história do futebol nacional. O mesmo placar remete imediatamente à semifinal da Copa do Mundo de 2014, quando a Seleção Brasileira foi derrotada pelos alemães no Mineirão.
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Convidado do programa Seleção Copa, do Sportv, o técnico Luiz Felipe Scolari, comandante do Brasil naquele Mundial, relembrou os bastidores da derrota histórica e classificou o resultado como uma catástrofe total.
Segundo Felipão, a equipe viveu um apagão coletivo que acabou sendo determinante para o resultado final da partida.
— Passamos por sete ou oito minutos que foram decisivos no cômputo geral. Tivemos algo que não acontecia com ninguém durante os jogos. Tivemos aquele apagão e aquilo nos gerou no mínimo três gols em sete ou oito minutos — afirmou.
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O treinador destacou que a derrota foi marcada por circunstâncias excepcionais e acredita que um placar semelhante dificilmente voltará a acontecer entre as duas seleções.
— Aquilo não se explica. Foi uma catástrofe total. Perdemos por 7 a 1, um resultado atípico e que nunca mais vai acontecer entre Brasil e Alemanha — disse.

O que foi dito no intervalo?
Uma das maiores curiosidades sobre a partida sempre envolveu o clima no vestiário brasileiro após o primeiro tempo, encerrado com vantagem alemã de 5 a 0. Felipão revelou que, diante do cenário inesperado, havia pouco a ser dito aos jogadores.
— Eu assumi a responsabilidade junto com a minha equipe de trabalho. Ir para o vestiário perdendo por 5 a 0, o que se diz para o atleta? Isso jamais passa na cabeça de nenhum técnico. Não tem muito o que dizer— explicou.
O treinador contou que a principal preocupação naquele momento era aliviar a pressão sobre os jogadores.
— Talvez se resguardar um pouco mais e tentar tirar o peso da responsabilidade dos atletas. Dar uma palavra de carinho e dizer que tudo o que foi feito foi na melhor das intenções. Mas deu tudo errado e não era o nosso dia — completou.

Felipão não trocaria campanha por eliminação precoce
Apesar do trauma causado pela derrota para a Alemanha, Felipão afirmou que não abriria mão da campanha da Seleção em 2014 para evitar o vexame. O Brasil chegou à semifinal após eliminar o Chile nos pênaltis e superar a Colômbia nas quartas de final.
Questionado se preferiria ter sido eliminado pelos chilenos nas oitavas, o técnico foi enfático.
— Não trocaria, não. Preferia tomar de 10, de 12... Porque tínhamos que cair para o Chile só para não perder de 7 a 1? Aquilo foi um desastre, mas não trocaria — declarou.
Felipão também reforçou que jamais buscou responsabilizar individualmente qualquer jogador pelo resultado e voltou a assumir a culpa pela derrota.
— Até hoje eu nunca falei em nomes e não vou falar nunca, porque a responsabilidade é nossa, é minha — concluiu.
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